Faustino Imbali apresentou a sua demissão
09-11-2019 | Fonte: RFI

O primeiro-ministro Faustino Imbali, recentemente nomeado pelo Presidente cessante da Guiné-Bissau, demitiu-se do cargo.
 
 
 
 
Na carta enviada à Presidência da Guiné-Bissau, Faustino Imbali, diz ter tomado a decisão de deixar o cargo após uma análise profunda da situação política actual do país e para permitir que o presidente guineense "tenha a oportunidade de reformular a história política" da Guiné-Bissau e não permitir que forças estrangeiras "desestabilizem e zombem" da nação.
 
 
O agora ex-primeiro-ministro considera que a sua demissão tem "efeito imediato".
 
 
Na documento de duas páginas, Imbali afirma que a história da Guiné-Bissau "está repleta de sangue" e disse não ter dúvidas de que a actual situação política do país "é também resultado das interferências estrangeiras".
 
 
O ex-primeiro-ministro considerou que até poderia não formular o seu pedido de demissão do cargo, a partir do momento em que os militares se recusaram a cumprir com a ordem constitucional de despejo do Governo de Aristides Gomes.
 
 
O dirigente acusou, ainda, a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental de ser parcial na mediação da crise politica na Guiné-Bissau. A CEDEAO havia dado na quarta-feira um prazo de 48 horas, que terminava esta sexta-feira, para que o Governo de Imbali se demitisse.

 
Comentários
Quer Comentar?
Nome E-mail ou Localização
Comentário
Aceito as Regras de Participação