Ernesto Bartolomeu confessa que não recebeu nada
16-04-2006 | Fonte: Agora
Na sequência da notícia publicada na edição 471 do semanário Agora, com o título “Relações promíscuas de certos jornalistas com o general Miala”, Ernesto Bartolomeu, um dos visados, como tendo recebido alguma recompensa pelos serviços prestados ao “Projecto Criança Futuro”, desmente ter recebido qualquer tipo de retribuição da parte do então Director do SIE, Fernando Miala.

O jornalista ao serviço da TPA, em declarações ao Semanário dá a conhecer que a actual viatura, referenciada no artigo, um Nissan, foi comprada no Dubai, no decorrer de uma Feira de empresários.

De acordo com as suas palavras, escreve o Agora, na sua última edição, tudo quanto tem na vida é fruto do seu trabalho, árduo e da sociedade, 2 por cento, que tem com o empresário Valentim Amões. Adiantou igualmente que sabe que existem pessoas que beneficiaram dos bens referenciados no artigo, mas declara: “eu não beneficiei de nada e, desafio qualquer pessoa ou instituição quer privada, quer do Estado, a apontar-me o dedo como tendo recebido bens do General Miala”.

Ernesto Bartolomeu é membro fundador do projecto “Criança Futuro”, acredita no projecto, mas diz que nunca se serviu do mesmo.

A sua relação com Fernando Miala não muda com os problemas que ele tem ou teve, conforme frisou, acrescentando que “enquanto cidadão sempre tive a ideia de que segurança é uma coisa tenebrosa, invisível, mas aprendi com o General Miala que é possível socializar a segurança”.

O Agora recorda que foi a comissão de sindicância criada, em despacho presidencial, que constatou a existência de relações promíscuas entre Fernando Miala e determinados membros da comunicação social, situação que mancha, escreve o semanário, toda a classe jornalística. Para além de jornalistas, músicos de renome e não só, da nossa praça, também receberam bens como dinheiro e viaturas em troca dos serviços prestados a Fernando Miala, promovendo desta feita o culto de personalidade de uma figura há muito invisível.

O mesmo semanário, “absolve”, Carlos Burity, que na semana passada viu publicada na caixa intitulada “Músicos fezadeiros”, na página 5, “Carlos Burity, bem te avisei!” o que terá originado diferentes interpretações. O jornal esclarece que o bom-nome de Carlos Burity em nada tinha a ver com a lista dos artistas aos quais o general Miala ofereceu jipes no âmbito do projecto Criança Futura.


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