Comunidade angolana on-line (By Angola Acontece)
«Angola melhorou bastante em seis anos de paz» Jornal de Angola
A directora adjunta do Gabinete para os assuntos da África Austral do Departamento de Estado norte - americano, Elizabeth Pratt, reconheceu haver melhorias em Angola em seis anos de paz.
P– Quais os principais objectivos da sua visita a Angola?
Elizabeth Pratt – Vim para uma visita exploratória, para compreender a melhor forma de alargarmos as relações bilaterais. Queria, também, perceber melhor o trabalho que a missão norte-americana está a realizar no sentido de nos ajudar a alcançar os nossos objectivos, enquanto estivermos a trabalhar no Departamento do Estado, em Washington. A minha vinda serviu, também, para transmitir os agradecimentos da secretária de Estado, Hillary Clinton, ao Governo e ao povo angolano pela forma como foi recebida e tratada em todos os eventos em que participou cá. Foi uma visita extremamente positiva para os Estados Unidos.
P – Que avaliação faz das relações entre os dois países?
R – Estamos bastante satisfeitos com a expansão das relações bilaterais. As visitas, tanto a do ministro das Relações Exteriores, Assunção dos Anjos, em Maio, quanto a da secretária de Estado Hillary Clinton, a Angola, em Agosto, reflectem a vontade dos dois países expandirem estas relações.
P –Qual o entendimento que há nos EUA sobre o papel de Angola na África Austral?
R-Esperamos que as nossas relações cresçam cada vez mais, porque, à medida que isso acontece, os dois países também evoluem. E temos de trabalhar para que este crescimento beneficie os dois povos. Por isso, estamos a criar uma parceria estratégica no sentido de termos uma comissão de consulta, para discutirmos assuntos de interesse comum. Em 17 de Novembro vamos assinar, em Washington, um memorando de entendimento que vai consolidar as relações bilaterais. Esta é uma iniciativa da secretária Hillary Clinton e vamos tentar desenvolvê-la com o Governo de Angola.
P –Quais as áreas fundamentais a serem discutidas em Washington?
R– Vamos explorar questões de interesse comum, nas áreas de energia, segurança, segurança alimentar, agricultura e educação. São os temas gerais que vamos tratar, mas temos outros assuntos importantes a serem discutidos.
P –Que importância Angola tem para os EUA?
R – Angola é um país muito importante para os EUA. Na questão energética, por exemplo, os 12 milhões de barris de petróleo que importamos todos os dias, 4 por cento saem de Angola, que se tornou no primeiro produtor africano de petróleo. Estamos, também, a procurar energias sustentáveis e outros aspectos relacionados com a produção energética. Queremos trabalhar no sentido de minimizar o impacto da exploração energética no ambiente. Em Novembro, em Washington, vamos ter um encontro alargado, não apenas com funcionários do Departamento do Estado, mas com pessoas ligadas aos assuntos de energia dos dois países. A nossa perspectiva é ouvirmos o que os angolanos querem e, a partir daí, podermos mover a cooperação, com base no que são os objectivos de Angola combinados com os nossos.
P –Depois da visita do presidente José Eduardo dos Santos aos EUA, ainda na administração do Presidente Bush, e, agora, da deslocação do ministro Assunção dos Anjos a Washington e da Secretária Hillary Clinton a Luanda, qual é a imagem que se tem de Angola nos EUA?
R– Muitas pessoas não compreendem como Angola é importante para os EUA, mas acredito que, com o desenvolvimento das relações, comecem a compreender que é um parceiro altamente estratégico. Com o desenvolvimento das relações, vamos, também, poder projectar melhor a imagem de Angola.
P –Que perspectivas para a cooperação, tendo em conta o esforço que os Governos dos dois países estão a desenvolver para ampliar as relações?
R – Gostava de ter uma bola de cristal para responder com bastante precisão à pergunta. As relações estão a crescer cada vez mais e notamos, também, um crescimento e uma abertura maior quanto à democracia e à boa governação. Agora está a decorrer o debate sobre a Constituição. Isto é muito importante, porque vai estabelecer a base da fundação do Estado angolano, no futuro. Temos acompanhado, com bastante interesse, estes debates sobre a Constituição.
P –Que avaliação faz do nível dos debates?
R– Não cabe à Comunidade Internacional avaliar o processo angolano, mas aos angolanos decidirem que Constituição querem. Claro que temos bastante interesse em seguir este processo e encorajar os angolanos para que, no futuro, quando o processo estiver concluído, o povo angolano possa dizer: esta é a nossa constituição e é assim que nós a queremos.
P –Qual tem sido o impacto das ajudas dos EUA a Angola?
R – Uma das nossas atenções está direccionada para o apoio ao sector da saúde. Temos um grande programa sobre a malária, outro sobre o HIV/Sida e existe, ainda, um programa de tratamento de água para reduzir a mortalidade infantil. O produto, denominado Certeza, é vendido a preço acessível à população para que todos tenham acesso à água potável. Estes programas são a nossa contribuição para um ambiente mais saudável em Angola.
P –Qual a estratégia dos Estados Unidos para a segurança em África?
R– Centralizamos as nossas atenções na estabilidade, trabalhando com os governos africanos. Estamos a desenvolver oportunidades de treinamento para forças de manutenção da paz, defesa das fronteiras e das águas territoriais. No fundo, o que queremos é ajudar estes países a unirem-se para manter a paz.
P –Quais os programas que estão a ser desenvolvidos em Angola, no capítulo da segurança?
R – Estou pouco familiarizada com os aspectos específicos dos programas, mas posso dizer que, dentro da cooperação militar, temos acções relacionadas com o HIV/Sida. É preciso realçar que, na nossa cooperação militar, não apenas em Angola, trabalhamos em áreas educacionais. O exército norte-americano não vai apenas para observar e aprender, mas, em conjunto com outros exércitos, desenvolvemos toda a envolvente da técnica.
P –Como é que os Estados Unidos encaram a situação dos conflitos na Somália, no Sudão, a instabilidade crescente um pouco em África?
R– São situações diferentes e têm um historial diferente. O nosso objectivo é encorajar a estabilidade. Queremos que a situação humanitária seja respeitada para evitar o sofrimento da população. Isso aplica-se no Sudão, na Somália ou em qualquer outra parte do mundo. Estamos a trabalhar com a União Africana para negociar acordos de paz. Enquanto procuramos a estabilidade, avançamos com programas de ajuda humanitária e apoio nas missões de manutenção da paz.
P –No ano passado foi criado o Comando Norte-Americano para África, o AFRICOM. Até que ponto está envolvido no apoio à estabilidade em países como a Somália e o Sudão?
R – Estamos a trabalhar em missões de manutenção de paz em Mogadíscio e no Sudão e, também, na segurança alimentar. Trata-se de uma situação complicada, extremamente difícil de resolver porque há muitos protagonistas e os conflitos ultrapassam as fronteiras. Mas tentamos manter-nos empenhados, negociando a paz e apoiando nas questões humanitárias.
P –Por que razão só agora os dois países se viram para o reforço da cooperação, com assinatura de acordos e memorandos de entendimentos?
R – Tivemos um acordo idêntico no fim dos anos 90, na altura com a Administração Clinton, e temos uma comissão bilateral de consultas. Exploramos muito os assuntos de interesse comum. As novas formas de diálogo são diferentes, mas o conceito é idêntico. Com esta nova Administração, vemos o que foi feito no passado, melhorando o conceito de diálogo e de trabalhar em conjunto, para identificarmos os desafios que Angola enfrenta. Os desafios de 1990 são completamente diferentes dos que os angolanos enfrentam hoje. As coisas em Angola melhoraram bastante e a guerra acabou. Esta é, provavelmente, a maior mudança. Vamos construir as nossas relações com base nesse pressuposto.
P –O facto da Administração Obama ter duplicado as ajudas para HIV/Sida e a malária reflecte um maior empenho do Presidente Obama com Angola?
R– Quando o Presidente Obama visitou África, delineou, no Ghana, a política da sua Administração em relação ao continente. Os seus objectivos são, precisamente, fortalecer a democracia, a boa governação e encorajar o comércio e os investimentos, além de dar maior importância à saúde. Todos estes aspectos são desenvolvidos a partir de pressupostos construídos no passado, com objectivo de criar oportunidades de emprego. No fundo, queremos empenharmo-nos profundamente numa perspectiva de parceria. A secretária Hillary Clinton disse na sétima cimeira Empresarial Bianual EUA-África do Corporate Council on Africa que os EUA pretendem ter com África uma cooperação de parceria e não uma relação de patrão e empregado.
O próprio Presidente Obama convidou, em Setembro, os Chefes de Estado africanos que estavam em Nova Iorque, para um almoço, onde abordou a segurança alimentar, o investimento e o comércio. Um dos grandes assuntos em que ele tem bastante interesse é a segurança alimentar e a agricultura. Sei que Angola tem uma tradição forte na agricultura e, neste sentido, podemos ajudar. Temos de olhar para as oportunidades de desenvolvimento e no comércio.
P –A crescente influência da China em África, particularmente em Angola, preocupa os EUA?
R– As nossas relações só têm a ver com Angola e com os EUA, não com a China. As relações têm muito a ver com o que os Governos soberanos de África pretendem.
P –Que avaliação faz da sua visita a Angola?
R – Foi muito positiva. Encontrei-me com os membros da Comissão de Relações Internacionais da Assembleia Nacional e com a coordenação da Comissão Constitucional, que nos elucidaram sobre o trabalho que está a ser feito em torno da nova Constituição, o processo de debate e como os angolanos se vão movimentar em relação a este assunto. Tivemos, também, reuniões no Ministério das Relações Exteriores que me ajudaram a perceber melhor a política interna e externa do Governo angolano, o que foi muito importante para mim. Encontrei-me, igualmente, com o presidente da UNITA, Isaías Samakuva, e com outras personalidades angolanas. Ao longo dos dias que cá passei, tratamos, principalmente, de questões sobre a edificação da democracia. Tenho pena de não poder viajar para fora de Luanda porque os desafios que essas regiões enfrentam são diferentes dos da capital.
P –Depois destes encontros, que avaliação faz da forma como o processo democrático angolano está a ser conduzido?
R – É um processo longo. Uma das nossas questões foi saber quando é que se realizam as eleições presidenciais. Às vezes, gostávamos que as coisas andassem mais depressa, mas compreendemos que qualquer processo do género tem vários protagonistas. Quero encorajar os angolanos a participarem mais nos debates sobre a nova Constituição. O importante é que o processo está em marcha e o que dele sair vai ser muito importante para todos os angolanos.
P – Que mensagem deixa aos angolanos?
R – Que apostem na educação, criem emprego e tenham uma política virada para as necessidades sociais do povo.
26 Oct 2009
Fonte:Jornal de Angola [Comentar]
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Comentários
Anónimo soft@voice.com
É isso aí gente. Os americanos estão chegando. Aliás, não foi à toa que construiram a melhor embaixada de Angola, com sistemas que nem o JES tem. A mais estratégica era a antiga embaixada inglesa, que já era... Acho bom que oa americanos colonizem angola em vez dos chineses. Para Angola é muito melhor pois trará alguma organização ao país e reduzira, em parte, a corrupção - a maior do mundo em todos os escalões do governo! A lei americana impede que seus investidores ajam com corrupção. Mas corrupção é um virus mundial e as companhias de petróleo americanas para atingirem seus importantes objetivos em Angola não podem deixar de pagar aos graúdos do governo angolano. Ainda assim a corrupção deve diminuir. Vai ser bom para Angola e para os angolanos. Deve propiciar grandes investimentos em outras áreas e no caso de petróleo, diminuir o risco de independência de Cabinda, que como sabemos, caso o JES desalinhe, a Europa e os US declaram Cabinda independente num piscar de olhos. Mas o JES já é sócio dos americanos - família Bush - neste ramo e está satisfeito. Alguns tratados deverão ser assinados para a garantia dos investimentos americanos. Os tugas, brasileiros e chineses não tem a mesma preocupação estratégica que os americanos, pois são mais atrasados. Os sovieticos tinham. mas na parte política e não economica e ficaram satisfeitos com a "venda" do monumento sputinik e com os "arranjos" da missão Kopelika em moscovo. Gostei da entrevista e vai dar certo a inundação americana. Vai mudar a mentalidade tacanha herdada dos tugas. Melhor que uma inundação dos chinos, que em poucos anos exportariam mais chineses que toda a população angolana ( aChina só tem mais de mil milhões de habitantes e 20 milhoes de expatriados chineses é nada). Resta saber como os americanos vão se comportar com a grana que Angola doa a Cuba a título de compensação pela guerra e como ficará a burrada monumental que o governo angolano fez entrando, desnecessariamente, para a OPEP que agora limita as exportações do petróleo angolano. Angola tem que resolver logo este problemão - peça ajuda aos consultores estrangeiros - pq. os novos poços de exploração vão entrar em funcionamento em breve e ninguém investe se não puder obter os frutos do investimento. Isso é tão sério que talvez pela primeira vez o JES estará ameaçado de ser substituido
caissary yetu caissaryetu@gmail.com
angola melholrlolu porque há cada vez mais europeus a sairem de angola coml muito dinheiro. até as eleiçoes ajudarem a dar um jeito para o eme ter maioria absolutla.
qdo vos feicham a porta falam mal do sistema, agora nem uma palavra de repudia.
interesseiros!...
Mabiala bav_mabiala@yahoo.fr
Meus Deus se Angola melhorou,porque é que nos deixem em paz,queremos a nossa terra livre é independente;falo de Cabinda minha terra que nunca sera Angola.
Anónimo Algures no litoral de Angola
"Que apostem na educação, criem empregos e tenham uma política virada às necessidades sociais do povo". Necessidades sociais do povo: CASA PRÓPRIA, água, saneamento básico, energia, salário compatível ao nível de vida e... Governantes façam a vossa parte (e bem) que nós estamos a fazer a nossa. Dêem-nos o que nos é devido!
O muata da paz UK
Nao falen mal da senhora, ela nao esta a par da realidade, ela so viu papeis e predios en Luanda, a aldrabice do MPLA. Os estrngeiros nao saben do que se passa realmente en Angola, a casa dos pobres que lhe mostraran pertencen ao complexo Nova Vida, nosso gverno e terrivel e ademais Angola e un bom doador de Petroleo para USA, e futuramante estara entre os primeiros na doacao de Gaz. Obrigado
Anónimo
è uma vergonha, angola melhorou gente a passar fome, doenças, nao a qualidade de vida em angola. esta senhora recebeu ums dolores a mais
Angolano 100 Pátria
Já vendemos angola para portugal, china, brasil e agora para os estados unidos. Por favor, comprem o nosso presidente.
Revolucionario seinycatoca2007@hotmail.com
A senhora esta maluca, procurem uma psiquiatria urgente
Anónimo
só se melhorou para o bolso de meia duzia de corruptos da governação desse pais e seus compassas pq para o povo nada melhorou
huambo a subir
este pais de que falam tanto só esta a melhorar para alguns e estes são os que acham que foram escolhidos poe Deus para govenar, mas isto não é verdade e um dia vai acabar, imaginem lá vocês como anda a unitel esta cada dia que passa controla a telefonia movel do pais como abutres altrozes não se admite o que esta a acontecer é que não dá mais até para fazer um unico telefonema, liga-se para o destinatário certo e responde outro até ocasiões que o telefone fica mudo e o saldo, lá se vai, assim não dá, o senhora Isabel dos Azares deixa de ser a rainha dos abutres e seja mais amiga do povo estão a deixar os pacatos cidadãos sem dinheiro porque a cada dia que compram um cartão de saldo este automaticamente acaba sendo mal usado porque a unitel é robotel.
ADALBERTO bebet@live.com
ESTAS A BRINCAR SENHORA SE E QUE POSSO TE CHAMAR DE SENHORA...OU PREFERES BRUXA E LADRA AO MESMO TEMPO?
Kunda Luanda
Conversa para boi dormir , melhorou foi o teu C*, A GENTE SEM AGUA LUZ PÃO , LIXO NAS RUAS AGUAS PARADAS , DESEMPREGO E VOCE VEM AUI COM BABOSEIRAS
Anónimo
SHUT FUCK UP BITCH,IS IT YOU WHOS GONNA TURN AROUND AND SAY THIS COUNTRY IS A RABISH,GET FUCK OUT OF OUR COUNTRY
princess
A Senhora e cega o que???
LOMA LAUANDA
DESCARAMENTO MINHA SENHORA.....NÃO LHE FALTA!
luiz fernando maximiano lfmaximiano@ig.com.br
Melhorou em que sentido !? Aumentou a distribuição de renda (salários) e empregos em quantos por cento !? Aumentou o saneamento básico!? Diminuiu o preço de um pé de alface de USD50, para quanto !?
Aumentou a oferta de alimentos básicos com diminuição dos preços!? Leite, carne bovina, aves , cereias, legumes e hortaliças !? Aumentou o saneamento básico das cidades !? Tem energia elétrica suficiente para iluminar as residências, as ruas, as praças, os hospitais, e os edifícios públicos!? A quantidade e a qualidade da água melhorou !? Os transpostes coletivos estão melhores ou ainda se anda de candonga, e a pé !? A medicina preventiva (vacinas, tratamento de água e esgoto) melhoraram !? As pessoas já podem tomar banhos de chuveiro a hora que quiserem. A educação básica está melhor !? Quanto custa uma refeição simples !? Diminuiu o número de famílias que dominam a extração de diamantes e outras riquesas do solo angolano !?
Querem enganar a quem !? Blá, blá, blá, blá.
Anónimo
.....mais uma ladra americana, em Angola.
GTO A.M. DALA -institutgamdala.blogspot.com gilbertdala@yahoo.com.br - Brasil
Acesse o institutgamdala.blogspot.com e participe já da campanha ‘’ ELES PRECISAM VESTIR’’vamos ajudar a vestir os Angolanos expulsos da Republica Democrática do Congo, pois esse gesto solidário seu e muito importante, pois estamos arrecadar roupas aqui no Brasil para poder enviar para Angola. Certo de sua compreensão e atenção em se solidarizar com esta campanha DE SUA CONTRIBUICÃO E QUE DEUS CONTINUE ABENÇOANDO E ILUMINANDO SEU CORAÇÃO
Anónimo
o teu patrão também é makako... por isso estás em casa
Angolal no Ecziste
Hum,Importante ein(..) por causa do cumbo
Na escola que andas te eu fui professor kiakiakia
Angolano do Bié pra qué?
isso é tudo um jogo de interesses onde é que andavam quando estavamos em guerra?agora que estamos bem estão a vir com esses truques de ajuda para comer os nossos diamantes e beber o nosso petroleo para depois nos deixar na divida.abram os olhos angolanos...