Preços altos afastam angolanos dos seguros
26-08-2019 | Fonte: Jornal Mercado

O preço elevado e a percepção de que estar protegido não tem interesse são os principais motivos que levam os habitantes de Luanda dos estratos sociais mais elevados sem seguro a nunca terem contratado nenhum, revela um estudo de mercado da MIRA – Market Intelligence Research Analytics, o MIRA Seguros 2019.


De acordo com a pesquisa, a que o Mercado teve acesso emexclusivo, baseada em inquéritos telefónicos realizados em Março passado junto de um universo de 1.723 indivíduos das classes A, B e C, o preço elevado (37%) e o facto de não haver interesse (30%) são as principais causas apontadas pelos inquiridos para nunca terem estado segurados.


O inquérito, que por estar baseado essencialmente nas classes mais elevadas representa apenas 35% da população de Luanda, indica como outros motivos para que as pessoas não tenham seguro o facto de não haver necessidade (17%) ou não ter trabalho estável (9%).


O estudo da MIRA revela que, entre a população inquirida,a maior parte (53%) não tem ou não tinha nenhum seguro activo no momento do inquérito, sendo que, nos 47% que assumiram ter algum, não foi questionado se, naquela altura, estava pago, nem o valor do prémio.


Valer a pena vale, mas o preço...


No que diz respeito à atitude face aos seguros, verifica-se que os inquiridos reconhecem que vale a pena ter seguros, ainda que haja uma quase unanimidade em relação ao preço, considerado muito caro (74%). Apenas 6% entendem que os seguros são caros e não vale a pena ter um, sendo que quase um quinto da amostra (19%) entende que os preços são acessíveis.


Já em relação aos seguros automóveis, dois terços (66%) dos inquiridos pela MIRA acham que é importante e compensa ter um. Pouco menos de um terço entende ser importante, mas saicaro. E apenas uma minoria declarou que segurar o automóvel não é importante.


Entre aqueles que afirmaram não ter qualquer seguro no momento do inquérito, verifica-se que o de saúde é o principal a ter sido descontinuado pelos inquiridos, sendo que o principal motivo (52%) é o facto de ter sido uma apólice paga pelaempresa. Entre as causas para descontinuar seguros de saúde está ainda o facto de serem considerados muito caros (17%).


Curiosamente, o Hospital Josina Machel/Maria Pia (16%) é o mais frequentado pelos inquiridos dos estratos A, B e C sem seguro de saúde.


Já em relação a seguros automóveis descontinuados, as principais causas são o facto de os inquiridos terem deixado de conduzir ou possuir viatura (31%), ou a insatisfação com a seguradora (13%).O estudo avaliou ainda, no caso dos indivíduos com seguro, qual a forma de contacto mais frequente da companhia- e-mail ou telefone?. E a conclusão é que o contacto com os segurados por e-mail/telefone por parte das seguradorasé ainda pouco frequente, sendo que é na estatal ENSA que esse contacto acontece com menos.


Questionados sobre a avaliação global seguradora com quem trabalham, numa escala de 1 a 4 (em que 1 é muito insatisfeito e 4 é muito satisfeito), os indivíduos com seguro colocaram aNossa em primeiro, seguida da Global, Saham e ENSA.

 
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