Toneno (Cabinda): O Dr. Nicolau Santos é uma mente lúcida e um jornalista vertical, que gosta de pensar pela sua cabeça. Por isso, não ficou muito tempo como Director do Jornal "Público" e não custa perceber porquê. Subscrevo a essência do seu artigo. Quanto ao cidadão Andrade, que tem uma lógica perversa, segundo a qual tudo quanto debitamos é produto de "encomenda" de alguém ou de "gasosa" que nos pagam, gostaria que ele nos esclarecesse, usando a sua lógica, quem lhe encomendou as diatribes contra a pessoa do Dr. Aguinaldo Jaime, pessoa respeitada e admirada, e quanto recebeu de "gasosa" (e já agora de quem) para ofender gratuitamente uma pessoa que sabe como ninguém do seu ofício.
Dileno (Luanda): Artigo sério, feito por alguém sério e capaz. Com uma referência merecida (que não é favor nenhum) a alguém que conheço, o Dr. Aguinaldo Jaime. O triste é mesmo o comentário infeliz do pobre do Andrade. Repugnante e merecedor do nosso desprezo. A brilhante prestação do Dr. Aguinaldo Jaime no programa da SIC, com o Dr. Nicolau Santos e o Dr. Generoso de Almeida é a melhor resposta a este tipo de cantiga de escárnio e maldizer, cultivada pelos pobres de espírito.
Faustino de Menezes (Luanda): O artigo do Dr. Nicolau Santos é equilibrado e, mesmo que não subscrevemos todos os seus pontos de vista, sobre o tipo de jornalismo feito em Angola, não podemos deixar de saudar o seu caracter pedagógico e urbano. Mas, nem toda a gente tem a elevação intelectual e moral do Dr. Nicolau Santos, como esse tal de Andrade, que, ao invés de comentar o teor do artigo, vem insultar o Dr. Aguinaldo Jaime. O cúmulo é dizer que o Senhor Ministro é intriguista desde criança!! Incrível! Eu, que cresci com o Sr. Ministro no Bairro Caputo, nunca conheci ninguém com esse nome, e posso testemeunhar o Sr. Ministro é uma excelente pessoa, muito humana, e sempre foi muito admirado e respeitado pelos seus amigos de infância. Sobre a sua craveira intelectual não preciso de dizer mais nada. Sempre admiramos os seus feitos de estudante e a sua presença habitual no Quadro de Honra, que o levou a dispensas os exames dos primeiro, segundo e terceiro ciclo e a ter entrada directa na Universidade de Lisboa, sem precisar de fazer os exames de aptidão que, naquele época eram o nosso terror. Claro que o Sr. Andrade, que deve ser uma pessoa medíocre, do ponto de vista intelectual e moral, não pode ostentar um currículo igual e daí o fel que destila. Talvez o tal de Andrade seja alguém que o Sr. Ministro reprovou na Universidade (onde o Dr. Aguinaldo Jaime foi um professor exigente e rigoroso) ou alguém a morrer de inveja que não consegue reconhecer que estamos a falar de uma personalidade com uma intelegência acima da média. Como ficou uma vez demonstrado no programa da SIC Expresso da Meia-Noite, dirigido pelo próprio Nicolau Santos, onde o Dr. Aguinaldo Jaime deu uma verdadeira lição, em directo, de bem falar e bem dizer, revelando sólidos conhecimentos económicos. Para desespero do Sr. Andrade e de todos frustrados como ele. O meu consolo é que não é com gente do tipo do tal Andrade que se faz a História. Ainda bem.
Anónimo : é contrário ao interesse nacional por pôr o dedo na ferida de angola que se situa em angola. tanta paz propalada mas é uma paz podre que por mais desenvolvimento que venha a mostrar nunca vai esconder que é conseguido também com violação dos direitos do homem. aliás, como portugal fez até 1974.
Anónimo : Este artigo deu aula de civismo e urbanidade aos jornalista da angop´e J.A.
mbisa kanana (luanda): Sr. Andrade veja mais televisão. Concerteza que perdeu a grande entrevista e o show dado pelo Aguinaldo Jaime ao programa Expresso da Meia Noite, que é dirigido pelo jornalista que escreveu este artigo. Ignorar a modernização de Angola ora em curso é próprio de gente conservadora que só está habituada a ver o mal e nunca enxerga as melhorias. Andrade dentro de dois anos poderei ir ao meu Uíge por uma estrada moderníssima e muitas são as expectativas para o boom naquela parcela até então abandonada. Isto é o caminho do progresso. Isto vai gerar riqueza, empregos, expansão do comércio e da agricultura e os produtos do campo chegarão a bons preços e se calhar dentro de cinco anos teremos a mais baixa taxa de inflação em África. Pense positivo, para que coisas boas apareçam..
prince do kongo : Obrigado para Jaga,a luta continua.o probema neste governo,nao quer dizer que todos sao incopetente,sim,enxiste bons homens para dirigir o pais,mais o problema esta no homem do comando;por exemplo um antigo motorista do pr Neto no congo,foi comisario provincial.isto e o problema,o chefe ponhe homem de confiança como ministro sem conhecimento do que se trata.por exemplo o nando nao entende nada da administraçao,mas como e miudo de confiança do pr,esta la tambem dentro do sistema.em angola enxiste homems com compentecia ministerial,mais se nao es da confiança jes,es non gratta.na verdade o mpla nao tem miutos bons quadros,mesmo a nova geraçao sao poucos.entao ponhem miudos que crecerao juntos no bairro.
Kilombo Kiassa (Luanda): Este é outro que pensa que pode comprar meio mundo com a "gazoza"....o tal de Andrade tem é inveja do Aguinaldo....até se conhecem desde pequeninos,para chegar ao ponto de dizer que é intriguista desde miúdo....Esse cara devia saber que a inveja é uma coisa feia.....e, que quando surge uma notícia boa qualquer sobre Angola ou sobre Angolanos não houve necessáriamente um caso de corrupção do jornalista....Por estarmos eventualmente muito habituados a isso no nosso País,pensamos que todos os Países são iguais..... Iguais sim,somos mas nem tudo se compra com "gazoza".... Senão lá teremos que dar razão ao FMI,quando afirmam que "a maior instituição do País é a corrupção".... E não é bem assim...
Andrade (Luanda): Este artigo só pode ter sido ENCOMENDADO muito provàvelmente , PELO PRÓPRIO AGUINALDO JAIME , que é um simples jurista , porta voz do Primeiro Ministro para os Assuntos Económicos , mas que gosta de dar a entender que tudo o que é bom só pode vir da sua cabeça de cobra venenosa .O Aguinaldo Jaime , que é um intriguista desde miúdo , não olha a meios para atingir os fins . LÊ OS COMUNICADOS E O TRABALHO elaborado pelo Ministro das Finanças e Governador do Banco e dá a entender que ele é que fez .
André Domingos (Luanda): O artigo do jornalista Nicolau Santos revela alguns aspectos curiosos que valem a pena sublinhar. Começa por dizer que em 28 de Março de 1985 jornalistas espanhóis manifestaram-se ruidosamente satisfeitos pela adesão do seu país a então CEE, dando sinais muito claros de que sabiam o que estava em causa naquela madrugada - interesses nacionais muito importantes. Os jornalistas portugueses mantiveram-se mudos e quedos porque não sabiam o que significava para o seu país a adesão a CEE. Durante dez anos, aproximadamente, os dois países (Portugal e Espanha) beneficiaram de fundos estruturais para modernizarem as respectivas economias e infraestruturas rodoviárias, elevando-as aos patamares mais avançados das economias da Europa comunitária. Enquanto que a Espanha conseguiu modernizar-se e construir toda a rede de auto-estradas dentro dos prazos estipulados (posicionando-se hoje entre o grupo dos grandes países da UE), Portugal não conseguiu porque nem os seus jornalistas nem os seus políticos tinham percebido o que estava em causa naquela madrugada de 28 de Março. Daí o silêncio e a incredulidade face a reacção dos colegas espanhóis. Actualmente Portugal está entre os países mais atrasados da UE. Mais adiante Nicolau Santos fala dos sucessos alcançados pelo governo e pelo povo angolano que raras vezes são referidos na imprensa portuguesa e principalmente no jornal o Público. É importante referir que em 1992, depois da Unita ter recusado o resultado das eleições em Angola, o governo inglês encerrou os seus escritórios na Inglaterra e proibiu o recurso à imprensa local para propaganda da Unita. Nessa altura Portugal abriu ainda mais as suas portas para se constituir na principal sala de propaganda da Unita e o jornal Público era uma espécie de jornal oficial dessa organização na sua propaganda contra Angola. Toda gente sabe que há jornais e jornalista que não resistem em receber envelopes por baixo da mesa para servirem certos interesses. E todos conhecem bem a genialidade do falecido lider da Unita a jogar neste tabuleiro de pagamentos por interesses políticos. Houve até quem tivesse caído com o avião na Jamba, apesar de não ser jornalista. Por outro lado, é bom recordar que o actual Presidente português colocou muito claramente entre as suas prioridades, o combate à corrupção em Portugal, o que significa dizer que ela existe, tem rosto e nomes. No último parágrafo do artigo, Nicolau Santos critica o que apelida de "...violento ataque da Angop e do Jornal de Angola contra o Público e o seu Director - a provar que em Luanda ainda há quem não entenda o que é a imprensa livre...". É aqui que o Nicolau Santos borra a escrita. Se o Jornal Público ao longo de vários anos escrever artigos contra membros do governo angolano, ofendendo-os e vilipendiando-os enquanto ignora e substima o inferno que foi a Jamba de Jonas Savimbi e enaltece os seus feitos, isso chama-se imprensa livre. Entretanto se por uma única vez o Jornal de Angola ou a Angop escreverem um artigo contra o jornal o Público, isso já revela ignorância e desconhecimento do que é imprensa livre. Ou seja o princípio da liberdade de imprensa é de aplicação unilateral, de Portugal para Angola, do jornal o Público contra os dirigentes e o povo angolano. O contrário não é verdadeiro, mesmo que estes órgãos de comunicação social estejam a defender o interesse nacional, como fizeram os jornalistas espanhóis na madrugada de 28 de Março de 1985. É por estas e por outras que Portugal e os seus jornalistas, as vezes, despertam demasiado tarde quando têm de acompanhar a pedalada da história. Perderam o comboio da União Europeia e arriscam-se a perder o comboio de Angola, uma vez mais, por deficiente leitura dos interesses nacionais (portugueses) em jogo neste momento da história das relações entre os dois países. Finalmente, com casos como o da Casa Pia (pedofilia envolvendo jornalistas e figuras políticas), da Universidade Moderna (corrupção envolvendo membros do governo), das escutas telefónicas aos dirigentes políticos ou do despedimento do Professor Marcelo Rebelo de Sousa/SIC, só para citar alguns, Portugal e o seu jornal o Público não têm moral nem idoneidade para dar lições de direitos humanos ou de liberdade de imprensa aos angolanos. Já bazei!!!!!!
Jaga : O Drupe e outros fizeram comentarios que muito enriquecem este tema. concordo com a sua analise "fina" e clarividente mas continuo discordar com certos pontos do artigo de Nicolau Santos, nomeadamente no que toca à pertinência em continuar ou não a falar do que vai mal em Angola e no que toca os direitos humanos. é verdade que em Portugal nota-se que a independência de Angola e o fim da guerra estão atravessados na garganta de muita gente. Infelizmente a administração Portuguesa esta' cheia de gente vinda de Angola na altura da independência e ainda carregada de rancores. Não são todos mas para muitos, tudo o que puderem fazer para tramar Angolano em Portugal (sobretudo quando é preto), fazem-no sem muita hesitação. Eu sei do que estou a falar. Mas esse tipo de cenario so' afecta o Angolano comum, aquele que tenta safar-se por vias proprias. O dirigente Angolano esta' muito longe dessa realidade porque em geral tem poder financeiro para fazer valer os seus direitos. O que fazer? Vingança não leva a lado nenhum. So' se pode contrabalançar tal esatdo de coisas com um governo Angolano realmente representativo dos interesses da maioria. Um governo cuja prioridade na agenda seja a resolução dos problemas de base do Angolano e a recuperação da sua dignidade, tanto a nivel nacional como no contexto internacional. Essa dignidade faria com que os Angolanos não tivessem de chegar ao paradoxo de ir tentar sobreviver a qualquer custo em Portugal, quase como um cordeiro que vai directo à boca do lobo. A unica desculpa que o regime em Angola tem é que esse mal não é so' Angolano. Quase todas as antigas colonias européias têm milhares de cidadãos seus a viver a mesma situação, na ex-colonia. Mas ha' nuances. Portugal e França são de entre os que mais maltratam os antigos colonizados. A unica saida é fazer pressão ao nivel dos nossos governos para que trabalhem para a nação em vez de se servirem dela. Democracia significa "poder(cratia) do povo(demos)", através de representantes eleitos por sufragio universal. Se nos limitarmos a essa definição ainda não é isso que se vive em Angola. O regime actual é usurpador e so' por isso faze o que faz, não dignifica o povo nem se da' ao respeito, junto à "comunidade internacional". O Povo Angolano é intrinsecamente digno mas é preciso deixa'-lo exercer essa dignidade através dos preceitos mais basicos do pleno exercicio da cidadania, que são as eleições. Não existe no mundo um regime não eleito seja realmente plebiscitado pelo seu povo. Depois, "quem não chora não mama"! Porquê que eles largariam o poder voluntariamente se "esta' doce" ?!?!?
Drupe (Braga ( Portugal )): Há que tirar o chapéu a este corajoso comentário de Nicolau Santos, o sub-director do Expresso, curiosamente natural de Angola, mas assumidamente português. Dizer o que ele disse neste artigo sobre a complexa realidade angolana muito mal conhecida e pouco estudada em Portugal, não é fácil. Há várias décadas que vivo cá em Portugal, e noto que muitas das feridas históricas pós-independência da minha Angola, ainda não estão totalmente saradas na alma de muita gente portuguesa. Seja seja ela intelectual ou não. E muita da imprensa portuguesa reflecte esta 'pecha' histórica. Esta é que é a verdade. Muita gente deste belo país que é Portugal, ainda não 'engoliu' a independência de Angola; não se conformou com o facto de há trinta anos para cá, serem os filhos das terras de N'Gola, os responsáveis e senhores dos seu presente e futuro políticos. Há gente por cá, que de modo consciente ou não, pensa que Angola ainda é uma colónia ou província ultramarina como acontecia até Novembro de 1975. Julgo que também isto decorre de algum preconceito étnico muito arreigado por estas terras lusíadas, que não contribui em nada para o bom e sério relacionamento que se quer entre os povos de Portugal e de Angola. Claro que se deve escrever, mostrar e comentar tudo o que de mau existe em Angola, do ponto de vista social e político; mas isto deve ser feito com respeito pelos angolanos primeiramente e pelos seus dirigentes políticos. Julgo que é isto que não tem acontecido de um modo geral por parte de muita da imprensa que se faz por estas bandas ibéricas. É pena, porque apesar da tenra idade política do povo angolano como povo soberano e dono do seu destino político, ele já demonstrou que nalguns aspectos parece ser mais adulto politicamente do que alguns segmentos do secular povo lusitano que tem mais de oito séculos de História. Os angolanos têm bastas razões para insultar e insurgir-se contra muita da incompreensão das autoridades e imprensa dita livre de Portugal, mas não o fazem. Demonstram nisto uma grande superioridade moral que me orgulha e espanta. Há notoriamente, e julgo que é este o aspecto central da tese do comentário de Nicolau Santos, um défice de coisas positivas(mesmo que sejam poucas apesar de tudo) relatadas pela imprensa dita livre de Portugal sobre a realidade actual angolana. Parece que muita gente por cá, não ficou satisfeita com o fim da guerra civil após a morte de Savimbi; parece que muita gente por cá, não se conforma com o facto de se saber que Angola apresenta índices de crescimento económico dos mais elevados do Mundo; parece que muita gente por cá, não aceita o facto de saber que Angola apesar dos trinta anos de guerra, fez um esforço gigantesco em manter o território nacional íntegro, ao contrário de muitas das guerras que inúmeros países africanos sofrem que acabam por fragmentar os países; e por último, muita gente por cá ainda não percebeu que o cidadão angolano com condições materiais suficientes mínimas como qualquer cidadão dito ocidental, tem categoria para atingir QI's superiores a muita gente que vive e desfruta do desenvolvimento Ocidental. Daí Nicolau Santos que é economista, e ele sabe do que está a falar, dizer que Aguinaldo Jaime tem cabedal intelectual suficiente para integrar qualquer governo europeu. E é isso que muita da 'intelligisentia' lusíada não quer ver porque é míope e invejosa(o pior dos defeitos como dizia Sto.Agostinho, aparte os pormenores religiosos), e que está a assustar muita gentinha por cá. A possibilidade de ver Angola ultrapassar um dia a antiga potência colonial que não consegue acompanhar o comboio euro-comunitário. Só discordo em parte dum pormenor no artigo de Nicolau Santos. Não me parece que a imprensa dita estatal angolana tenha exagerado nos ataques a muita da sua congénere portuguesa na sequência da visita de Sócrates a Angola. Há muito que alguma da imprensa lusíada estava a merecer uma reacção musculada como o editorial do Jornal de Angola, dita estatal. Depois deste pormenor, nada será como dantes na abordagem que os jornais portugueses nas críticas aos governanates e classe política angolana. O respeitinho por toda a gente é muito lindo, e também um direito humano como o da livre opinião. Respeite-se mais Angola, e tudo será pacífico no relacionamento entre Lisboa e Luanda.
Drupe (Braga ( Portugal )): Há que tirar o chapéu a este corajoso comentário de Nicolau Santos. Sub-director do Expresso, curiosamente natural de Angola, mas assumidamente português. Dizer o que ele disse neste artigo a coplexa realidade angolana muito mal conhecida e estudada em Portugal, não é fácil. Há várias décadas que vivo cá em Portugal, e noto que muitas das feridas históricas pós-independência da minha Angola, ainda não estão totalmente saradas por muita gente portuguesa, seja ela intelectual(jornalistas,comentadores,etc.) ou não. Julgo que muita gente deste belo país que é Portugal, ainda não 'engoliu' a independência de Angola. E isso, julgo eu, reflecte-se na permanente obsessão de muita da imprensa lusíada atacar sistematicamente o poder político angolano sem apresentar provas credíveis e concretas; e de enfatizar muito pouco o que de positivo apesar de tudo se está a fazer na minha terra angolana. Claro q,rtnão em estar
Anónimo : Caso se queira, com rigor, entender que o jornal Público tem uma política editorial contra Angola, basta recolher os artigos publicados, por exemplo, desde 1998. Tudo servia para a propagandear, sem isenção, a guerra e insultar os dirigentes. Na altura estava na moda na onda da família Soares. E Angola nunca respondia à letra. Talvez Angola tenha alguma dívida com o patrão ou algum amigo do patrão do Público o empresário Belmiro de Azevedo. Ou então é o director do Público, ex militante do PC, que precisa para afirmar a sua pseudo independência de atacar um país como Angola.
Cristo Santiago (Luanda): Ē verdade que Angola tem estado a evidenciar uma certa evolução se olharmos para alguns indicies de à 20 ou 30 anos atrás. Tambem é verdade que as relações entre dois países devem cumprir com o certos pressupostos, entre os quais a não ingerencia nos assuntos internos e o respeito mutuo, o que em certa medida não tem estado a acontecer do lado de Portugal, onde todos se julgam no direito de mal falar este ou aquele dirigente angolano. Ē claro que nós temos dirigentes corruptos, ladrões e por ai a fora. Temos sim, assim como Portugal tem os dirigentes pedofilos, etc, (e nenhum jornalista angolano veio a terreiro falar mal deles), tem até dirigentes que nesta época vêm para aqui bajular o presidente angolano, falando mal de Jonas Savimbe, dizendo que “JES é fino... enquanto Savimbe era ….. “, sabe-se lá a trouco de diamantes ou sei lá. Em certa medida a culpa é (é tao baixo quanto o quem afirma) de quem permite isso, aliás Savimbe tinha o apoio deles como nação (os seguidores de savimbe sentiam –se em Portugal como se estivessem em casa), e portanto esse exercicio é como cuspir no copo em que bebe. Os portugueses deviam preocupar-se com o facto de nao só ter Angola como El Dourado, sugando as nossas riquezas atravez das Teixeiras Duartes, Mota e Engil, os seus bancos, mas também estabelecer uma relação normal com os angolanos e acabar-se com a descriminação quanto aos vistos para Portugal. Chega de invasão a Angola por parte dos portugueses e brasileiros, porque não estão a trazer nada de novo, senão a delapidação do que é nosso.
Anónimo (Luanda): mas essa de que as eleições em Angola ainda não se realizaram quatro (4) anos depois do fim da guerra, pq tem q se criar condições é totalmente sem nexo, revela má fé! Inaceitável!
Luis Santos (Lisboa): Penso que já é tempo de acabarem por pensarem que continuamos saudosos dos tempos colonialistas. Tenho amigos angolanos e não sinto essa questão, não queiram levantar falsas questões para porem em causa a melhoria das nossas relações - Portugal e Angolas. lógico será que com esta cooperação os dois países ganhem com isso, sou português e nunca ganhei nada com o tempo colonialista, a não ser o atraso do próprio povo português. Deixem-se dessas coisas e vejam com quem podem evoluir mais depressa, penso que com os americanos não será, olhem para o Vietnam, Iraque e outros mais...há muitos angolanos integrados na nossa sociedade e sem qualquer racismo ou lá o que lhe queiram chamar, para mim somos todos iguais no respeito pela diferença. Viva Angola e Portugal, vamos aprender a evoluir em conjunto...isolados não vamos a lado nenhum, bem hajam.
Anónimo : Exmo. Nicolau, adorei a sua intervenção. Espero que sirva de exemplo para os seus colegas que acham-se donos e profundos conhecedores da realidade angolana. Nós temos corrupção, vocês têm o Carlos Cruz e Bibi, nós temos falta de luz, agua, comida, etc, vocês têm o Pinto da Costa, a Elsa Raposo, o Carlos Castro e muitos outros, portanto bem vistas as coisas estamos equilibrados. Piada a parte, Angola muda todos os dias e não reconhecer isso é infantil e desprovido de bom senso. As pessoas não podem esquecer quer se goste ou não, que o homem que conduziu o pais numa altura de partido único, por mérito próprio conduz ao multipartidarismo, depois de 30 anos de guerra estúpida do senhor Savimbi. Não basta falar em eleições, a que prepara-las e garantir que sejam de facto justas e para isso o tempo que é necessário para organizar um acto com pés e cabeça é igualmente uma oportunidade dos partidos políticos se estruturarem e ganharem eleitorado. A grande maioria do eleitorado não conhece os partidos da oposição e tem uma péssima imagem das eleições, provocada pelos acontecimentos de 92. Aos seus colegas recomendo igualmente que de futuro venham a Angola. Aqui peço ao Publico que faça uma vaquinha para pagar uma vinda de um jornalista seu.
verdade : Nicolau Santos do "Expresso", é simplesmente o melhor e mais SÉRIO jornalista (independente) português
Anónimo : O Aguinaldo é realmente o expoente máximo do governo em termo de reconhecida capacidade técnica e intelectual. Isso não significa que o Mpla é o melhor para Angola e não desmente nada do que o jornal Português Publicou. A verdade é que o JA provou ser um instrumento ao serviço do governo e não um jornal independente, que é o que se exige em democracia. Mas, com o tempo lá iremos, lá iremos....
Jaga (A luta continua): Oh, essa foi facil ! O PM Adjunto Aguinaldo Jaime ja' ha' bastante tempo é unanimidade EM ANGOLA, quanto ao seu desempenho e capacidades. E' verdade que Angola tem poucos dirigentes realmente competentes para as funções que exercem. Mas nesse campo, até no ocidente isso é o prato do dia. Ha' ministros na Europa ou nos EUA que mudam de cargos completamente antagônicos, mesmo que a profissão de base deles não tenha nada a ver com a pasta. Isso quer dizer que o problema maior não esta' nos ministros mas sim no conjunto do Governo, a começar pelo Presidente da Republica! Para que a maioria dos membros de um governo seja vista como competente, é necessario que o Presidente da Republica e o Chefe do Governo saibam delegar as pastas a quem esteja melhor colocado para as desempenhar a dada altura. Para além da competência das pessoas, é preciso algo de muito importante: LEGITIMIDADE. E isso, so' se obtem com eleições.
Jaga (abaixo a mundialização num so' sentido): sou obrigado a discordar dessa analise porque esta' na cara que a aparente melhoria da situação em Angola so' se deve à vontade politica dos senhores deste mundo que, ainda por cima ja' não têm contrapeso. a ex-URSS e o seu bloco ainda não têm verdadeiro substituto. os senhores do mundo hoje acham que não devem so' depender do petroleo arabe e so' por isso Angola passou a ter paz. Savimbi so' é liquidado nessa mesma logica. o MPLA e dos Santos, que não são burros nenhuns, sentiram a tempo os ventos da mudança e mudaram tb de mestre. tão simples quanto isso. Agora, dizer que a noticia em Angola são as melhorias visiveis a todos os niveis é praticamente como decretar o que deve e o que não deve ser noticia. ora, se se aplicar à letra as regras de uma verdadeira democracia, não so', não se determina o que vai ser noticia como, e sobretudo, não se pode persuadir à imprensa (Angolana ou estrangeira) a não continuar a falar do que vai mal em Angola! O povo que vive mal e que nunca viu a vida melhorar, apesar do (curto) sonho da independência, que até ja' quase se transforma em pesadelo, esse sente na carne a marasmo e falta de melhorias TODOS OS SANTOS DIAS DAS SUAS VIDAS ! A esses, é obvio que interessa que a imprensa continue a martelar nas situações irregulares e inaceitaveis que permanecem neste pais. por mais que isso desagrade aos novos capitalistas Angolanos a surgir como que cogumelos, com o beneplacito da dita "comunidade internacional".
Anónimo : Eu fico furioso ao ler estupidezes como esta: Angola tem hoje dirigentes que podiam integrar qualquer governo europeu. Mas que falta de bom senso e espirito paternalista-colonial de 50 anos atras! Entao so a Europa é que tem governantes civilizados? So os europeus é que sao decentes? Que atitude racista é esta? Na Europa parece que nao existem governos corruptos, ineficientes e incompetentes. Sao todos de categoria elevada. So em Africa e que somos todos uma cabanda de pretos incompetentes, catingosos e corruptos. Por favor senhores jornalistas do Expresso nao envergonhem a imagem de Portugal ao escrever tamanhos disparates. Na Europa realmente civilizada nao se escrevem mais coisas assim. Isso e considerado politicamente incorrecto. Mas em Portugal infelizmente ainda vigora o sindroma colonial-partenalista.
CÃO DANADO (AQUI): o facto é que ao redactor do PÚBLICO e à grande maioria dos portuguêses ainda dói muito terem perdido a "joia da coroa". Não liguem irmãos... Quando falam é inveja.
Anónimo : Este é um excelente artigo, que demosntrar claramente que Angola é neste momento um el dorado e que se tudo correr bem vai ser um exemplo em Africa. Angola esta a sem duvidar a sentir os efeitos da democracia, da economia de mercado, e sem duvida alguma que se sente esta evolução a todos os niveis, desde o politico passando pelo social e pelo economico. Aguinaldo Jaime é sem duvida o rosto desta evolução no campo politico, a sua capacidade de argumentação e de preparação fazem-no ser fugura de destaque no governo do MPLA, é um reconhecimento merecido pois tem sempre intervindo com muita classe na vida politica angolana. A reac
Kilombo Kiassa (Luanda): Foi exactamente por causa dessa imprensa "dita" livre e independente,sem limites,que os amigos Dinamarqueses do sr.José Manuel Fernandes,que também trabalham pela mesma "bitola";estiveram muito à beira de criar,um conflito de Religiões à escala Mundial......Mas o perigo continua a existir,está lá....latente! À espera que apareça mais um José Manuel Fernandes qualquer,a deitar combustível para a fogueira..... Acho que para se ser um bom jornalista,deve-se exigir uma elevada dose de bom-senso! Quem a não tivesse,deveria ser aconselhado a procurar outro emprego.
Jo (kin): Estou de acordo com o artigo porque o mesmo faz recordar aos nossos jornalista, e sobretudo da impressa governamental que hoje nos jornalismo existe a liberdade de opiniao. Nao defendam causas indefendaveis. O jornalista du Publico atacau um elemento da realidade: ele bem pudia falar dos futungistas, da miseria, da corrupçao ou dos avanços que Luanda tem vindo a fazer porque ainda seconfunde Angola com Luanda. Peço à alguns dos nossos jornalistas de fazer muita reciclage porque ja nao estamos na era de Ronauldot.