Petróleo rende mais de USD 14 biliões este ano
02-09-2005 | Fonte: Jornal de Angola (Graciete Mayer)
A produção de petróleo vai atingir, até final do ano, os 435,2 milhões de barris arrecadando 14 biliões 572 milhões e 500 mil dólares em receitas.Segundo metas do Governo previstas no Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2005 revisto e aprovado pela Assembleia Nacional o preço médio de exportação do petróleo bruto está fixado em 33,50 dólares.
Contrariamente ao OGE inicial o Governo previa uma produção de 441,4 milhões de barris/ano com um preço médio de exportação do petróleo bruto 26,50 dólar por barril.
Para o OGE revisto, a taxa real de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) está fixada em 15, 90 por cento contra os 16,10 por cento previsto no inicial. Sendo assim, o sector petrolífero vai contribuir com 20,60 por cento contra os 21,40 por cento previsto no orçamento revisto. O sector não petrolífero vai contribuir, no revisto, com 10,40 por cento, igual número no inicial. E o não petrolífero com 10,40 por cento.
O OGE revisto para este ano, está avaliado em 1 trilião, 121 biliões,771 milhões, 426 mil e 919 kwanzas. E o Governo prevê uma taxa de inflação de 15 por cento e igual percentagem no orçamento inicial.
O saldo das contas do Governo na base de compromissos do PIB com doações no orçamento revisto será de - 6,5 por cento contra o inicial que era de - 8,5 por cento . Sem as doações fixar-se-á em - 6,9 por cento contra o inicial que era de - 8,9 por cento.
O OGE 2005 revisto vai privilegiar os investimentos nas áreas sociais, com destaque para a saúde, bem como a reabilitação de infraestruturas económicas e produtivas na senda da reconstrução e desenvolvimento.
Sendo assim, o sector social contará com 29,3 por cento do OGE contra os 23,0 do orçamento inicial tendo registado uma variação de 6,3 por cento. As áreas da saúde privilegiadas são as ligadas à assistência hospitalar ambulante e o Banco de Urgência com 2,60 por cento, medicamentos, protecção de equipamentos médicos e outros com 0,13 por cento, outros serviços de saúde com 1,75 por cento, saúde pública com 0,17 por cento, vigilância epidemiológica com 0,13 por cento.
Para o sector da administração vai beneficiar do OGE revisto 26,2 das despesas contra os 23,0 no inicial, tendo uma variação de 3,2 por cento. Segue-se o sector dos encargos financeiros com 21,3 por cento no revisto e no anterior 16,4 por cento, tendo uma variação de - 4,8 por cento. O sector económico vai consumir 11,2 por cento, no revisto, e no inicial em 14,8 por cento com uma variação de - 3,6 por cento. Por último vem a Defesa e Ordem Pública com 16,9 no revisto e 17,9 por cento no anterior com uma variação de - 1,0 por cento.
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