Mãos Livres queixa-se de ameaças por parte do SINSE
20-05-2018 | Fonte: CA
Um dia depois de ter procedido à entrega ao BNA de um relatório com as identidades de pessoas que supostamente transferiram ilegalmente dinheiro para o exterior de Angola, um grupo de advogados da associação “Mãos Livres”, incluindo o seu presidente, Salvador Freire, queixa-se de ameaças e perseguição por indivíduos alegadamente ligados ao Serviço de Inteligência e Segurança do Estado (SINSE).
 
O relatório da organização cívica centra-se num documento intitulado ”Fraude em Altas Posições: O contrato corrupto da divida de Angola à Rússia”, em cujo rol são identificados o antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, bem como José Leitão e Hélder Vieira Dias Kopelipa, antigos chefes da Casa Civil e da Casa Militar da Presidência angolana.
 
São também visados os nomes do ex-Vice-Presidente da República Manuel Vicente, Elísio de Figueiredo, ex-embaixador nas Nações Unidas, e Joaquim David, antigo ministro da Indústria. “Estamos a receber algumas ameaças por parte de alguns elementos afectos ao Sinse. Inclusive, estas intimidações estão a preocupar alguns familiares nossos, que sabendo do risco e vulnerabilidades a que estamos expostos, aconselham-nos a abandonar a campanha”, denunciou o advogado Salvador Freire, líder da Associação “Mãos Livres”.
 
 
O advogado diz que não obstante o perigo que correm, os membros da organização que dirige não têm medo e ponderam pôr em marcha um processo-crime contras as pessoas que os ameaçam, as quais serão identificadas e denunciadas em timming apropriado.
Aquele líder associativo afirmou que o próximo passo será proceder igualmente à entrega do documento ao Ministério das Finanças e à Procuradoria-Geral da República.
 
 
A associação cívica indica que decidiu apresentar o seu relatório porque o Governo, em sede da discussão sobre o projecto de lei do repatriamento de capitais, alega ter dificuldades para estabelecer o montante exacto a ser repatriado e identificar as individualidades que colocaram dinheiro lá fora. Isso mesmo foi declarado pelo secretário do Presidente da República para os Assuntos Políticos, Constitucionais e Parlamentares, Marcy Lopes.
 
 
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