Circulação entre Benguela e Huíla está interrompida
11-11-2019 | Fonte: JA

A estrutura de suporte da ponte metálica sobre o rio Cutembo, na zona limítrofe entre as províncias de Benguela e da Huíla, ficou parcialmente danificada em consequência das fortes chuvas que caiem sobre a região, cortando, sábado, a circulação rodoviária nos dois sentidos da Estrada Nacional nº 250.
 
 
 
A informação foi avançada, ontem, à Angop, por uma fonte do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), explicando que as fortes correntezas arrastaram árvores e outros objectos que, na passagem pela zona da ponte, colidiram com a estrutura de suporte, danificando-a parcialmente.
 
 
A fonte adiantou que técnicos do INEA fizeram um levantamento da situação no terreno, prometendo a reparação nas horas seguintes.
 
 
Ainda na manhã de ontem, uma delegação do Governo Provincial de Benguela, chefiada pelo vice-governador para área técnica e infra-estruturas de Benguela, Leopoldo Muhongo, visitou o local.
 
 
Segundo informações, mais de 400 viaturas, principalmente pesadas, encontravam-se paradas no local. Esta é a quarta vez, em menos de um ano, que acidentes de viação e condições atmosféricas adversas provocam problemas na ponte sobre o rio Cutembo, cortando a circulação nos dois sentidos.
 
 
 
Acidentes recorrentes
 
 
Em Fevereiro, um camião pesado de mercadorias embateu contra a ponte, provocando danos estruturais que levaram ao seu encerramento. Centenas de viaturas ficaram retidas ao longo da estrada, nas duas margens do Rio Cutembo.
 
 
Já em Janeiro, um outro acidente, envolvendo um pesado e um ligeiro tinha danificado a mesma ponte sobre o Rio Cutembo e provocado mais de sete mortos e 10 feridos. Era a terceira vez que acidentes do género afectavam a ponte metálica. O forte embate deixou danificada as duas partes laterais da ponte, que recebeu uma intervenção paliativa, com a substituição das partes danificadas, colocação de parafusos e verificação do tabuleiro. A circulação entre as duas regiões ficou interrompida por 17 horas, originando que mais de 200 viaturas ficassem paradas nos dois sentidos até à normalização da situação.
 
 
“O dinheiro que se gasta na reparação da ponte, devido aos acidentes e aos prejuízos da paralisação do tráfego, já dava para construir uma ponte definitiva”, disse, na altura, Octávio da Calmito, da Associação dos Camionistas.
 
 
Na altura, foi aberta uma passagem alternativa, para facilitar a circulação de alguns veículos. Os governadores provinciais da Huíla, Luís Nunes, e de Benguela, Rui Falcão, visitaram o local.

 
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