Julgamento do General Zé Maria retorna no próximo dia 12 com alegações finais
08-11-2019 | Fonte: O Decreto

As alegações finais do julgamento do antigo chefe do Serviço de Informação e Segurança Militar (SISM), general António José Maria “Zé Maria”, está marcada para o próximo dia 12 de Novembro de 2019, após a produção de provas que levará a sua condenação ou absolvição.
 
 
 
Vários oficiais superiores em sessões anteriores já lamentaram a tendência do Juiz Carlos Vicente em inclinar mais para uma condenação do que propriamente que para a procura da verdade material com objectivo de “se fazer justiça”.
 
 
 
Nas penultimas sessões o antigo director de gabinete do presidente da FESA, Manuel Paulo da Cunha, contou que: “O antigo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, desconhecia a existência de documentos referentes à Batalha do Cuito Cuanavale nas instalações da sua fundação, FESA, e só tomou conhecimento deles quando, a convite do anterior chefe do Serviço de Informação e Segurança Militar (SISM), general António José Maria “Zé Maria”, visitou uma exposição de documentos na sede da própria Fundação Eduardo dos Santos”.
 
 
 
O general “Zé Maria” é julgado pela prática de crimes de extravio de documentos, aparelhos ou objectos que contêm informações de carácter militar, bem como de insubordinação.
 
 
 
Os documentos da célebre Batalha do Cuito Cuanavale vieram a público no julgamento quando o Ministério Público revelou que, entre o material de que o antigo chefe da secreta é acusado de ter desviado, estão os referentes àqueles importantes combates entre o exércitos angolano e sul-africano.
 
 
 
Esses documentos, comprados por forma secreta a um cidadão luso-moçambicano-sul-africano, teriam custado ao Estado angolano cerca de dois milhões de dólares.
 
 
 
O ex-director do gabinete do presidente da FESA adiantou que, quando José Eduardo dos Santos apercebeu-se da documentação, mostrou-se satisfeito, uma vez que, na sua óptica, tais documentos” iriam permitir a escrita da História, não só da Batalha do Cuito Cuanavale”, mas também de outras.
 
 
 
Ainda de acordo com Manuel Paulo da Cunha, que prestou declarações como testemunha, de acordo com a imprensa no local, o antigo Presidente terá tentado contactar João Lourenço, por telefone, mas não conseguiu porque encontrava-se numa reunião.
 
 
 
José Eduardo dos Santos instou, segundo Cunha, José Maria a entregar a documentação que, eventualmente, tivesse em sua posse.

 
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