Bienal de Luanda com "cardápio" recheado
11-09-2019 | Fonte: Sapo / Angop

Música, moda, gastronomia, artes plásticas, visuais e cénicas, bem como artesanato vão preencher os cinco dias da Bienal de Luanda - Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, a ter lugar no Museu de História Militar, em Luanda.

Além da vertente cultural, o evento tem ainda em agenda os fóruns da Juventude, da Mulher, de Parceiros e Ideias. Trata-se de plataformas de reflexão sobre o futuro de África, com abordagens focadas sobre a educação, ciência, cultura ao serviço da cultura de paz em África, prevenção de conflitos e o papel da mídia na promoção da paz.

Com o evento tripartido (Angola, União Africana e UNESCO), o país quer promover também a harmonia e irmandade entre os povos através de actividades e manifestações culturais e cívicas, com a integração das elites africanas, exemplificando a vinda do ex futebolista Dedier Drogba, que se destacou no Chelsea da Inglaterra, e do prémio Nobel da Paz 2018, Denis Mukucene.

Falando sobre o evento, durante um media briefing, a secretário de Estado Da Cultura Aguinaldo Cristóvão, afirmou estarem criadas as condições logísticas e humanas para mais de mil pessoas.

Reforçou que o evento visa, entre outros aspectos, a criação de um movimento africano que possa disseminar a importância da cultura de paz, tendo em conta o desenvolvimento e a afirmação dos países africanos em vários domínios, particularmente na defesa dos direitos humanos e das minorias, assim como o combate à corrupção.

A realização em Angola dessa actividade prova a vontade política do governo em estabelecer uma cooperação cada vez mais estreita com a Unesco, com vista a promoção de uma verdadeira cultura de paz em África e representa o reconhecimento do exemplo de Angola no fortalecimento da Paz e da reconciliação nacional.

A Aliança de Parceiros para uma Cultura de Paz em África faz parte da implementação da Agenda 2030, através da realização dos seus 17 objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Estão previstos representantes de 16 países africanos e das comunidades na diáspora, provenientes do Egipto, Marrocos, Etiópia, Quénia, Ruanda, Mali, Nigéria, Cabo Verde, República do Congo, República Democrática do Congo, Namíbia, África do Sul, Brasil Itália, dentre outros.

 
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