Bolseiros da Sonangol com emprego garantido
09-08-2005 | Fonte: VOA
Os candidatos que forem apurados para as duzentas vagas de bolsas de estudo a atribuir pela SONANGOL têm, em princípio, emprego garantido tão logo concluam com aproveitamento os cursos de licenciatura, segundo garantiu à Voz da América o chefe do gabinete de Comunicação e Imagem da petrolífera angolana.

João Rosa Santos disse que a SONANGOL não se propõe formar apenas por formar , mas fá-lo no sentido de garantir a sua funcionalidade presente e futura, além de apostar no desenvolvimento do capital humano do país no seu todo.

"Nós procuramos desenvolver capacidades também para outros sectores que não apenas o sector petrolífero. A nível das províncias é objectivo da empresa que os jovens que eventualmente poderem beneficiar destas bolsas, aquando do seu término, deverá ser prioridade o seu retorno à origem.

Temos responsabilidades bastantes acrescidas e este processo de formação não tem que ver apenas, exclusivamente, formar quadros para a SONANGOL. A nossa grande aposta é pensar no país no seu todo. Neste momento estamos apenas no processo de selecção e acreditamos que quando daqui a alguns anos os jovens seleccionados regressarem a questão do emprego estará certamente salvaguardada".

Para as bolsas concorrem cerca de 13 mil jovens de todo o país numa proporção de 65 indivíduos para cada vaga. Os duzentos privilegiados farão a sua formação em países como Brasil, Reino Unido, Portugal e Estados Unidos da América.

A esta iniciativa da SONANGOL alia-se, agora, a British Petroleum Exploration Angola que anuncia para esta quarta-feira, na Universidade Agostinho Neto, em Luanda, o lançamento de um concurso de bolsas de estudo para mestrado em ciências, na área de energia.

Embora se tratem de bolsas mais selectivas, espera-se também uma avalanche de concorrentes, tal como acontece com a SONANGOL ou qualquer outra instituição que promova concursos semelhantes.

As dificuldades de acesso à única universidade estatal e o custo das propinas nas privadas onde a menos onerosa equivale a quatro salários mínimos actuais, estimados em cinquenta dólares, são apontadas como as principais causas deste inusitado interesse ao que se acresce o facto de haver um enorme défice de emprego, sobretudo para os jovens, mas não só, o que não deixa de ser um paradoxo num país onde tudo está por fazer, depois de mais de trinta anos de guerra e consequente destruição.
 
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