Casas de câmbio sem divisas querem intervenção do PR
18-05-2018 | Fonte: OPAÍS
Um mês depois da Associação das Casas de Câmbio de Angola (ACCA) remeter, sem sucesso, uma carta a José de Lima Massano, visando reverter a falta de divisas que enfrentam desde Outubro de 2017, um grupo de colaboradores seus endereçou uma carta aberta ao Presidente da República, em que solicitam a sua intervenção para pôr cobro ao problema. Ouvidos pelo OPAÍS, os signatários do documento acusam o actual governador do BNA de excluir as agências de câmbio dos leilões semanais realizados no mercado primário.

“Sentimo-nos no dever de pedir ao Presidente da República, a fim de intervir na referida causa, uma vez que o Executivo que lidera definiu como estratégia, o combate à pobreza. Como será possível combatermos a pobreza quando mais de 1.500 famílias ficam sem emprego?”, questionam. No documento a que tivemos acesso, os colaboradores das casas de câmbio interrogam, igualmente, “como é possível os bancos comerciais continuarem a beneficiar dos leilões, enquanto as casas de câmbio e agências de remessas não?”. O número de colaboradores das casas de câmbio anda à volta de 600 pessoas, correspondente a 1.500 famílias.

Liberalização do preço das notas

Recorde-se que, antes de solicitarem a intervenção do Presidente da República, a associação chegou de remeter uma carta ao BNA na qual solicitou, além da inclusão nos leilões semanais, a liberalização total do preço das notas, para que cada empresa praticasse a sua tabela com vista o combater o mercado informal. Por outro lado, para colmatar a escassez de divisas e evitar o encerramento de empresas, a associação solicitou a José de Lima Massano, que autorize as operações das casas de câmbio como agentes de correctoras do mercado de capitais, e a exercerem o serviço postal em todo o país, incluindo as operações de pagamento de luz e água. Na mesma carta, a direcção da associação dirigida por Hamilton Macedo, pedia que às casas de câmbio fossem autorizadas remessas, realizar trabalhos de venda de cartões pré-pago a agentes das empresas de telemóveis. A ACCA pretende ainda, no quadro das suas actividades, realizar serviços de transferência e consultoria a pequenas empresas, importadores e exportadores de mercadorias no valor limite de USD 50 mil.
 
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