Angola e Qatar ligados por um corredor aéreo
03-02-2019 | Fonte: JA

Angola e Qatar assinaram hoje, em Doha, um acordo de cooperação no domínio dos transportes, que prevê o estabelecimento de ligações aéreas entre as capitais dos dois países. Numa nota a que o Jornal de Angola teve acesso, o Ministério dos Transportes indica que o acordo começa a ser implementado gradualmente, ainda no decurso do primeiro semestre deste ano, tão logo sejam resolvidas as questões administrativas e logísticas que esse tipo de operações exige.


Para reforçar as relações de cooperação entre os dois países, uma delegação angolana, encabeçada pelo ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, e que integra altos funcionários da Empresa Nacional de Navegação Aérea (ENANA) e da TAAG realiza, desde sábado, uma visita de trabalho ao Qatar. O acordo subscrito hoje, da parte de Angola, pelo ministro dos transportes e, da parte do Qatar, pelo seu homólogo, Jassim Bin Saif Al Sulati, assenta num instrumento de cooperação adoptado em 2015 pelas autoridades aeronáuticas dos dois países.


O Protocolo de 2015 prevê a criação de conexões directas entre Luanda e Doha, tende em vista o fomento do intercâmbio comercial entre os empresários dos dois País. O programa de visitas do ministro dos Transportes ao Qatar inclui visita ao Aeroporto Internacional de Doha, ao Porto de Hamad e encontros privados com o Primeiro-Ministro do Sheik Abdullah bin Nasser bin Khalifa Al Thani, e com o presidente da Conselho de Administração da Qatar Airways.

Acompanham o Ministro, o Director do Gabinete, Director Geral do INAVIC, Coordenador da Comissão de Reestruturação da ENANA, Director de Relações Internacionais e de Cooperação da TAAG, respectivamente, César Ferreira, Gaspar dos Santos, Mário Domingues e Carlos Von Haffe.


O acordo assinado ontem, de acordo com o nota do Ministério dos Transportes, obedece a estratégia do Executivo destinada a potenciar o sector da aviação civil nacional e apoiar a TAAG na conquista de novos destinos. Qatar é um país asiático cuja economia depende essencialmente o petróleo. Com uma população estimada em 1,9 milhões de habitantes, é tido como um dos países com maior rendimento per capita do mundo. É um dos poucos Estados onde os cidadãos não pagam impostos.

 
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