Pedro Godinho deixa Federação de Andebol
17-12-2018 | Fonte: JA

Segundo o dirigente, dez anos depois, a decisão é irreversível, por existir na figura do presidente um homem, chefe de família e um ser humano com emoções negativas e positivas. Ao olhar para trás, afirmou Pedro Godinho, o balanço é positivo e espera ter saúde para completar o mandato.


"Dei o melhor de mim até a exaustão. Ainda há coisas por fazer. Mas é chegada a hora de cessar o meu contributo ao Estado e à Nação. Quero partir para outros projectos pessoais e desportivos. Estou a redefinir prioridades. Nos últimos dez anos o andebol teve a minha primazia", explicou.


Face às funções desempenhadas na Confederação Africana de Andebol (CAHB) e no Comité Olímpico Angolano (COA), o gestor desportivo assumiu o desejo de fazer mais um mandato e espera dedicar-se mais ainda como vice-presidente no segundo daqueles organismos.


"Fui incapaz de dar o melhor no Comité Olímpico, por sobreposição de tarefas e funções. As duas instituições vão alimentar o meu ego desportivo, mas sem perder de vista a futura direcção da federação. Espero que saia deste grupo actual de trabalho, por acompanhar a evolução organizacional e estrutural do órgão", disse.


A implementação da competição regional nos escalões de formação e ascensão de uma dupla de arbitragem são obstáculos superados, na opinião do presidente, que promete terminar o mandato com um par de árbitros IHF e mais um continental.


"Reconheço ser insuficiente, em função do que Angola representa no continente africano. Mas isso não depende de nós. Os juízes devem fazer um investimento pessoal", concluiu.

 
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