Nigéria joga tudo por tudo
05-08-2005 | Fonte: VOA
Se o apuramento ao Mundial fosse decidido hoje Angola seria um dos representantes do continente deixando para trás a Nigéria. Porém há mais duas jornadas por concluir, e embora Angola e a Nigéria não se defrontem em nenhuma delas, a Nigéria parece disposta ainda assim, a bater Angola palmo a palmo, fora e ...dentro do campo.

Quando Angola receber o Gabão para a penúltima jornada do torneio de apuramento ao Mundial, a Nigéria estará a jogar na mesma altura contra a Argélia em Argel. Teoricamente Angola teria a vantagem de estar a jogar em casa contra um adversário mais fraco, e sem hipóteses de ir quer ao mundial quer ao CAN. Isto pouco ou nada diz ao nigerianos. Vão fazer como se fosse o contrário...Angola a jogar fora, e eles a jogarem em casa.

Falando esta quinta-feira para a imprensa, o antigo director do departamento técnico da Federação de Futebol da Nigéria, Kashimawo Laloko disse que a qualificação de Angola ao mundial seria um tremendo insulto.

Recorde-se que neste momento Angola comanda o grupo 4 de qualificação para o mundial com 15 pontos, os mesmos que a Nigéria. Logo atrás vem o Zimbabwé com 12 pontos. A Nigéria jogará contra a Argélia dentro de um mês, e em Outubro recebe o Zimbabwé, país que continua de olho no CAN 2006. Angola por sua vez recebe o Gabão, e depois jogará contra o Rwanda, na última jornada do grupo de qualificação.

Laloko disse que o torneio de apuramento atingiu um ponto em que "tem que se jogar a política do jogo". Laloko não disse de que política se tratava mas acrescentou o seguinte: "Tem de haver manipulação matemática porque a situação é muito difícil. Requer matemática à sério. Não podemos fugir disso". Indignado com a situação a que as coisas chegarão Laloko disse que " África merece ter no mundial uma equipa á sério, pois Angola não tem capacidade para aguentar o ritmo de um campeonato do mundo".

Arrogante quanto basta Laloko que embora não esteja não esteja no activo continua a ter grandes imputs foi mais longe tanto no insulto, quanto nos meios para garantir a qualificação do seu país. Disse por exemplo que: "Angola não serviria os interesses de África melhor do que a Nigéria. Não podemos cruzar os braços e deixar Angola qualificar-se à nossa custa. Seria um insulto"
 
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