Sonangol considera prematuro falar em aumento dos preços
12-07-2018 | Fonte: JA
O presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Carlos Saturnino, declarou ontem ,em Luanda, ser prematuro falar do aumento dos preços dos combustíveis no país, reconhecendo estar a empresa interessada em que haja um desfecho sobre esse assunto.
 
Carlos Saturnino, reafirmou citado pela Angop, no primeiro dia da Feira Internacional de Luanda (FILDA 2018), que compete ao Go-verno estudar, avaliar e decidir com base na realidade concreta do país a pertinência ou não da medida.
 
“Somos uma  unidade empresarial e, naturalmente, estamos interessados que isso tenha um desfecho. No en-tanto,  compete ao Governo tomar uma posição sobre os conselhos do  FMI”, referiu o responsável, assegurando que uma equipa que integra elementos da Sonangol e do Ministério das Finanças, está a trabalhar na proposta para avaliar as possíveis implicações de uma possível aplicação.
 
Em declarações recentes, o ministro das Finanças, Archer Mangueira, admitiu  que a instituição que dirige e a Sonangol ponderam a possibilidade de, ainda este ano, ajustar o preço  dos combustíveis, no âmbito  da estratégia  da consolidação  fiscal e diminuição  das despesas públicas. O ministro da Economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca, que considerou  na abertura da FILDA que o país regista o desanuviamento dos “sintomas inibidores da crise económica e financeira de 2014”, provocada pela queda do preço do petróleo no mercado internacional.   
 
 
Pedro Luís da Fonseca assinalou que a edição da FILDA 2018 acontece numa altura em que o mais importante instrumento de programação e política económica do Governo, o Plano de Desenvolvimento Nacional, é apresentado aos diferentes agentes da sociedade, o que pode associá-la ao início da viragem económica. />Espaço tradicional de negócios, onde operadores nacionais e internacionais expõem os seus produtos e serviços, a FILDA 2018 pretende, sobretudo, promover o potencial económico e industrial do país, atrair investimentos capazes de fomentar o desenvolvimento sustentado e valorizar o empresariado nacional, em linha com o Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022, afirmou.
 
 
O lema escolhido para esta edição,  “Diversificar a Economia, Desenvolver o Sector Privado”,  segundo José Luís da Fonseca, coloca sérios desafios ao empresariado nacional, que é chamado a desenvolver estratégias próprias de afirmação, competitividade e diversificação das actividades, assumindo-se como trave da diversificação da economia.
 
 
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