‘’Roubos no negócio do lixo’’ beneficiaram figuras do MPLA
12-07-2018 | Fonte: VOA
Menos de um mês após a saída das operadoras de recolha de lixo, o governador provincial de Benguela, Rui Falcão, revela que as autoridades estão livres de um ‘’negócio sujo’’ que gerou roubo de largos milhões diariamente, com figuras do partido no poder como os principais beneficiários.
 
Ao intervir recentemente num encontro na qualidade de primeiro secretário do MPLA, Falcão disse acreditar no potencial das administrações municipais, que acabam de receber meios usados para a limpeza das principais cidades.
 
Dados oficiais indicam que baixou para 500 milhões de kwanzas, pouco mais de dois milhões de dólares ao câmbio oficial, o orçamento para o saneamento básico, antes fixado em quase 2,5 mil milhões de kwanzas.
 
É o valor que custeava o trabalho das operadoras apontadas pelo governador de Benguela como parte de um negócio que lesou o Estado angolano.
 
"Tivemos de pôr fim a muito negócio sujo. Se o lixo é sujo, muitos andavam a chafurdar nele para tirar lucro indevido e a roubar ao Estado. Acabámos com este negócio, porque estas pessoas não podem continuar a viver à custa do Estado, roubando a todos nós. Pagávamos milhões diariamente, muitos milhões, agora vamos mostrar que a administração pública é capaz’’, indica o governante.
 
 
Num apelo à união, dirigido a militantes que preparam o próximo congresso do MPLA, Rui Falcão desmontou a estratégia de quem perdeu com o fim deste negócio.
 
 
"Não nos deixemos levar pela maledicência, não nos deixemos levar por esses pseudo-militantes que todos os dias nos querem criar problemas. Estão tristes, perderam o dinheiro, mesmo sabendo que se tratava de dinheiro indevido, por isso compram algumas pessoas para falar mal de nós nas redes sociais. Podem continuar a pagar, mas não vamos parar’’, desafia Falcão.
 
 
Com 45 milhões de kwanzas, o Governo provincial adquiriu, recorrendo ao mercado interno, quatro camiões, pás carregadoras de grande porte e outros equipamentos usados para Benguela, Lobito, Catumbela e Baía Farta.
 
 
A prova de que prevalece o cenário de carência numa província sem aterro sanitário é que o município-sede, com cerca de 600 mil habitantes, com cada um a produzir 500 gramas de lixo por dia, precisa de 400 depósitos de lixo, mas não dispõe sequer de 50.
 
 
Refira-se que só uma das quatro empresas afastadas, a Vista, reclama uma dívida superior a 5 mil milhões de kwanzas, o dobro do orçamento anterior, reduzido em 400 por cento.
 
 
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