Inflação pode fechar o ano abaixo da meta do Executivo
20-08-2018 | Fonte: Jornal Mercado

Os preços dos bens e serviços na capital do País subiram, de Janeiro a Julho, 8,97%, segundo os dados oficiais do Estado publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A média mensal da inflação fixou-se em 1,2% para o período em observação.


A manter-se a média de inflação destes sete meses, prevê-se que a alta de preços não atinja a meta de 25,8% estabelecida pelo Estado para o final do ano. Os dados actuais apontam para uma inflação acumulada a fechar 2018 em 14,6%, semelhante à obtida em 2015.


Segundo dados do Banco Nacional Angola (BNA), a inflação nacional acumulada de 2014 a 2017 foi de 95,6%, todavia, em Março de 2018, a inflação trianual já se encontra ligeiramente acima dos 100%. Porém, realça-se que a economia se encontra num processo de desinflação desde 2017, ano em que a taxa de inflação foi de 23,67%, 17,45 p. p. abaixo do valor apresentado em 2016. Adicionalmente, desde Novembro de 2017 que a taxa de inflação mensal tem registado valores inferiores a 1,50%. Considerando os esforços e progressos registados no trimestre em relação à trajectória da taxa de inflação que segue descendente, a possibilidade de a economia angolana chegar à hiperinflação, em termos contabilísticos, em finais de 2018, é praticamente remota. Em termos homólogos, a variação situa-se em 19,51%, registando um decréscimo de 9,50 pontos percentuais com relação à observada em igual período do ano anterior. Foi a taxa de inflação mais baixa desde Fevereiro de 2016. A taxa de inflação no País atingiu uma média de 36,28% de 2001 a 2018, atingindo uma alta de 241,08% em Janeiro de 2001 e uma baixa recorde de 6,89% em Junho de 2014.


Variação mensal abaixo dos 1,5% em sete meses


Quanto à variação mensal, os indicadores mensais da variação dos preços dos bens e serviços espelham uma contenção da subida abaixo dos 1,5% como previsto pelo Chefe do Executivo cessante, José Eduardo dos Santos, em meados do ano passado.


O nível geral do Índice de Preços no Consumidor (IPC) de Luanda registou uma variação de 1,23% durante o período de Junho a Julho de 2018, um aumento de 0,07 pontos percentuais face ao período Maio /Junho A classe “Vestuário e Calçado” foi a que registou o maior aumento de preços, com 2,06%. Destacam-se também os aumentos dos preços verificados nas classes “Lazer, Recreação e Cultura”, com 1,50%, “Bens e Serviços Diversos” e “Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção”, com 1,42% cada.Relativamente à contribuição por classes de despesa, a classe “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas” foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços em Luanda, seguida de “Vestuário e Calçado”, “Bens e Serviços Diversos” e “Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção”.


Malanje regista a maior alta de preços, e Lunda Sul, a menor


O Índice de Preços no Consumidor Nacional registou uma variação de 1,25%, durante o período de Junho a Julho de 2018. As províncias que registaram maior aumento foram: Malanje, com 3,11%, Bengo, com 1,89%, Cunene, com 1,75%, e Uíge, com 1,58%. As províncias com menor variação foram: Lunda Sul, com 0,76%, Cuando Cubango, com 0,81%, Namibe e Cabinda, com 0,88% cada.


A classe “Vestuário e Calçado”, com 2,11%, foi a que registou o maior aumento de preços. Destacam-se também os aumentos dos preços verificados nas classes: “Bens e Serviços Diversos”, com 1,63%, “Saúde”, com 1,61%, e “Lazer, Recreação e Cultura”, com 1,57%. A variação homóloga situa-se em 19,01%, registando um decréscimo de 8,28 pontos percentuais com relação à observada em igual período do ano anterior.

 
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