MPLA prioriza combate à corrupção e bajulação
09-09-2018 | Fonte: Angop

O presidente eleito do MPLA, João Lourenço, apontou neste sábado, em Luanda, a corrupção, o nepotismos, a bajulação e a impunidade como os principais males a combater pelos "muitos" danos que causam a economia.João Lourenço discursava depois de ser confirmado quinto presidente do MPLA, com 98,59 porcento dos votos dos dois mil 448 delegados ao VI congresso extraordinário do partido.

Depois de ter homenageado os anteriores líderes da organização, António Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos, declarou que só será possível construir um futuro melhor, se haver coragem de "realmente"corrigir o que está mal e melhor o que está bem.

Declarou ainda que a corrupção, nepotismo, a bajulação e a impunidade que implantaram no país, contra os quais se deve lutar e vencer, afectam a confiança dos investidores, minam a reputação e a produtividade de Angola.

João Lourenço disse que, nesta cruzada, o MPLA deve tomar a dianteira, assumir o papel de vanguarda, mesmo que os primeiros a tombar sejam militantes ou altos dirigentes do partido que tenham cometido crimes ou que pelo seu comportamento social estejam a sujar o bom nome da organização partidária.

Sublinhou que a história do MPLA esteve sempre associada a causas nobres que orgulham, como a conquista da independência e a defesa da soberania nacional, a contribuição na luta pela libertação dos povos da África Austral contra o regime do apartheid, paz e a reconciliação entre os angolanos.

Exortou para que não se confunda nunca a necessidade de se promover uma classe empresarial forte e dinâmica de gente honesta, que produz bens e serviços e cria empregos, com aqueles que têm enriquecimento fácil e ilícito, a custa do erário público, que é património de todos os angolanos.

"No caso destes últimos serem militares ou dirigentes, não permitiremos que comportamentos condenáveis desta minoria gananciosa manche o bom nome deste grande partido, que foi criado com suor e sangue para defender uma causa nobre”, referiu.

O líder partidário apelou que se abrace a luta difícil, mas honrosa, que vai salvar a economia angolana, o país e garantir um futuro melhor para às gerações vindouras.

Falou da necessidade de construir um partido onde ser do MPLA não signifique alcançar benesses com facilidade ou estar mais próximo de ser nomeado ministro, governador ou embaixador, mais de servir Angola e os angolanos.

 
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