A selecção angolana de futebol evidenciou a sua capacidade de resiliência e eficiente finalização, ao golear nesta sexta-feira, em Luanda, no estádio 11 de Novembro, a sua similar da Mauritânia, por 4-1, em jogo da terceira jornada do Grupo I de qualificação ao Campeonato Africano das Nações (CAN2019), que se disputa nos Camarões.
Caracterizado por um ascendente madrugador dos Les Mourabitones, designação oficial da selecção Mauritânia, que logo nos minutos iniciais (2), inauguram o marcador por intermédio de El Hacen Id, para o desagrado e silêncio dos mais de 20 mil espectadores nas bancadas, os Palancas Negras foram capazes de igualar a contenda, com golo do capitão Mateus Galiano, volvidos 10 minutos.
O primeiro tento dos palancas, que levantou à plateia, trajada predominantemente com as cores vermelho, preto e amarelo, resulta da cobrança de uma grande penalidade, ao castigar o derrube na área do adversário de Gelson Dala.
Assim, os caseiros passam a pressionar com mais frequência o reduto adversário, que permite com que o mesmo jogador volta a violar a baliza contrária, aos 15, na sequência de um forte remate à distância, depois de uma jogada de insistência.
Decorridos 30 minutos, o mauritaniano Abeid causa algum desconforto nas hostes angolanas, obrigando a uma defesa arrojada ao guarda-redes Nlando. Fredy prova os reflexos do guarda-redes Braim, que também faz uma defesa bastante apertada. O seu colega Gelson, por pouco surpreende o adversário, quando se depara defronte ao guarda-redes estrangeiro, aos 40.
Nesta toada, em que se denota um ligeiro equilíbrio nas acções ofensivas, onde os mauritanianos tentavam contrapor a dinâmica dos oponentes, a partida chega ao intervalo, com vantagem dos angolanos.
No reatamento do jogo, a iniciativa coube aos Palancas Negras, com Djalma Campos a interceptar o esférico, mas sem dar o sentido positivo, apesar da posição privilegiada. O irrequieto El Hacen remata e abola passa rente ao poste da baliza angolana, aos 50.
Na resposta, Djalma amplia, aos 51, em função de uma defesa incompleta do guarda-redes Braim Soulleimane, que apenas contempla o esférico a estremecer a rede da sua baliza.
O treinador Serdan Vasilevic opera alteração no plantel angolano, com a entrada de Geraldo no lugar de Mateus Galiano, que recebe a ovação e aplausos dos adeptos, aos 54.
Da outra parte, o técnico Corentin Martins, responde com Diop no lugar de Ismael. O defesa Massunguna, em corte acrobático, afasta a bola que se encaminhava perigosamente para dentro da baliza da equipa angolana.
Aos 60, o jogador Show é substituído por Stelvio, nos Palancas, que perdem a soberana oportunidade de marcar, quando Fredy pós a bola a embater na trave da baliza mauritaniana.
O futebolista Kalalil é rendido por Adama, na turma estrangeira, aos 72. Gelson assombra mais uma vez a defesa contrária, com dribles aos opositores em plena grande área.
No decurso do seu desempenho, Gelson faz jus a sua grande eficiência e sentido de oportunidade, marcando o último golo da equipa, aos 79, em sequência de uma jogada e passe saído do seu colega Geraldo, para o gáudio dos ruidosos aficionados no campo.
Já na fase derradeira, em que o guarda-redes Nlandu não se coibia de afastar esféricos com intenções “veladas”, Djalma é substituído por Vá, na selecção angolana, também muito aplaudido pelos apoiantes de pé nas bancadas, em sinal de agradecimento pela dedicação e resultado.
O comportamento dos representantes do país neste desafio, em que o adversário teve o atrevimento de entrar a vencer na “catedral” do futebol angolano, causando algum temor, despertou ao combinado angolano o sentimento de resiliência e a luta pelo triunfo orgulhoso.
Com este resultado, após três jornadas disputadas, Angola soma seis pontos, os mesmos que a Mauritânia. Em terceiro está o Burkina Faso (3), enquanto o Botswana ainda não pontuou.
O próximo jogo dos Palancas Negras está marcado para o dia 16 deste mês, em casa dos Les Mourabitones, pontuável para a quarta ronda. Para conclusão desta jornada três, jogam ainda Burkina Faso – Botswana, neste sábado.
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