Terceiro operador móvel começa a funcionar em Fevereiro 2021
06-12-2019 | Fonte: Expansão

Este é o primeiro passo de uma estratégia do Governo para acabar com o "monopólio" do sector associado aos interesses económicos de Isabel dos Santos e do General Dino. Seguem-se a alteração do capital social da Movicel, conseguir a maioria na Unitel e fechar o concurso para o 4.º operador.
 
Angola terá uma terceira operadora móvel a funcionar a partir de Fevereiro de 2021, de acordo com o cronograma estabelecido com a Angorascom Telecomunicações a quem foi entregue a concessão.
 
Esta entrega foi feita por Despacho Presidencial n.º 193/19 e publicado em Diário da República no passado 5 de Novembro, utilizando uma prerrogativa contemplada no enquadramento jurídico angolano, e que atribui ao Presidente da República a possibilidade de adjudicação directa. Uma figura da lei que foi utilizada muitas vezes pelo anterior governo relativamente a outras concessões de serviços e obras estruturantes.
 
Este é apenas um dos passos da estratégia do Governo para acabar com o monopólio dos interesses económicos representados por Isabel dos Santos e do General Dino nas comunicações móveis, que tinham a maioria do capital das duas empresas que operam no nosso mercado, Unitel e Movicel.
 
Os outros passos são a compra da participação da ONI na Unitel, reformulação do capital social da Movicel com a entrada do INSS e da Vodafone, e o concurso público para a 4.ª licença. Este dossier que está a ser gerido com bastante cuidado e ao nível da presidência, porque não se trata apenas de uma questão económica, mas tem também em atenção as componentes políticas e de segurança de Estado.
 
A Angorascom tem atrás o empresário egípcio Naguib Sawiris, dono da Orascom Telecom Media Technology Holding que, de acordo com o ranking Forbes 2019, é o sétimo homem mais rico de África com um património líquido de 4 mil milhões de dólares.
 
Os primeiros contactos terão acontecido no Cairo, no início do ano, sendo que o empresário veio a Luanda duas vezes falar pessoalmente com João Lourenço e outros governantes, onde manifestou o seu desejo de investir em Angola, nomeadamente nas telecomunicações que é o seu principal negócio no Egipto.
 

 
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