Refinaria de Luanda adia a paralisação
15-05-2018 | Fonte: Angop
A Refinaria de Luanda paralisa a produção de combustíveis para manutenção “perto do final” do ano em curso, anunciou ontem, em Luanda, o director de Operações daquela unidade industrial.

Victor Ramos declarou durante uma visita de estudantes da Universidade de Defesa Nacional da Nigéria, que desde há sete anos, a unidade não faz as manutenções, que devem ocorrer a cada cinco anos.

Informações disponíveis no Jornal de Angola indicam que, inicialmente, a paralisação deveria ocorrer em meados do ano em curso, o que, com o anúncio de Victor Ramos, deixa perceber que houve um adiamento da manutenção.

A refinaria produz 90 por cento da sua capacidade máxima de 65 mil barris por dia (bpd), processando 60 mil bpd, quantidade insuficiente para abastecer o mercado na-cional, de acordo com as informações de Victor Ramos.

A tendência, avançou, é atingir a capacidade máxima de processamento, algo que ainda não é possível devi-do a constrangimentos que ocorrem, como são as avarias técnicas por falta de ma-nutenção e a falta de peças sobressalentes. Victor Ramos notou que depois de fundada, em 1958, a taxa populacional de Luan-da registou um grande crescimento, sem que a refinaria absorvesse investimentos para alargar a sua capacidade de produção.

Victor Ramos lembrou que a nova administração da Sonangol está empenhada no aumento da capacidade de refinação do país, o que fica evidente com a viabilização de projectos como a Refinaria do Lobito, em Benguela, uma em Cabinda e outra no Namibe.

Para 2018, as prioridades da Refinaria de Luanda passam por resolver o problema da conduta de água, uma vez que a existente tem sido permanentemente saqueada pelos moradores dos arredores, bem como pela criação de condições para a substituição de uma jangada no terminal petrolífero e a execução da barreira geral da fábrica. Durante a visita, o engenheiro Igor Francisco falou do funcionamento da refinaria, do sistema de segurança e dos constrangimento causados pela falta de manutenção.

Segundo Igor Francisco, para garantir o funcionamento sem interrupção, a refinaria funciona com uma nova unidade de geradores que fornecem 22,5 Megawatts de energia por dia, mais do que produzia uma unidade antiga de geradores que fornecia oito. A refinaria consome cinco Megawatts e a restante electricidade é distribuída pela população, principalmente a que está ao redor da fábrica.

O brigadeiro Akinbobola Ojajune, chefe da delegação, informou que os estudantes da Universidade de Defesa Nacional da Nigéria escolheram a Exploração de Hidrocarbonetos em Angola, como tema de defesa de tese do curso.

A Universidade de Defesa Nacional da Nigéria é das mais altas instituições de ensino daquele país, onde têm sido formados, para além dos civis, militares das forças armadas e policías.

Akinbobola Ojajune disse que leva de Angola muitas informações que vão servir para ajudar o seu país na luta contra o vandalismo que se regista na área exterior das refinarias. A delegação, de 25 militares, está em Luanda desde domingo, devendo regressar ao seu país amanhã.
 
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