A actuação tendenciosa do árbitro zambiano Janny Sikazwe contribuiu significativamente no impedimento do 1º de Agosto atingir a final da Liga dos Clubes Campeões Africanos de futebol, ao perder diante do Esperance de Túnis, por 2-4, em jogo da meia-final da prova, disputado hoje, no Estádio Olímpico de Radés, na Tunísia.
Coadjuvado pelos seus compatriotas Romeo Kasengele e Kawe Chansa, o juiz, que representou o continente africano no último mundial da Rússia, neste desafio de Radés teve um comportamento reprovável, que demonstrou ignorar por completo as leis e regras do futebol, levando ao “colo” a formação tunisina.
Depois da vantagem (1-0) em Luanda, a formação angolana entrou em campo engajada em confirmar a qualificação, inaugurando o marcador por intermédio de Geraldo, para a comoção e desalento do adversário e seus apoiantes, que além de lançarem substâncias nocivas (fumaça) ao redor do retângulo do encontro, entravam em confronto com as forças da ordem.
Assim, o “homem” do apito, talvez temendo a eliminação da turma local, entrou em acção, cortando quase todas as jogadas limpas dos agostinos, que ainda se viam admoestados severamente com uma “chuva” de cartões amarelos.
Desta forma, o pior foi a sequência de tomadas de decisões incongruentes, numa clara demonstração de favorecimento aos caseiros, deixando atónito e sem possibilidades de alterar o rumo dos acontecimentos aos jogadores e equipa técnica do 1º de Agosto.
O que se observou foi um autêntico escândalo e atentado ao futebol, tudo na ânsia do zambiano Janny Sikazwe, veladamente, prejudicar o esforço e empenho honesto do emblema “militar” angolano, que em honra devia se qualificar.
Situações do género contribuem negativamente para a imagem da modalidade e sua transmissão televisiva, deve suscitar da parte das instituições internacionais, como a Confederação Africana de futebol (CAF) e mesmo à FIFA, a tomada de medidas disciplinares duras sobre o árbitro zambiano e outros prevaricadores.
Atendendo a cronologia do jogo, o 1º de Agosto causou o desconforto inicial, aos nove minutos, mas os caseiros fizeram a reviravolta ainda na primeira parte com golos de Beelaili (penalti) e Yaakoubi.
Apesar de estar a perder ao intervalo (2-1), o resultado dava vantagem aos visitantes, que além do adversário competitivo, também enfrentava o comportamento “maléfico” do árbitro.
Na segunda parte, os militares ainda empataram por Mongo, aos 65, mas outra vez os tunisinos voltaram a marcar mais dois golos por Jouini e Badri.
Antes do último tento do Esperance, a equipa angolana chegou a marcar, mas o árbitro anulou, por suposto empurrão ao guarda-redes.
Os agostinos, que falham assim a final inédita, reclamaram da arbitragem, no entanto, sem hipóteses de alterar o resultado, para a grande tristeza do colectivo, que vê esfumada à esperança de milhares de cidadãos angolanos e também estrangeiros.
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