Estado obrigado a fazer 25% das compras às pequenas e médias empresas
21-02-2019 | Fonte: Lusa

A nova Lei do Fomento do Empresariado Nacional de Angola exige que o Estado angolano e as instituições públicas "devem destinar, no mínimo, 25% do seu orçamento" relativo à aquisição de bens e serviços para as micros, pequenas e médias empresas.


De acordo com o diploma legal, cuja proposta de anteprojeto começou a ser discutida pela classe empresarial angolana, a medida consta dos "privilégios especiais" para o incentivo à promoção das micro, pequenas e médias empresas.


O esboço da nova legislação foi apresentado hoje pelo presidente do conselho de administração do Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), Arnito José Agostinho, em cerimónia que decorreu no Instituto Nacional de Estatística (INE), em Luanda.


No domínio dos pagamentos a efetuar pelo Estado ou outras entidades públicas às micros, pequenas e médias empresas, pelos bens ou serviços fornecidos, o diploma refere que devem ser pagos no prazo máximo de 30 dias a contar da data da receção da fatura.


A consulta pública da proposta de anteprojeto de Lei Fomento do Empresariado Nacional está a ser promovida pelo INAPEM, órgão tutelado pelo ministério da Economia e Planeamento angolano e vai decorrer até março, noutras províncias angolanas.


Segundo o texto, as microempresas, no caso de não possuírem contabilidade, "devem utilizar um livro de registo de compra e venda de bens ou serviços e ter no mínimo um modelo de contabilidade simplificada".


As médias empresas, sublinha-se no anteprojeto, devem possuir, "pelo menos, contabilidade geral".


A livre iniciativa e concorrência dos sujeitos concessionários, a livre negociação e concertação entre promotores e concessionários e o respeito pelo segredo comercial são alguns dos princípios gerais que, de acordo com a lei, deve reger-se a intervenção do fomento empresarial.


O Governo angolano assegurou que a proposta de anteprojeto de Lei do Fomento do Empresariado Nacional visa "reduzir os riscos para o empresário nacional", considerando-a "instrumento para enfrentar o ciclo de contração" da economia angolana.

 
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