O administrador do município do Huambo, Victor Tchissingui(na foto) foi constituído arguido pela Procuradoria-Geral da República (PGR), esta terça-feira, por suspeitas de prática de crime de peculato, entre 2010 a 2014, quando exerceu o cargo de director do Gabinete de Estudos e Projectos (GEP) do Governo Provincial do Huambo.
Victor Tchissingui encontra-se sob termo de identidade e residência, juntando-se assim a João Sérgio Raul, administrador do município do Longonjo, a quem foi aplicada a mesma medida de coacção.
Além de Victor Tchissingui e João Sérgio Raul, a PGR constituiu também arguido, na sexta-feira, igualmente sob termo de identidade e residência, o ex-chefe do Departamento de Administração, Património, Informática, Gestão do Orçamento e Transportes do Governo, Constantino de Jesus César, assim como o técnico do mesmo departamento, Cláudio Sicato.
Todos esles estão obrigados a apresentar-se semanalmente e não podem ausentar-se sem autorização do Ministério Público.
Foram ainda ouvidos, na condição de declarantes, o ex-vice- governador para o sector Técnico e Infra-estruturas, Kalunga Francisco Kissanga, e o antigo director provincial para as Obras Públicas, José Adolfo Morguier. Compareceu também na sede da PGR, para responder a uma notificação nas mesmas condições, o antigo vice-governador para a área, Francisco Fato, que acabou por ser dispensado com a promessa de eventualmente vir a prestar declarações noutra altura.
O interrogatório prossegue nos próximos dias, com a audição aos empresários arrolados no processo e a outros funcionários do Governo que deverão comparecer no Ministério Público, para prestar depoimentos, avança a Angop.
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