Besa faliu por decisão política – Álvaro Sobrinho
12-09-2018 | Fonte: TPA

O ex-presidente da Comissão Executiva do Banco Espírito Santo Angola (BESA), Álvaro Sobrinho, revelou nesta terça-feira que a instituição faliu por decisão política e não por insolvência.


“O banco faliu por decisão política tendo em conta as pessoas nele envolvidas. Por isso, digo que era uma decisão política”, justificou o empresário e matemático de formação, no Programa “ Grande Entrevista” da Televisão Pública de Angola (TPA).


Durante a entrevista Álvaro Sobrinho questionou-se se o Besa faliu mesmo, porque, no seu entender, do ponto de vista formal o banco existe com outra denominação (Banco Económico) e do ponto de vista prático não houve nenhum organismo internacional, independente, estatal e nem auditor que declarasse a falência da instituição.


“ O Besa foi alvo de uma auditoria, em 2011, do Banco Europeu e não viu falência”, referiu o empresário, salientando que a narrativa de falência nasceu dos accionistas e que a situação de bancarrota não foi declarada pelo Banco Nacional de Angola (BNA), auditores da KPMG, conselho fiscal ou outros reguladores internacionais.


Referiu que, em 2010, o Besa foi o banco que ultrapassou pela primeira vez a fasquia dos 400 milhões de dólares de resultados líquidos positivos. E quando foi afastado era o banco com maior activo do mercado, com mais de USD 10 milhões de activos de fundo.


Nesse período, disse o ex-presidente, ainda concederam empréstimos no valor de 5,7 biliões de dólares, tendo-se elaborado uma lista de 30 figuras consideradas maiores devedores, representando um total de 80 porcento da carteira de créditos. Esses devedores eram mandados ao banco pelas autoridades aos principais accionistas.

 
Comentários
Quer Comentar?
Nome E-mail ou Localização
Comentário
Aceito as Regras de Participação
Foto-Destaque
Foto-Destaque
Questionário