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Lobito terá complexo residencial Oct 2009




«Não está ainda na agenda do Governo a criação de uma nova capital», diz Sita José Jornal de Angola

Num encontro que consumiu perto de uma hora, o ministro do Urbanismo e Ambiente, Diekumpuna Sita Nsadisi José, ou, simplesmente, Sita José (na foto), falou das perspectivas e programas que existem para o melhoramento do nível de vida da população das áreas urbanas e rurais. Em entrevista ao único jornal diário do país, o governante fez saber que está em curso, há quatro anos, sob coordenação do Ministério do Planeamento, um estudo aprofundado de projecção do desenvolvimento de Angola a longo prazo.

"O prazo de referência que até agora está sendo considerado é uma Angola numa visão estratégica daqui a 2020/2025", sublinhou o titular da pasta do Urbanismo e Ambiente durante a entrevista que se segue:

Que pressupostos são tidos em conta para o planeamento de uma cidade?

O planeamento de uma cidade é um processo que decorre de regras próprias. A cidade é como um organismo vivo, cuja saúde depende dos seus diferentes órgãos. Hoje, no país, podemos definir um marco fundamental e histórico no processo de ordenamento do território e do planeamento urbano. Esse marco é definido a partir da ratificação, pela Assembleia Nacional, da Lei 3/04 do Ordenamento do Território e do Urbanismo. Através deste instrumento legal, o Estado instituiu um regime próprio integrado e definiu, claramente, quais são os instrumentos que devem existir para a actividade de gestão territorial e do crescimento das cidades. A lei, para além da definição da tipologia dos instrumentos que oficialmente devem reger a gestão territorial, determina três escalas básicas: a escala nacional, a escala provincial, a escala municipal, incluindo projectos de desenvolvimento rural. Antes desta lei, não tínhamos estas definições. A partir desta lei, estamos a conhecer também quem são as entidades com competências para tomar iniciativas de promoção de elaboração desses instrumentos, que são instrumentos de apoio à decisão.

O que é que existia antes desta lei?

É evidente que, antes deste regime jurídico ser estatuído, não tínhamos regras claras. Daí é que várias soluções foram encontradas de forma isolada. Hoje, já se sabe, inclusive, o conteúdo específico de cada um dos instrumentos, em cada um desses níveis que nós reportámos. Antes disto, nós não podíamos inferir na coordenação que deve existir entre os sectores que participam da vida nacional. O facto mesmo do Ministério do Urbanismo e Ambiente existir já vem atender esta preocupação, traduzindo uma substancial evolução no ordenamento institucional do aparelho do Estado. Trata-se de aprimorar uma entidade de tutela nesta matéria.

Temos no país uma política de Ordenamento do Território?

Hoje, explicitamente, não há uma política de ordenamento do território. Já concluímos a elaboração dos termos de referência para a contratação, por concurso público, de serviços de consultoria para estudos apropriados.

Entretanto, o Ministério do Urbanismo e Ambiente priorizou a elaboração de estudos de planos de ordenamento territorial provincial. Até agora, estão em fase de conclusão o estudo para o diagnóstico da situação actual do ordenamento do território nas províncias do Bié, Malanje, Kwanza-Norte e Kwanza-Sul e do Uíje, estando o diagnóstico da província do Bengo associado ao da província de Luanda. O que há são linhas orientadoras, porque, durante o período conturbado que o país viveu, também pouca coisa podia ter sido definida de forma coerente. O que podemos referir é que, por orientação expressa de Sua Excelência Senhor Presidente da República e sob coordenação do Ministério do Planeamento, está em curso, há cerca de quatro anos, um estudo aprofundado de projecção do desenvolvimento de Angola a longo prazo. A meta de referência, que até agora está sendo considerada, é uma Angola numa visão estratégica daqui a 2020 /2025.

Está optimista em relação a esse estudo de que falou?

Estou a falar de uma reflexão, em que todos os sectores participam. O país é um todo. A diferença entre os momentos anteriores e este que estamos a viver é a integração das soluções, a integração das opções e a harmonização das prioridades. Se o Ministério da Indústria tem um plano-director de desenvolvimento do sector industrial; se o Ministério da Energia e Águas tem um plano-director para o desenvolvimento do sector; se o Ministério dos Transportes também o tem, então, todos concorrem para a sua implementação no território. Portanto, é preciso que haja de facto uma concertação e uma harmonização desses objectivos para que os planos operativos possam conciliar-se e que haja, sobretudo, uma racionalidade na aplicação dos investimentos públicos, que são a alavanca fundamental para a transformação das condições de vida no território nacional, quer seja no meio rural como no meio urbano.

Na sua opinião, o crescimento da cidade de Luanda tem sido feito dentro dos padrões de desenvolvimento das cidades modernas?

Cada cidade é um caso. No mundo, não há duas cidades com a mesma evolução. A cidade de Luanda, sobretudo a partir do período pós-independência, começou a evoluir, ou seja, a crescer territorialmente, do ponto de vista espacial, mas sem aquilo que se pode considerar desenvolvimento. A cidade cresceu, sem que, em contrapartida, houvesse um acompanhamento das suas infra-estruturas e uma dotação de serviços sociais ao ritmo de expansão da cidade. Também vai-se expandindo sem que haja uma orientação prévia. Nós estamos, neste momento, num processo de recuperação e redireccionamento estratégico dos centros urbanos. Para isso, temos de olhar prioritariamente para as zonas rurais.

Isso está muito patente no discurso do Presidente José Eduardo dos Santos, aquando da mensagem de fim-de-ano, que recomenda, muito correctamente, que se cuide muito mais do desenvolvimento do sector rural, porque hoje, por exemplo, o crescimento demográfico das cidades está sendo alimentado por populações vindas dessas áreas, onde há pouca esperança de se ter uma evolução das condições de vida das populações. A primeira questão que devemos ver, ao estudarmos as nossas cidades, é como introduzir o modo de intervenção, sobretudo de investimentos públicos, por forma a potenciar as zonas rurais e a criar também uma rede diversificada de centros secundários - centros urbanos para uma população, por exemplo, que poderia rondar entre os cinco mil e os cem mil habitantes, o que seria considerado como um sub-sistema à volta das grandes cidades. As grandes cidades também se encontram até como receptáculos deste fluxo populacional que vem das aldeias. São movimentos que devem ser corrigidos. E a visão estratégica deve ser no sentido de se levar investimentos às aldeias e comunas para o melhoramento do nível de vida das populações das áreas rurais.

Há quem diga que o problema do crescimento urbano da cidade de Luanda deve ser resolvido fora de Luanda, com a criação de grandes pólos urbanos e industriais noutras áreas do país. Gostaria de ouvir um comentário seu a esse respeito...

A cidade de Luanda tem um peso muito grande quanto à repartição territorial da população angolana. Se hoje as estatísticas nos indicam que a população angolana está estimada em cerca de dezasseis milhões de habitantes, também hoje, apesar de não ser um dado estatístico confirmado, todo o mundo diz que Luanda tem uma população estimada em cinco milhões de habitantes. É uma tendência para reflexão. Mais de dois terços da população de Luanda vive nas áreas peri-urbanas. O grande problema de urbanização do país, como temos estado a dizer, é urbanizar os musseques, porque é ali onde devemos concentrar as atenções para o futuro da maioria da população urbana. A tendência é cada vez mais haver gente nos grandes centros urbanos. Se continuarmos com esta tendência, seremos obrigados a fazer cada vez mais investimentos que vão procurar satisfazer as necessidades de água, energia e escolas, hospitais, centros de saúde, etc., etc. A solução que dá maiores garantias de podermos, paulatinamente, superar as carências e a situação desconfortável em que vive a maioria das populações da cidade de Luanda, seria mesmo pensar em redireccionar os investimentos e aprimorar os programas e projectos de desenvolvimento, nas restantes províncias e cidades, como, por exemplo, o grande projecto, que já vai arrancar, de criação do pólo agro-industrial de Malanje, ou ainda a criação do pólo industrial de Fútila, em Cabinda, o perímetro irrigado da Matala, entre outros.

A urbanização dos musseques é o grande objectivo que persegue o projecto de requalificação dessas áreas?

Não só a requalificação. Tudo isto é uma interrogação. Qual é a opção que melhor se apresenta para que se melhorem as condições de vida das populações? Um dos males maiores de Luanda é justamente o cancro que representa as áreas peri-urbanas com a ocupação dos musseques.

Que futuro para estas áreas peri-urbanas?

Há bairros inteiros que foram ocupados sem que houvesse uma prévia autorização das entidades competentes. Mas, quando se observa alguns desses bairros, nota-se que as ruas têm algumas dimensões que não fogem àquilo que seria definido num projecto tecnicamente elaborado. Têm tamanhos de lotes também aceitáveis. Mas, para criar um ambiente satisfatório, faltaria levar água, energia e, sobretudo, reconhecer a ocupação, porque, ao fim e ao cabo, uma outra opção seria a demolição de tudo isto - uma solução ainda muito mais onerosa.

O que é se pretende, afinal, com a requalificação dos musseques?

Para dizer que vamos requalificar, temos que dizer, primeiro, qual será o futuro globalmente integrado e encontrar indicadores favoráveis para dizermos que "aqui, vamos manter esta comunidade, porque vai conseguir viver bem e, inclusive, começar a ter o dever de participar e contribuir para o próprio desenvolvimento da vida comunitária". Neste caso, estaremos perante áreas que permitem a qualificação ou a requalificação das condições de vida. E ali, sim, vem a autoridade competente a dizer: "aqui, vamos requalificar". Requalificar significa, antes, ver o que é que falta. A nível de Luanda temos bairros que podemos considerar bairros regularizáveis. Regularizáveis no sentido de confirmação da segurança jurídica de ocupação de terra. Ali, o processo é contrário. A administração organizaria o processo de legalização de ocupação dessas famílias. Por outro lado, há zonas das nossas cidades que não oferecem condições viáveis nem hoje, nem amanhã. São zonas inundáveis, de risco de vida, e, sobretudo, aquelas com alto índice de precariedade. Não há sociedade, nem governo que regularizaria a situação de famílias quando se sabe que estão em risco de vida. Então, aí a resposta passa pela aplicação de vários programas em zonas chamadas de interesse social para podermos criar expectativas de melhoria de condições de vida, não só em termos de localização espacial, mas também em termos de possibilidade de acesso ao emprego e às melhores condições de acesso aos serviços urbanos. Quando se diz que Luanda não pode, por si só, resolver os seus problemas dentro do perímetro administrativo reconhecido é justa a visão, porque hoje, se formos ver, dentro de Luanda não resolvemos o problema de energia eléctrica. A energia eléctrica já vem de Kapanda e Cambambe, situadas nas províncias de Malanje e Kwanza-Norte. A nossa palavra de ordem é: incentivar o surgimento à volta dos grandes centros urbanos de áreas que podemos considerar área tampão. Este é um pensamento que consta da estratégia do Governo a longo prazo. A requalificação dos musseques poderá também traduzir-se em intervenções pontuais de correcção do uso ou de renovação do conjunto edificado.

Como classificar a cidade de Luanda e de que forma deve ser preservada a sua parte velha?

A cidade de Luanda está, em termos urbanísticos, a precisar de profundas correcções. Quem for para a baixa de Luanda irá observar que, na altura da construção da grande maioria dos edifícios, não se fazia muito a exigência de os edifícios terem estacionamento interno obrigatório. Hoje, fica difícil estacionar em Luanda. A visão dos estudiosos da cidade de Luanda é que temos de encontrar soluções para desafogar Luanda. Luanda é uma cidade que deve ser considerada como ponto de partida. Qualquer iniciativa tem de partir da reflexão sobre as soluções para a cidade existente. E acho que há sinais claros neste sentido. É o que o Governo está a fazer, neste momento. É preciso resolver o problema da drenagem pluvial. Vemos já as grandes obras de drenagem na cidade. As mesmas obras correspondem também a uma correcção para se criar alguma capacidade receptível do intenso trânsito urbano, completados com o trabalho de ampliação e alargamento de algumas artérias, como a estrada de Catete, da Samba e Cacuaco, etc., etc. Uma outra questão é criar várias oportunidades de acesso ao transporte colectivo urbano. Isto já está visto em termos de idealização. Luanda é das cidades de Angola mais estudadas. Hoje, já não se pode dizer que não sabemos o que devemos fazer para que Luanda mude de rosto. Luanda também tem concorrência com outras capitais do mundo e da região. Então, Luanda tem que se abrir também para entrar nesta competição do mercado globalizado. Daí é que, ao procurar requalificar o centro da cidade, se possa necessariamente pensar na criação daquilo que se chama novas centralidades. As novas centralidades podem surgir em áreas menos aproveitadas daqui do centro da cidade existente, para além da possível criação em várias direcções na sua periferia.

A cidade de Luanda pode vir a estender-se até à foz do rio Kwanza?

O Governo definiu o perímetro de reserva na zona Sul para garantir uma expansão urbana melhor qualificada. Nesse perímetro, os estudos, já em curso e que vão ser aprofundados, irão determinar até onde se encontra o equilíbrio entre a concentração da população em Luanda e a do resto do país. O dimensionamento da expansão a sul da cidade fica ainda mais dependente da interacção com as outras iniciativas para o surgimento de novas centralidades com funções concorrentes no marco territorial da área metropolitana de Luanda. Gostaríamos de aproveitar esta oportunidade para procurar ajudar a esclarecer sobre os comentários referentes à criação de uma nova cidade capital. Diríamos que, quando se fala em nova capital, significa, essencialmente, a transferência, por assim dizer, do centro superior do poder político. Do que eu saiba, isto não está ainda na agenda do Governo.

Mas existe um projecto de urbanização da cidade de Luanda...

Claro, a cidade vai crescer, mas não é por isso que se vai chamar uma nova capital. Capital, como entidade, é Luanda. Haverá, sim, novas centralidades para melhor organizar a Luanda existente. Mas o importante é não esquecermos a cidade existente. E mais: considerar que Luanda não pode concentrar tudo em termos de previsão de investimento para o desenvolvimento do país. Temos que conciliar o seu desenvolvimento com as outras províncias.

Está a querer dizer que as pessoas estão a fazer uma leitura errada ao projecto que existe para Luanda?.Quer dizer, uma interpretação errada?

Eu me lembro de ter lido um artigo, num semanário, em que se levantou esta problemática da criação de uma nova cidade capital. Até se fez referência a uma localização no interior do país. Observei que ninguém reagiu. E se ninguém reagiu na altura, quer dizer que não constituía prioridade da comunidade. Como Ministério do Urbanismo e Ambiente, a grande orientação que recebemos de Sua Excelência Senhor Presidente da República é a de tratarmos de aprofundar a interpretação de todos os grandes empreendimentos que estão a surgir em Luanda no sentido de integrar os seus efeitos positivos, rentabilizando as diversas sinergias latentes. No fim deste trabalho, que poderá terminar, se tudo correr bem, no primeiro trimestre do próximo ano, este grupo técnico interministerial, criado por despacho presidencial, vai elaborar os termos de referência para estudos muito mais aprofundados que determinarão o futuro urbanístico da área metropolitana de Luanda incluindo os planos-directores de Luanda, Catete e Caxito.

O sector imobiliário em Angola é um sector em que o investimento feito é retirado num curto espaço de tempo. Daí que se diz que os preços dos imóveis são especulativos, ou seja, proibitivos. Como é que o Estado pode pôr um travão à especulação de preços?

Nós estamos diante de um mercado livre. Mas a linha principal da política do Estado, para a promoção da habitação, sobretudo a habitação social, recomenda a intervenção do Estado essencialmente na criação de condições de oferta de terrenos urbanizados naquilo que se considera áreas de interesse social. Esta é a linha essencial que se consubstancia na aplicação sistemática de investimento em sectores como os de abastecimento de água, fornecimento de energia e tratamento das águas residuais e drenagem pluvial, assim com a asfaltagem ou melhoramento dos arruamentos. A cidade de Luanda muito pouco tem dado como oportunidade de acesso a novas áreas urbanizadas. Por isto, existe pouca possibilidade de criação de condições de acesso a novas disponibilidades habitacionais, que deveriam dar suporte ao aumento da oferta habitacional, contando com a participação das cooperativas habitacionais e dos promotores privados na construção de habitações a custos controlados.

Mas ainda não respondeu à pergunta que coloquei. Há ou não especulação de preços?

Há especulação desenfreada. Para corrigir isso devemos criar condições de modo a que haja continuamente disponibilidade de terrenos urbanizados. Contudo, temos de considerar que o sector privado nacional não tem ainda condições financeiras suficientes, pelo que se exige a constituição de um regime de incentivos financeiros e fiscais.

Como o Estado regula este mercado?

O mercado se regula pela lei da oferta e da demanda. E, nas condições actuais, a oferta do Estado é que tem que ser impulsionada. Só agora é que os investimentos públicos previstos no sector habitacional vão começar a ser visíveis. E mais: há legislação própria para desencorajar a especulação tida como acto ilícito.

Em relação aos projectos sociais, quem se desloca a áreas habitacionais, para onde foram cidadãos que viviam em zonas de risco, poderá ver que as casas construídas não conferem dignidade humana. Falta de tudo um pouco, como água e luz, para além de ser visível a má qualidade das habitações... Esta é uma leitura que todos nós temos de ponderar. Primeiro, como necessidade de intervenção do Estado, a grande maioria dessas populações está sendo realojada muito mais no sentido de viabilizar a realização de grandes obras que são do interesse da cidade, sobretudo as de drenagem das águas pluviais. Há esta necessidade premente de poder levar as famílias para outras áreas. Quanto à qualidade das habitações e o nível de prestação de serviços urbanos, diremos que se trata de urbanizações de carácter evolutivo. Vai haver água canalizada; vai haver energia. Os projectos existem. A outra questão que se coloca é a capacidade financeira de os executar. Geralmente, estas pessoas beneficiaram das casas, mas quase que foram dadas de borla. Esta situação, em termos de estratégia global, tem de ser muito bem vista. Dos dados que temos, podemos dizer que, nos últimos dez anos, e só para construções habitacionais no Zango, Sapú, Panguila e Viana II, entre outras áreas, o Estado investiu o equivalente a cerca de cem milhões de dólares americanos. Em contrapartida, ninguém está a pagar nada. Pode ser uma política do Governo, tudo bem! Mas isto aqui não permite a sustentação dos programas. Voltando à qualidade das habitações construídas, temos que insistir, cada vez mais, no rigor da fiscalização das obras.

Os altos prédios que estão a ser erguidos no centro da baixa de Luanda não descaracteriza esta área de Luanda? O Ministério do Urbanismo e Ambiente autorizou a construção de tais edifícios? A Lei do Ordenamento do Território e do Urbanismo indicou vários tipos de instrumentos de apoio à decisão. Define também a responsabilidade institucional. Quem é o responsável num caso como este? Quem deve se pronunciar? O ministério ou o órgão de poder local?

Isto também está muito claro. Se nós estamos aqui em Luanda, pode perguntar ao ministério se ele se pronunciou. Agora, imagine um edifício desse tipo ser construído em Menongue. Quer dizer, não é o ministério que vai aprovar a construção do edifício. Temos representações locais que devem fazer valer as competências. Agora, descaracterizar a cidade, de certo sim, porque não esta a ser orientado. O mal não é ver crescer um edifício em altura. Começa a ficar preocupante quando não é a instituição gestora da cidade quem orienta. Se o Estado disser que o limite de aproveitamento desse terreno são quatro andares, então, no local só pode ser construído um edifício de quatro andares. Isso tem que ser o Estado a determinar as regras a respeitar, antes mesmo de se construir. E muito mais importante é a incidência de localização desses edifícios no trânsito urbano e no estacionamento, que já são problemáticos. Devemos ainda questionar quem custeará o esforço a realizar para garantir o abastecimento de água com a pressão necessária, assim como o asseguramento da qualidade de oferta de energia. Os próprios investidores correm até o risco de não rentabilizarem os seus negócios, porque haverá este tipo de problemas.

A outra questão, com esta dimensão em altura, tem a ver também com intervenções dos bombeiros em caso de incêndio. Será que temos um corpo de bombeiros com equipamento adequado? O senhor ministro concorda com a existência de tais edifícios na baixa de Luanda?

Estou a dizer uma coisa muito clara: não é que os prédios não surjam. Agora, nós é que devemos conduzir o processo e não irmos a reboque do investidor privado. O Governo tem que definir as regras. Há zonas que os podem receber até um limite aceitável, tendo em atenção o equilíbrio com o envolvente.

Em função dos projectos que existem, que Luanda teremos no futuro?

Teremos uma Luanda que todos nós gostaríamos de ter. Força de vontade política está demonstrada. O encanto que Luanda já teve vai voltar. Nós acreditamos numa perspectiva dessa: de uma Luanda que pensa primeiro no anseio dos seus habitantes.


09 Sep 2007
Fonte:Jornal de Angola     [Comentar]

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Comentários
Anónimo    
meus irmao com meu pouco estudo,e com aminha eteligencia dou baile nestes camaradas,veja-me sou estragarao o futungo uma zona que seria bem urbanizada,fizeram um monte de barracas.outra da praia da curimba atè ao bemfica o governo tinha que faser um plano para zona hoteleira.abrem os olhos.tirem exemplo aos comentarios.deixem de trabalhar bebedos pençem na responsablidade que tenhè,esquecem os estranjeiro e dao mas valor as angolanos,.

Desolado    Caconda
primeiro precisava de saber urgentemente a formação do sr ministro do urbanismo e ordenamento do territorio pelos visto como é habito tdo o q ele disse ñ passa de uma politica e o meu pensar já mais um politico há de ser bom urbanista mxmo assim essa ñ é a questão ouve-se agora coisas bonitas que xtamos perto de um acto eleitoral coisas impiricas vindo destes ditos srs na minha humilde opinião sem querer desacreditar nem menosprezar tais dito este sr tem um assessor q entende de urbanismo mais meus srs ñ tem ciencia nenhuma duvido imenso q o problema seja a falta de dinheiro, só s for dinheiro mal empregue pq a politica imobiliaria é a mais bem aplicada seja ela p fins sociais,comunitario,privado ou sei lá o que tem sempre um rendimento o q s deve ter em conta são os valores humanos invistir na juventude q é a força motriz de qualquer sociedade põe o angolano a trabalhar capacitar,dotar os jovens p q ele sirva positivament na reconstrução q angola tanto precisa s o angolano na europa trabalha c mta naturalidade nas obras pq que na terra q lhe pertence havia de algurar tem de haver insentivo massivo a juventude precisa de liberdade, liberdade é dinheiro criam politicas q vão de acordo as nossas condições s houve dinheiro p destruir o pouco q foi feito pq q ñ há dinheiro p reconstruir tentem dinamizar o sector pq é mais rentavel e o mais prometedor e acredito por experiencia propria desta forma o petroleo, diamante sera esquecido e servira p gerações vindoras tenho dito meus camaradas

estudante no exterior    
meu borro que nao tens de uma classe. segui o exple dos ourtros pais. voce e muito velho de mais. borrro intectual. melhora la as condiçoes do povo, como voce ja tens boa vida nao ques saber dos ourtos....

Cicero    Luanda
De acordo com a teoria da relatividade o tempo e o espaço são inseparáveis, em qualquer fórmula matemática por isso pensamos que é necessário pensar Luanda de acordo com este princípio. A par destas duas causas temos que analisar a causa efeito e desfazer o novelo que uma inércia de mais de trinta anos ajudou a reduzir Luanda a uma cidade onde não existe qualidade de vida, podia referir todas as coisas que estão mal mas isso seria um comportamento que não ajudaria a esclarecer nada e também não ajudaria ninguém. As migrações são fenómenos que devem ser analisados para depois se procurar, com saber e maturidade inverter os seus fluxos. Eu aconselhava o Governo Angolano a descentralizar, em vez de um aeroporto internacional, Angola deveria ter quatro, Luanda, Huambo, Lubango e Lobito. Deveria fomentar urbanizações rurais de pequenas propriedades, no interior, junto a pequenas cidades e vilas, que seriam oferecidas as famílias numerosas que vivem em péssimas condições nos subúrbios de Luanda. Fazer renascer a produção do café, muitos não sabem mas o café empregava mais de um milhão de Angolanos e no tempo dito colonial havia falta de mão de obra em Angola e hoje a situação será igual se organizarmos o sector agrícola, o algodão tem o mesmo perfil do café e ainda ficamos com o milho, soja, girassol, mandioca, palmar… onde estão os nossos palmares?... e,… a cana do açúcar?.....Vamos primeiro urbanizar o campo?

3LLL    LONDRES
Senhores governantes;q voces sao analfabetos todo mundo ja sabe q voces sao corruptos todo mundo ja disse mas ate agora nao ouvi ninguem dizer q nao sabem copiarouseja(CABULAR);voces estavam na cimeira EUROPA-AFRICA;aquela zona toda era a 10 ano como a boavista em luanda;e hoje e a zona mas bem urbanizada de LISBOA.Por favor q fazem zonas residencias sem muros a volta. voces muito falam do colono PORTUGUES;mas nao me lembro de ter visto nos anos 90 para tras urbanizacoes com vedacoes como ve-se na zona do L-S.Facam algo bom e funcionavel porque um dia sem querer vos chamarei de BUR....

Santos    Luanda
Força, devem construir sim, uma capital Angolana, mas na Europa. Assim o vosso governo instalava comodamente em bairros finos, sem a presença do povo angolano faminto, estrupiado pela guerra civil, que supostamente os culpados são os paises ricos. Uma capital no estrangeiro dava jeito aos politicos, talvez o governo pode comprar uma das ilhas dos Bijagos (Guine bissau) ou uma de Cabo Verde, e podia instalar o governo lonje do pais...

locas    luanda
Que tristeza, até uma suposta construção de uma "capital" traz em baila os colonos. os colonos forom embora ha 33 anos e nos continuamos a pensar neles, e que sao culpados de tudo., É por isso que somos o que somos, ignorantes, corruptos, assacinos do nosso proprio povo e ainda por cima somos racistas com as nossas tribos. Que tem haver os tugas e crioulos com a nova capital? NADA são desculpas de mau empreendedor, e nos somos mau empreendedores, para alem de termos um governo corrupto...

Catchitwe    
Aqui nesse espaco e' onde vemos de tudo... super inteligentes com conhecimentos d tudo e com poder d esclarecimento q ate da inveja, atrazados mentais ou sem educacao, formacao e informacao alguma q as vezes ler seus comentarios so da mesmo pra entrar na tela e ir la dar chapadas nele... e outros neutros q as vezes nem sequer sabem do tema e tbem querem comentar s desviando comple/te daquilo q s trata... mas e' assim mesmo, cada um quer dizer algo mas um so acabam falando q e' algo q ate uma crianca d um ano e' capaz d fazer... indo ao assunto do dia... gostei das palavras do intrevistado, foi esclarecedor e dissipou mtas perguntas q eu tbem vinha fazendo a mim mesmo, so nao respondeu perguntas q nao foram feitas e q acho q mereciam atencao nessa intrevista como: a situacao do lixo, escolas, hospitais e outros estabelecimentos pra resolucao dos problemas basicos socias... q talvez o jornalista ou nao perguntou por ter recebido ordens superiores ou perguntou mas as respostas foram tao claras e reais q a direccao do jornal resolveu nao publicar por medo disso e daquilo, talvez... mas em suma foi esclarecedor o sr. Sita e esperamos q da forma q foi claro e' da mesma forma q as coisas venham a ser postas em pratica.

jp    paris
o meu povo sujamos luanda;agora querem fugir

LUANDA    
GOSTEI IMENSO DO COMENTARIO DO LUANDENSE ESTE NAO E INDIGENA SABE SABE ASSIM MESMO LUADENSE SOU DO HUAMBO ADOREI O SEU COMENTARIO

Anónimo    
Era uma boa solução.Tudo novinho em folha, sem vícios e viciados.

Anónimo    
Querem que eu resolva já o problema urbanístico e de requalificação da cidade de Luanda? É simples em vez de comprarem aos russos satélites, comprem uma bomba atómica.E comecem do zero.Limpeza radical, a começar pelos partidos.

jo    holanda
ainda nao acabarao com a fome com as doencas como colera paludismo e e esta a pensar e fazer uma cidade com metro ne metem o dinheiro e roubao e chega e soubra pra 5 cidades superiores a new york

nuno santos    Olhao, Portugal
tambem acho ser de atentar no bom exemplo de brazilia

Candombe-Velho ou Antigo    
Sou Mukongo genuino mais nao me simpatizo com este complexado e estupido Sita Burro , Comprado Jose. Go to hell stupid man

Kandingolo    Faro Portugal
Tomem juiso. Vejam Brazilia.

Frangote    Viana
Voce senhor ministro com a tua cupula como vivem ai no palacionao querem saber do povo da malta(povo). Pra uma boa governacao e coordenacao precisamos de uma nova capital onde funcionara o novo governo de Angola moderno. Nao se ilude. Voces tenham cuidado com as eleicoes. nao fiquem mais malucos se perdrem o poder. Pronto.......pense bem nisso e transmita aos fieis desta nacao.

Anónimo    Luandense
oh Joca nao sei es burro ou es parvo. estacionamentos interiores = parking de estacionamentos DENTRO dos predios, entendeu o queres que te faca um desenho?? O que esta em causa nao e facto das pessoas terem criados galinhas e porcos no apartamentos, nao e facto das pessoas terem conservado mal as casas em que vivem ate porque se este fosse o verdadeiro problema a solucao seria mais facil...ve se entende de uma vez por toda atrasado mental..o que esta aqui em causa sao as infrastruturas(predios, vivendas, aeroporto etc) que foram construidas pelos tugas...esses predios todo de luanda sao um amontoado de lixo de betao,sao predios que revelam a falta de inteligencia dos arquitectos tugas, ouve muido estamos em 2007 e Luanda foi feita a pensar em 1960...aquilo tudo tem que ser deitado abaixo e chamar arquitectos ingleses, americanos, canadianos para dar uma ajuda...por favor portugues, brasileiro e chines nao!!! O proprio tuga so abriu o olho em materia de construcao quando entraram na UE e tu pensas que eles fizeram alguma coisa de jeito em Angola? Idiota ja tiveste na baixa de Lisboa???? ja tiveste no Rossio, Mouraria,Bairro Alto, Graca etc???? Entra numa casa nestas areas e veras...aquilo la e muita burrice junta, muito lixo de betao junto. Ve se sai do cazenga viaja um pouco, nao vai pra Portugal ou Brasil p'ra seres aldrabado com pouco, vai p'ra ondes os pulas trabalham a serio Canada, USA, England etc. Quanto ao outro burro ai em baixo que se dirigiu a min (so pode ser tuga) so tenho a te dizer isso: Voces tugas sao tao burros que levou 4 meses a descobrirem que os pais da madeleine sao os principais suspeitos no desaparicemento dela LOL liga a CNN, BBC, FOX pra veres como se riem de voces brancos atrasados...e esse tipo de inteligencia que os nossos governantes herdaram de voces.

Eduardo Mondlane    Luanda
Um dos principais culpados do que aconteceu tanto a Moçambique como a Angola é um portugues sim: Chama-se Rosa Coutinho, e só fez porcaria na política. Os Portugueses detestam-no, como creio que os nossos irmãos angolanos também. Neto detestava este homem que só fez coisas más...

Joca para o anonimo luandense    Cazenga
O que sao estacionamentos interiores? Essa parte nao compreendi. Depois foi o Tuga o culpado da guerra que o MPLA moveu contra os outros Paritdos politicos em 1975 que fez com que milhares de pessoas fugissem das suas provincias e se viessem amontoar numa cidade sem capacidade para os absorver? Pessoas sem habitos de educacao e higiene a viverem em predios e moradias a que nao estao acostumados sabe o que da? O que deu. Partiram tudo, ate os corrimoes dos predios arrancaram. Criaram porcos e galinhas nos predios e a culpa e do tuga? Ja leu o "Quem me dera ser onda" do Rui Monteiro? E o culpado e o tuga que foi obrigado a abandonar o pais ou nos que nao soubemos conservar aquilo que levou anos aos tugas para construir? Nao me faca rir sei i.d.i.o.t.a.

Radio maquela do zombo ...... Vova    
Deixa de guerra civil no nete. ser zaza o mwangole é igual. esse animal la ensima na foto so venho mais animar o Jornal de angola, muitos adoraram as sua palavra mais saiba que é uma propaganda. eu digo porque nao dependo muito da ango-noti por ser pobres da noticia piore de muito site de angola, este jornal serve para comentar e ler algums comentario de algums Angolano intectual, nao os comentario como do Ca-brao do Nick da Holland que o grande lutador da lingua Tuga. Quem quer saber de Angola como os petrole esta servir o ZE e o seu Klan. ve este image do reporte do jornalista alemao: vai no google escreve.....Angola, le pétrole et la misère o pode escrever em alemao : Reiches Land, Armes volk. esse reporte é do ano passado 2006, isso so fala de Angola ate monstraram os beco e os beneficiario do petroleo... uma reportage que vai te abrir mais olho. mais cuidado esta em frances e alemao, so tenho pena dos angolano que domina so uma lingua Tuga, a muitas coisas boa das realidade de Angola notras lingua, esquece dos site portugues brazileiro é pobre.

Mumbembe    10000000 Uíge falso vai a terra
Pois Luanda cresceu anarquicamente,os terrenos sao vendidos nos becos,ou melhor no Roque S.muitos tornaram cobradores de renda das casas de chapa(barracas)o Governo, parece que nao existe. Luanda recebeu investimento em bilhoes durante a guerra. O Mpla nem conseguiu contruir os seus bureau de trabalho.No Jamba do Savimbi ide, a Unita ofereceu bilhoes para defender-o, no fim Jamba é uma aldeia esquecida. Agora, onde está o dinheiro para contruir novas cidades capitais? Pois nós no Uíge precisamos um novo Uíge= Toquio.Esses Governos pobres vao encontrar dinheiro aonde?

1000000000% uige    
Xe mumbembe armado em Angolano o que, por sima te chama de zairense pelos Shungu, metira o nao, digala nunca alguem de considero de Zairense, eu ate nao me vergonha se me chamar-me de zairense o mandar-me voltar ao zaire, voltar ao zaire o nao é igual´para mi. seja angola o zaire nenho povo deste pais vive ao outro nenho governo deste pais cuida do seu povo, nenho systema social deste pais funciona, nenho estado deste pais é democrata, ninguem nestes pais bebeficia dos recuso natural de nao ser as mesma moda os politico, tu me manda ao zeire sem da conta todo uige é considerado de zairense, MUMBEMBE ZOBA deixa de vergonhar os MUMBEMBE. nyangala kata, mendre, Dinda.

Para o anónimo Luandense    
Sabes que é muito fácil para mim provar quem é mais burro não sabes? ou será que ainda és mais burro que os burros que não consegues ver quem é realmente o mais burro?

Huambo    Huambo
É MUITO BOM ISSO QUE PENSAM E DIZEM, POIS QUE ANIMA O POVO MESMO COM A CERTEZA QUE NADA HA-DE MUDAR EM LUANDA. HOJE AINDA HÁ CADA VEZ MAIS GENTE PROCURANDO POR MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA E LUANDA É A UNICA CIDADE QUE PODE OFERECER ISSO SEM MUITOS PROBLEMAS, QUERO ROUBAR LUANDA TEM PESSOAS PARA SEREM ROUBADAS, EM FIM, POR ISSO É QUE NÃO VAI HAVER NEM UMA LUANDA QUE OS GOVERNANTES UTOPICOS DIZEM POR ALI.AGORA SE TODAS AS CIDADE CRESCEREM E PODEREM CRIAR OPORTUNIDADE DE IMPREGO À TODOS

Anónimo    
Parabéns pelas ideias do entrevistado. Pelo menos há ideias coerentes e que são uma boa base de trabalho. O problema de Luanda é igual a muitas outras cidades, sobretudo de África. As infra-estruturas que havia antes da dipanda eram más e mínimas. Luanda cresceu imenso com os deslocados da guerra. Já havia musseques antes da dipanda e falta de esgotos, de electricidade e de água potável e não havia plano de ordenamento. Com a guerra tudo se agravou. Agora não é fácil alterar. Basta olhar para outras cidades de África e da Ásia e até na Europa para ver que têm os problemas que Luanda enfrenta e não é fácil mudar. Mas algo está a ser feito, novos locais de habitação como a Luanda-Sul e é preciso encorajar.

rigoberto mugade    harade
témo qué ter novo capitar nu banda. sô acim vamu andár prá cima angola. qurémus capitar novu sináo vamus quebrá tudô e neim subrará ouvu.

Anónimo    Luandense
A solucao para os problemas de Luanda realmente e mudar de capital, nao nos arredores ou nas imediacoes de Luanda. A nova capital tem que ser longe de Luanda(As minhas preferencias sao Huambo e Bie). EM QUE MEDIDA A MUDANCA DE CAPITAL AJUDA LUANDA? Luanda e uma cidade a precisar de grandes obras de reconstrucao e essas obras so podem acontecer se a grande parte do excesso da populacao de luanda deixar a cidade e forem atraidas para outro local (nova capital). 90% dos edificios residencias e casas tem que ser demolidos, porque? Nao oferecem as minimas condicoes de seguranca, bem estar, accessibilidade, conforto e claro nao obedecem os minimos requisitos da construcao internacional. Luanda e uma cidade que nao foi construida a pensar no futuro, o colono tuga nao teve e nunca tera visao para ver alem do que pode ver. Herdamos do colonos edificios que ocupam grandes areas da superficie sem serem funcionais, alguem imagina predios sem estacionamentos interiores hoje em dia??? pois e, o tuga nunca pensou nisso. O que e que os estacionamentos interiores tem haver com alguma coisa?( sei que algum tuga burro vai perguntar isso) Ora bem, com a cidade em constante crescimento como e o caso de Luanda a falta de estacionamento interiores aumenta siginificativamente o trafico diario, que por sua vez faz com que o transporte de pessoas e bens torna-se bastante lento que por sua vez afecta a produtividade de empresas que por suas afecta o PIB do pais. Podia dar mais exemplos mais fico por aqui

Luiz Araújo    
investir no ser humano que faz a cidade é a principal necessidade a ser satisfeita. A cidade é a interacção de vários sistemas com metabolismos concretos. A pobreza da maioria da população é o efeito de disfunções da economia angolana durante muitas décadas e tem sidoo elemento mais determinante da forma como se vem dando o crescimento de Luanda. A esse elemento associação a inadequação do sistema administrativo prevalecente e que, com pouquissimas alterações registadas, é essencialmente o mesmo do tempo do mono partidarismo, seja uma administração de partido-Estado que entre outros efeitos nocivos para o desenvolvimento da cidade bloqueia o acesso à legalidade da posse da terra e da habitação aos mais desmunidos da nossa sociedade e que são quem produz mais espaço urbano, fazendo assim como o têm vindo a fazer.

Mudar a capital de Angola    
Soyo foi uma grande capital, a capital do ex-reino do Congo, onde todas as decisoes eram tomadas e onde os estrangeiros resolviam todos os assuntos, incluindo dos outros reinos vizinhos. Soyo era a sede da politica dos bantu de Angola. Quando os brasileiros a mando de Portugal, mataram o ultimo rei do Congo, D. Antonio I, a primeira decisao que tomaram, foi mudar a capital Soyo, para Luanda, para que o Soyo perdesse a importancia politica que tinha no contexto internacional. Assim, Soyo foi desaparecendo e chegou ao estado que todos conhecemos bem. A estrategia de fazer uma nova cidade capital de Angola, basea-se na mesma estrategia politica do passado. Se Luanda perder a importancia politica, no contexto internacional, as queixas da campanha eleitoral da oposiçao entram em falencia, porque Luanda neste momento é um caos que prova o desleixo do governo. Lixos nas ruas, buracos, casas estragadas, desalinhamento, excesso de populaçao, falta de agua, luz e saneamento, sao as principais armas contra o governo, durante as campanhas. Com a nova capital, essas armas desaparecem de imediato. Beijinhos

Mumbembe    
Este 10000 Uíge nao entende portugues,o cota CITA JOSÉ tinha que fazer a entrvista em KIKONGO. Nao envergonham só a nossa provincia. O Sr. Sita fez um esclarecimento vital e claro até deu emocao e esperanca. Quem nao entendeu é melhor voltar no Zaíre.Talves vives ainda fora, te informa bem sobre a Barragem de Cambambe

que burrice!!!    
Construir uma capital nova ou fugir dos problemas que a cidade de Luanda levanta neste momento? as dificuldades das pessoas continuaram. Sou do mpla mas, este governo tem muitos kotas de outros tempos e não percebem nada de economia de mercado.È necessário estratégia e um projecto ecomico/social/financeiro para a nossa terra.Precisamos de gente jovem e bem formada.Viva Angola !

1000000000% uige    
Ate o mesmo jornalista mostro mesmo que é de JA, entrevista fraco do premio Maboque, nada pergunto da problema serio que o povo de luanda vive, desgota, lixo, ruas sem nome, bairo sem posto dos correio, hospital, agua, luz e escola, fugiu das perguntas serio, a criacao do novo capital foi semplemente uma musica do sr ZE para da mais outra esperanca no povo que vai fazer algo, isso é uma politica moderna para permanecer ate 2015 como o homens sonha, esquece da nova cidade esse é um progeito loco, se a barage de cambambe ja leva quase 23 ano nunca acaba,

Joca Mangope    Cazenga
Nao era Ministro, era o Vice Ministro da Ciencia e tecnologia Pedro Teta que disse que Angola se estava a preparar para usar energia nuclear no futuro. E disso que precisamos, homens com visao e muita labia.

Joca Mangope    Cazenga
Ja agora, depois de contratarem o Sir Norman Foster para a ponte de Cabinda, sera que vao parar por ai? Ou vao contratar os Norte Coreanos ou os Iranianos para enriquecerem o uranio que vai ser usado nas nossas Centrais Nucleares? Se nao estou enganado ja veio para aqui um Ministro falar disso! E por isso que amo o meu pais, sempre a acompanhar o desenvolvimento e as novas tecnologias. O nosso problema e so mesmo a luz. Mas com os Reatores Nucleares tenho a certeza que isso vao ser ultrapasado. Forca Angola!

Joca Mangope    Cazenga
Onde e que foram buscar a noticia que circulou aqui neste site a algumas semanas de que o grande arquiteto Oscar Niemeyer de 99 anos de idade (100 em Dezembro 2007) tinha aceite um convite do Governo de Angola para projectar a nova cidade de Luanda? Alguem anda para aqui a contar "historias da carochinha". E a ponte do Brandao (Cara dele parece nada!) que vai ligar o Soyo a Cabinda? Quem vao contratar? Sir Normam Foster?

RMSP    Portugal
Reabilitar a cidade de Luanda e zonas periféricas só com rigor urbanístico, aqui demonstrado na entrevista, gostava que acontece-se o mais breve possível, para ver a cidade de Luanda respirar arquitectura saudável com avenidas arborizadas e infraestruturadas, força Governo de Angola, um Abraço a Todos os Calcinhas e a todos os Angolanos.

Muana angola sofre    
so gostei o nome do sr sita ele é puramente angolano o seu nome é da origem angolana ,nao criolo.