Empresas envolvidas não honraram acordos
19-06-2019 | Fonte: JA

O presidente da Associação Industrial de Angola(AIA), José Severino, considerou ontem, Luanda, que o concurso público promovido pelo extinto Ministério da Geologia e Minas e Indústria em 2010 foi uma oportunidade que o Governo deu para alguns empresários alavancarem negócios, ao que “infelizmente” os que disso beneficiaram não souberam corresponder ao desafio.

José Severino reagia às denúncias do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), relativas à privatização irregular de três fábricas têxteis, nomeadamente a África Têxtil em Benguela, da ex-Satec, no Dondo e da Textang II, em Luanda.

Passados cerca de 10 anos, José Severino considera que o Estado não pode se manter passivo diante do caso, por se tratar de grande património em que duas fábricas tudo o que conseguiram foram baixas produções e na terceira nenhuma. O presidente da AIA atribui a esse processo mal sucedido a manutenção da importação de tecidos, vestuário, uniformes e roupa de cama, no que o país emprega uma parte considerável das reservas cambiais. />A proposta para a edificação da fábrica têxtil do Dondo, da Satec, concebia-a como uma unidade virada para a produção de artigos para as Forças Armadas Angolanas (FAA), como tecidos, uniformes, roupa de cama e outras peças.


“Torna-se difícil às FAA e à Polícia Nacional comprarem farda em diferentes unidades privadas com padrões diferentes. Como não se consegue comprar o mes-mo padrão em várias empresas, o Estado tem de importar, o que se torna dispendioso”, referiu.
José Severino apresenta como um “erro”, o facto de o Estado e os grupos a que foram adjudicadas as fábricas terem concebido a componente industrial do projecto, sem acautelarem a produção de algodão no país.

 
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