João Paulo Ganga arrisca-se a passar por charlatão
10-10-2018 | Fonte: Correio Angolense

O sociólogo João Paulo Ganga ainda não veio a público defender-se das graves acusações que lhe foram feitas pela portuguesa Catarina Isabel Martins. Na passada semana, essa militante do Bloco de Esquerda de Portugal, que também é professora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, teceu comentários nas redes sociais com os quais desvaloriza completamente o perfil do comentarista da TV Zimbo.

Entre vários ‘ataques’ que põem em causa a honra e bom nome de João Paulo Ganga, Catarina Martins acusou-o, nomeadamente, de não se ter formado em Sociologia, além de que era um “parasita” e “vigarista”. A portuguesa diz tê-lo conhecido realmente em Coimbra, mas que nunca se formou naquele estabelecimento universitário. “Ele ficou sociólogo quando? Porque em Coimbra nunca se formou”, questionou a portuguesa, conhecida por interagir frequentemente com internautas angolanos no Facebook e noutras plataformas de mídia social.

“Mas que lugar público tem o João Paulo Nganga? Conheci-o enquanto estudante em Coimbra e era um parasita, um vigarista da pior espécie, que se dava com gente criminosa (condenada por crimes de alta corrupção em Portugal) e roubava dinheiro a toda a gente. Falava muito, lá isso falava, e levava toda a gente na lábia”, afirmou Catarina Martins no Facebook.

É público que ao longo dos anos noventa João Paulo Ganga viveu e estudou em Portugal, nomeadamente na prestigiada Universidade de Coimbra, onde, ao que se sabe, terá frequentado a licenciatura em Farmácia. Esse curso está distante da formação em Sociologia, a especialidade profissional e académica com a qual entretanto João Paulo Ganga passou a apresentar-se publicamente no seu regresso a Angola, após uma fase de total obscuridade como jornalista do ‘Folha 8’.


Pela gravidade das acusações que vêm agora à tona, a opinião pública em geral e os telespectadores em particular esperavam que o comentarista da TV Zimbo aproveitasse a sua participação habitual no espaço “Resenha da Semana”, que vai ao ar aos domingos à noite no telejornal dessa estação televisiva, para defender-se. Mas isso esteve longe de acontecer. No minuto livre que dispõe para comentar sobre matérias à sua escolha, João Paulo Ganga não se referiu ao assunto.


Mas ao escolher assobiar para o lado, ao invés de esclarecer as dúvidas – que é o que lhe competia enquanto ‘opinion maker’ com o lugar que ocupa no espaço público – João Paulo Ganga expõe-se agora a ver desabar estrepitosamente o seu ‘castelo’, que já vem sendo alvo de significativos arranhões junto do público, que nos últimos tempos tem avaliado negativamente as suas análises sobre o que se passa no país.


As gravosas suspeições lançadas sobre João Paulo Ganga também atingem, negativamente, a reputação da própria TV Zimbo, que é obrigada a fazer alguma coisa e não permanecer indiferente ao que se diz acerca do seu ‘número 10’. Não é minimamente curial que ela deixe que os seus telespectadores convivam com a dúvida agoniante sobre se estão a lidar com pessoa séria ou se os posicionamentos políticos que são obrigados a encaixar dominicalmente são afinal debitados por um “charlatão”. De contrário, tarde ou cedo, o mercado apresentará uma factura bastante alta à estação televisiva de Talatona.

 
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