A única foto da mãe de Isabel dos Santos… é afinal da sogra
29-01-2020 | Fonte: Revista Sábado

A imagem circulou por quase toda a imprensa e redes sociais. Não era caso para menos: seria, alegadamente, a única fotografia pública – e a única alguma vez vista pela maior parte das pessoas – da mãe de Isabel dos Santos. Tatiana Kukanova, que mais tarde passou a usar o apelido Reagan, é um dos grandes mistérios ligados à família dos Santos.
 
A sua cara continua, pelo menos por agora, a ser desconhecida: a fotografia em causa é, afinal, da mãe de Sindika Dokolo, a dinamarquesa Hanne Taabbel Kruse, e não da russa Tatiana Kukanova, a primeira mulher de José Eduardo dos Santos, que vive há vários anos em Londres.
 
Quando partilhou a fotografia no seu Instagram, no dia 25 de dezembro de 2018, Isabel dos Santos escreveu: "Desejo a nossa família, aos nossos amigos, e aos que acompanham esta página, um Feliz Natal, com muita Paz, Harmonia, Saúde e Felicidade, na companhia dos entes mais queridos. Boas Festas."
 
Rapidamente começou a circular que se tratava de uma fotografia inédita com a mãe, a mesma que garantia à filha primogénita do ex-Presidente de Angola a cidadania russa. Tatiana Kukanova, licenciada em geologia, trabalhou na Sonangol, foi colega de faculdade de José Eduardo dos Santos e campeã universitária de xadrez. Terá sido ela, quando ainda vivia em Angola, mais precisamente no bairro de Alvalade, que ensinou a filha a falar russo. Pouco mais se sabe sobre a primeira mulher de José Eduardo dos Santos, mãe da sua filha mais velha – o ex-Presidente de Angola tem mais nove filhos, de outras cinco mulheres.
 
Se compararmos a imagem partilhada por Isabel dos Santos com a que foi notícia em 2015, quando Sindika Dokolo recebeu a medalha de mérito da cidade do Porto, ao lado da mulher e da mãe (sogra de Isabel dos Santos), as semelhanças são claras.
 
Hanne é a segunda mulher de Augustin Dokolo Sanu, um banqueiro congolês que partilhava com o filho a paixão por arte africana. Nascida na Dinamarca, emigrou para o Congo em 1966, para coordenar a assistência domiciliária da Cruz Vermelha Dinamarquesa. Em 1968 casou com Augustin Dokolo, com quem teve três filhos - ele já tinha outros dois, de um casamento anterior.
 
 

 
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