Ex-moradores solicitam a presença do governador
10-01-2019 | Fonte: JA

Os ex-moradores do edifício Seiscentista do Baleizão, que foram desalojados, depois de ter ruído parcialmente um apartamento, solicitaram, ontem, a presença no terreno do novo governador da capital, no sentido de prestar melhor esclarecimento sobre as condições do espaço cedido na zona do Ngola Ki-luanje, município do Sambizanga, para alojar cerca de 30 famílias.


O coordenador geral do edifício e também ex-morador, Daniel Luvungo, considera Sérgio Luther Rescova o único interlocutor válido neste processo de negociações que decorre entre os ex-mo-radores e a Administração Municipal da Ingombota.


Daniel Luvungo discorda da ideia de que os moradores não pretendem abandonar o local, como se tem veiculado. Explicou que o que se pretende é que haja transparência no processo, para que não se corra o risco de “sermos postos em tenda para depois cairmos no esquecimento, tal como aconteceu com outras famílias desalojadas”.


“Queremos sair daqui para uma outra residência e não para as tendas que não garantem segurança. Exigimos isso do governo da província, pois esta é a nossa posição enquanto ex-morador deste edifício. Queremos que haja uma boa negociação para que ninguém saia a perder deste processo”, argumentou.


Segundo o coordenador, desde segunda feira,7, que notam apenas a presença dos representantes da administração do Distrito Urbano da Ingombota e não do Governo Provincial de Luanda, considerados mediadores fiáveis para a resolução deste diferendo social.


Apesar disso, o representante dos moradores reconhece não ser fácil de dia para noite encontrar-se uma residência condigna para se viver e ainda mais para o número de famílias que viviam no edifício, mas lembrou que o Governo Provincial de Luanda é a única e a principal fonte de garantia a quem “depositamos toda a confiança”.


A administração da Ingombota, de acordo com o coordenador, não informou com verdade as razões que levam a resistência dos moradores em se manterem no edifício. Disse que há uma grande expectativa em saber por onde serão transferidas as famílias e se no local foram criadas as condições, como água, luz, escola, entre outros serviços.


“As tendas não nos dão garantias. Aliás, quanto tempo iremos ficar naquele espaço. Há casos de famílias que moram em tendas há mais dez anos. Por exemplo, os moradores da Ilha do Cabo, Boavista e Chicala até hoje continuam viver em tendas”, sustentou o coordenador.

 
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