Mulheres são encorajadas a concorrer como autarcas
27-02-2020 | Fonte: Jornal de Angola

A secretária de Estado para a Família e Promoção da Mulher, Ruth Mixinge, encorajou as mulheres a participarem activamente nas primeiras eleições autárquicas do país, concorrendo para autarcas.
 
Ruth Mixinge, que falava ao Jornal de Angola depois de discursar na cerimónia de abertura de um workshop sobre a participação das mulheres nas autarquias, defendeu que as mulheres participem em massa nas autárquicas previstas para este ano e ganhem em, pelo menos, 50 por cento dos 164 municípios do país.A secretária de Estado considerou que a mulher tem, igualmente, toda a legitimidade de participar em todos os processos inerentes à implementação das autarquias, que constitui, actualmente, um dos grandes desafios da governação angolana. De resto, Ruth Mixige considerou o princípio da igualdade e não discriminação como um dos pilares fundamentais da Constituição da República.
 
A mulher, disse, tem o direito de exercer vários papéis neste processo, com realce nas eleições autárquicas, em que também tem capacidade eleitoral activa. “A mulher angolana sempre desempenhou um papel importante no processo da luta de libertação, na conquista da paz, na estabilidade das famílias e consolidação da coesão social", lembrou Ruth Mixinge, para quem é crucial o engajamento da mulher nos sectores da Educação, Saúde, Acção Social, Combate à Pobreza, Agricultura, Segurança Alimentar e Nutricional, entre outros.
 
O evento foi organizado pela Rede Mulher Angola (RMA), cuja directora-geral, Júlia Ornelas, explicou que o objectivo do encontro foi de enquadrar as mulheres em todos os níveis de tomada de decisão, no âmbito da igualdade do género, bem como influenciar os partidos políticos a nomearem o maior número de mulheres para a lista de governação a todos níveis, durante as autarquias e eleições legislativas.
 
Júlia Ornelas informou que a RMA, em parceria com o Ministério da Acção Social Família e Promoção da Mulher (Masfamu), no quadro das suas competências executivas e programáticas, e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), pretendem alavancar a acção nacional de sensibilização da convenção de todas as formas de descriminação contra a mulher, ratificado por Angola em Setembro de 1986.
 
A directora-geral da RMA defendeu que as mulheres se unam na luta pelos seus direitos - também constantes no Plano Nacional de Desenvolvimento -, com vista à mudança de paradigma, tendo em conta que elas constituem a maioria da população (52 por cento). Lamentou o facto de, na governação, serem os homens a maioria quase absoluta.
 
Participaram no encontro a ministra da Juventude e Desportos, a segunda secretária-geral da OMA, deputadas, representantes de partidos políticos, representante das Nações Unidas, do Reino Unido e da sociedade civil.

 
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