Cabinda: Anunciada visita ao país do chefe espiritual Kimbanguista
20-12-2005 | Fonte: Angop
O chefe espiritual da Igreja Kimbanguista, Simon Kimbangu Kiangani, é aguardado este mês em Angola para uma visita pastoral, anunciou hoje, na Província de Cabinda, uma fonte oficial.

Para preparar a visita encontra-se há uma semana na Província mais ao norte do país (Cabinda) o encarregado das Relações Internacional da igreja e das missões do chefe espiritual, reverendo Mateus Gonçalves Bento.

Em declarações prestadas à Angop, o reverendo Mateus Bento indicou que a visita do chefe espiritual começa na Província do Zaire e se entenderá até a capital do país, Luanda, e Cabinda, última etapa da digressão.

Durante a sua estada no país, Simon Kimbangu Kiangani vai render homenagem à profetisa Beatriz Kimpa Vita, mediante uma visita ao seu túmulo. Segundo ele, em 1706, há 181 anos, ela profetizara o nascimento do fundador do Kimbanguismo, Simon Kimbangu, avô paterno do actual chefe espiritual.

Simon Kimbangu Kiangani deverá aproveitar a sua visita para solicitar ao Governo angolano a construção de um mausoléu em memória daquela profetisa angolana, cujo túmulo se encontra no município de Kuimba, Província do Bié.

Consta da história que Beatriz Kimpa Vita fora queimada viva pelos ocupacionistas portugueses com a criança nas costas.

Mateus Bento revelou que o chefe espiritual vai igualmente aproveitar a ocasião para convidar o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, a visitar a sede Geral da Igreja Kimbanguista localizada na localidade do Nkamba, República Democrática do Congo, no próximo ano.

Naquela localidade, o chefe de Estado angolano, juntamente com os seus homólogos da RDC e do Congo Brazzaville, respectivamente, Joseph Kabila e Dennis Sassou Nguesso, deverão participar na cerimónia de "reabilitação espiritual e material" do fundador do kimbanguismo, reconhecido pelas Nações Unidas, a 22 de Abril de 2005, como o prisioneiro que mais tempo passou na cadeia (30 anos), superando os 27 anos de Nelson Mandela.

A igreja vai formalizar nessa cerimónia o pedido de indemnização dos cerca de 37 mil famílias dos três países (Angola, RDC e Congo Brazzaville) deportadas juntamente com o fundador da referida confição religiosa, em 1921, por professarem a doutrina Kimbanguista.
 
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