Aristides Gomes acusa Vaz de fomentar a instabilidade
08-11-2019 | Fonte: JA

O Executivo de Aristides Gomes acusou, quarta-feira à noite, o Presidente guineense, José Mário Vaz, de estar a tentar fomentar a instabilidade para impor um “Governo inconstitucional” e comprometer o processo para as eleições presidenciais, noticiou a Lusa.
 
 
Num comunicado, lido no final de uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, no Palácio do Governo, em Bissau, o ministro da Presidência de Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares, Armando Mango, condenou a convocação da reunião do Conselho Superior de Defesa, na terça-feira e denunciou que José Mário Vaz terá tentado utilizar as forças de segurança e ordem para que executassem os seus decretos presidenciais.
 
 
“Este facto configura um grave atentado ao clima de paz e estabilidade no país e confirma a tese de tentativa de golpe de Estado, denunciado, em tempo útil, pelo Primeiro-Ministro”, salientou Armando Mango.
 
 
Na quarta-feira, o Governo recebeu o apoio das forças da CEDEAO, que colocaram um dispositivo militar em redor do Palácio governamental, de modo a impedir o que Aristides Gomes rotulou na altura de “eventuais perturbações da estabilidade política”.
 
 
Até ontem, esse dispositivo de segurança continuava a impedir que pessoas estranhas ao Governo de Aristides Gomes se acercassem do local, onde os ministros continuam a trabalhar com toda a normalidade.
 
 
Os ministros da Igualdade de Género da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) assinaram, ontem, na Cidade da Praia, Cabo Verde, uma moção de apoio ao Executivo da Guiné-Bissau, liderado por Aristides Gomes, defendendo “reconhecer o Governo legítimo” que resultou das legislativas de Março.
 
 
Uma nota divulgada no 'site' na Internet da CPLP dá conta do apoio ao Executivo guineense, “tomando em consideração o agravamento da crise política vivida neste momento na Guiné-Bissau e congratula-se com o posicionamento da organização e demais membros da comunidade internacional”, que “declararam reconhecer o Governo legítimo liderado por” Aristides Gomes.
 
 
“A presente moção de apoio e solidariedade para o Governo da Guiné-Bissau, o povo guineense e, em especial, as mulheres e as crianças, que são as que mais sofrem as consequências das cíclicas crises políticas” foi aprovada por unanimidade, pelos ministros e responsáveis pela Igualdade de Género da CPLP”, indica a moção.

 
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