JES quebra o silêncio e reage em carta dirigida ao País
17-01-2020 | Fonte: Novo Jornal

No documento enviado aos presidentes do Tribunal Constitucional e da Assembleia Nacional e à imprensa nacional, o ex-PR terá saído em defesa da filha no processo de arresto das contas bancárias da empresária no País.
 
Com o nome envolvido no despacho-sentença do Tribunal Provincial de Luanda como tendo facilitado os negócios à filha em prejuízo dos interesses do Estado, José Eduardo quebrou o silêncio e decidiu endereçar ao País uma carta onde espelha a sua versão dos factos.
 
A confirmação da missiva escrita a partir de Barcelona pelo ex-Presidente da República foi feita, através das redes sociais, pela filha Tchizé dos Santos, para quem há uma pretensão de os destinatários da carta ocultarem o seu conteúdo.
 
A antiga deputada pela bancada do MPLA detalha que a missiva do pai foi entregue em Barcelona - onde o antigo chefe de Estado se encontra há quase um ano - ao general Leopoldino Fragoso do Nascimento para que este a fizesse chegar aos presidentes da Assembleia Nacional e do Tribunal Constitucional, além de uma cópia dirigida à imprensa nacional.
 
"O general Leopoldino Fragoso do Nascimento foi o portador da carta aberta para fazer entrega em Luanda, pois viajava para Luanda e disponibilizou-se a fazer esse favor", afirmou Tchizé dos Santos nas redes sociais.
 
Na carta, segundo a ex-deputada do MPLA, o antigo Presidente da República detalha pormenores sobre como dirigiu, enquanto chefe do Governo, alguns dos dossiês que vêm abordados no processo judicial contra Isabel dos Santos.
 
"Estamos a aguardar a publicação da carta de José Eduardo dos Santos, onde diz quem é que vendeu o petróleo e os diamantes. Por favor, senhores jornalistas, contactem o gabinete do ex-Presidente da República para obter a cópia", apelou a filha do ex-estadista angolano.
 
José Eduardo dos Santos, de acordo ainda com Tchizé dos Santos, explica, no documento, como o ex-vice-Presidente da República e antigo Presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Manuel Vicente, participou na comercialização do petróleo do país durante uma década.

 
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