Luanda alberga maioria dos empreendimentos turísticos do país
24-05-2019 | Fonte: Angop

A capital do país alberga 60 porcento dos empreendimentos e equipamentos turísticos existentes em Angola, cabendo os restantes 40 porcento às demais 17 províncias, disse, nesta quinta-feira, em Luanda, a ministra da Hotelaria e Turismo, Ângela Bragança.


Ao dissertar no painel “Turismo e a Inclusão Social em África”, inserido no Fórum Mundial do Turismo (WTF-sigla inglesa), que o país acolhe desde hoje, Ângela Bragança deu a conhecer que o país tem 28 mil e 462 quartos, sendo que 14.088 são quartos de hotéis e 14 mil e 374 quartos de outros tipos de alojamento.


Segundo Ângela Bragança, em Angola existem 235 hotéis, mil e 771 empreendimentos hoteleiros, cinco mil e 829 restaurantes e similares, bem como 317 agências de viagens.


Quanto à balança de pagamento das viagens, em 2015 o crédito foi de 1.162,7 milhões de dólares, no ano seguinte 622,8 milhões, enquanto em 2017 foram USD$880,4 milhões, tendo sido os débitos de 253,25 milhões em 2015, 593,9 milhões em 2016 e 976,5 milhões em 2017.


A diminuição de entrada de turistas no país originou em 2017 um défice significativo do sector do turismo nesta década.
Em relação aos principais emissores de África nos últimos três anos, os dados do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) apresentados pela ministra indicam que de 2016 a 2018 o país recebeu 46 mil e 992 turistas da África do Sul, 16 mil e 943 da Namíbia, seis mil e 722 da Nigéria e três mil e 930 de Moçambique.


A ministra apontou como principais dificuldades do turismo em Angola a carência e a fragilidade de infra-estruturas e acessibilidades, o défice de produção interna e dependência das importações e a escassez de equipamentos hoteleiros, oferta complementar, formação e qualificação da força de trabalho, incluindo de gestores.


A essa lista de dificuldades juntou o défice de produção estatística e estudos sobre o sector, bem como a dependência excessiva do turismo de negócios.


Ângela Bragança realçou as principais medidas empreendidas em 2018 com vista a introdução de melhorias no sector, nomeadamente a requalificação dos empreendimentos hoteleiros e similares, a inventariação dos recursos turísticos e identificação de zonas com vocação turística, bem como o processo de descentralização da administração central e o protocolo de cooperação com a National Geographic.

 
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