Seca afecta 1,3 milhão de pessoas
07-11-2019 | Fonte: JA

A seca nas províncias do Cunene, Namibe, Huíla e Cuando Cubango afectou 280.867 famílias, o correspondente a 1.340,781 cidadãos, num cenário que provocou, igualmente, a morte de 10.982 cabeças, indica o relatório global sobre a execução do Programa Emergencial de Combate à Seca no Sul de Angola.
 
 
De acordo ainda com o documento, analisado ontem, em Luanda, pela Comissão de Protecção Civil, reunida sob orientação do Presidente da República, a seca provocou ainda a desnutrição de 301 pessoas e destruição de 52.119 culturas agrícolas.
 
 
A província do Cunene é a mais afectada com 41 por cento do total de pessoas afectadas, num cenário que atinge a região sul há décadas e que conheceu um agravamento desde Janeiro de 2019. O Executivo disponibilizou 23,8 mil milhões de kwanzas para mitigar os seus efeitos. Até agora, foram já distribuídas cerca de 7.200 toneladas de alimentos diversos, numa operação coordenada pelo Executivo e materializada pelo Serviço de Protecção Civil nas quatro províncias afectadas. Para o efeito, foram disponibilizados 19,8 mil milhões de kwanzas para o programa de emergência de combate à seca no sul do país, aquisição de meios para assistência de emergência e acções específicas de combate à seca.
 
 
No termo da reunião da Comissão Nacional de Protecção Civil, que abordou a execução do plano de emergência da seca para o apoio às quatro províncias do Sul do país afectadas pela estiagem, o ministro da Administração do Território e Reforma do Estado, Adão de Almeida, assinalou que o Cunene, por ser, até agora, a mais atingida, tem merecido mais atenção, no âmbito do plano emergencial, que definiu um conjunto de áreas de intervenção, com ênfase para o apoio alimentar e saúde.
 
 
Adão de Almeida lembrou que o Estado tem prestado apoio na compra de algumas cabeças de gado diante de um cenário em que famílias se desfaziam delas a custos bastantes baixos para evitar que continuassem a perder. Além disso, o Executivo tem procurado mitigar a escassez de alimentação do gado, através da distribuição de pasto.
 
 
O ministro falou, também, do programa de recuperação escolar, considerando que, por força da situação e da necessidade que algumas famílias tiveram de se deslocar das suas zonas de residência habitual para maior conforto, as crianças deixaram de frequentar as aulas e vão precisar de apoio especial para recuperar o ano lectivo.

 
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