Bancos poupam 3% em Maio
22-06-2018 | Fonte: Jornal Mercado
As reservas dos bancos comerciais junto do Banco Nacional de Angola (BNA) registaram uma diminuição na ordem dos 3% em Maio, a primeira desde o início do ano.

Neste período, as instituições bancárias viram as suas reservas decrescer para 1,13 biliões Kz face aos anteriores 1,17 biliões Kz. Na data, as reservas estavam compostas por 19% de depósitos livres e 81% de depósitos obrigatórios.

Na base deste recuo está a diminuição de 18% ocorrida nos depósitos livres para os actuais 219,3 mil milhões Kz. Segundo os dados do regulador sobre o comportamento da banca nacional quanto à constituição de reservas, em Maio os bancos comerciais depositaram livremente em moedas nacionais 139,9 mil milhões Kz, ou seja, menos 25% face ao mês anterior.

No que diz respeito aos depósitos livres em moeda estrangeira, os bancos guardaram junto do BNA menos divisas, o que é justificado pela crescente necessidade na utilização deste recurso, assim o mercado observou uma redução de 3% para o equivalente em moeda nacional na ordem dos 79,4 mil milhões Kz.

Já os depósitos obrigatórios apresentaram uma tendência inversa, a de crescimento ainda que moderado, ou seja, as instituições bancárias aumentaram em 1% os depósitos compulsivos. Justifica-se o aumento pelo crescimento registado a nível das reservas em moedas estrangeiras na ordem dos 8%, alavancando assim esta classe.

Quanto às reservas ou depósitos obrigatórios em moeda nacional, o nível de crescimento não atingiu 1%, fixando-se próximo dos 756 mil milhões Kz face aos anteriores 755,1 mil milhões Kz, e expecta-se que diminua no próximo mês, fruto da decisão do Comité de Politica Monetária em reduzir o coeficiente de reservas obrigatórias em moeda nacional de 21% para 19%, tomada em finais do mês em análise.

Face ao ambiente macroeconómico desfavorável que o País vive desde 2014, o BNA adoptou um conjunto de medidas de políticas restritivas, entre as quais o aumento do coeficiente das reservas obrigatórias, que chegou aos 30% até finais de 2017. Mas, face à tendência de crescimento económico para o quinquénio 2017/2021, a decisão do regulador aponta para uma normalização e melhoria do ambiente económico bem como no aumento do nível de crédito. “Estas decisões tiveram como fundamento ajustar e melhorar a eficácia dos instrumentos de política monetária, contribuindo para a continuidade do processo de estabilização macroeconómica e solidez do sistema financeiro”, justifica a nota do regulador.
 
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