By Angola Acontece

Estádios do CAN estão concluídos Oct 2009




"Postal por escrito: Luanda", pela mão de um brasileiro

Ninguém vende chiclete nos engarrafamentos de Luanda. Mas se você quiser comprar tábua de passar, antena de TV, calcinha, relógio de parede, faqueiro ou sapato, é só esperar. Enquanto o trânsito estiver parado – e aqui a hora do rush vai das 8 da manhã às 8 da noite – sempre vai aparecer alguém para vender o mosquiteiro, o cinto, o abajur e a cueca que você estava precisando.

Com sorte, você leva para casa ventilador, três em um, toalha, churrasqueira, benjamins, óculos de grau e a Caras da semana, sem jamais se incomodar em achar uma vaga para estacionar.

Você pode se chocar com a pobreza de um lugar em que todo mundo parece viver de vender alguma coisa na beira da estrada. Ou você pode admirar a vitalidade e a capacidade de um povo que inventa uma maneira de sobreviver entre os escombros de uma guerra que durou quase os 30 anos da existência do país. No meu caso, depois de quatro dias tentando encarar tudo da maneira mais otimista, de repente me vi caído na mais profunda depressão. Mas daí pedi um pudim de sobremesa e passou. (Lição: nunca faça regime em países em fase de reconstrução.)

Não há turismo em Angola – os estrangeiros que estão por aqui, aos montes, não vieram a passeio. Se eu ligar para a recepção do hotel e pedir um táxi para ir à praia, a recepcionista vai achar graça. Mas tão logo haja a mínima estrutura (daqui a três, cinco, dez anos?), não tenho dúvida de que os turistas vão começar a aparecer. A situação de Luanda é belíssima: a cidade fica à beira de uma baía que mais parece uma lagoa, protegida do mar aberto por uma peninsulazinha longa e bastante estreita que o pessoal aqui chama de "Ilha de Luanda". Ao longo da baía corre uma avenida que me lembrou muito o Malecón de Havana, com alguns prédios muito bonitos da época colonial e um forte encarapitado num morro (não há cidade colonial portuguesa sem morro).

A região da Ilha é o playground da cidade, com praias públicas extensas e – preciso deixar claro que a-do-rei isso – pequenas praias particulares, servidas por restaurantes muitíssimo bem montados, freqüentados pela elite angolana e pelos "expatriados", que é como são chamados os gringos (portugas incluídos) por aqui.

Assim como no Brasil, a pobreza é evidente demais – basta sair da região central que a cidade vira um interminável "musseke", o termo kimbundo para favela. Ao contrário de nossas cidades, no entanto, a riqueza (ou a falta de pobreza) se esconde por trás de fachadas decrépitas e muros sem pintura. Deve ser mais ou menos como as ruas: a aparência pode ser lamentável, mas o engarrafamento é de jipões japoneses com ar-condicionado (OK, dividindo o que restou do asfalto com um exército de vans-lotações caindo aos pedaços).

Saindo da beira-mar (onde fica a parte antiga) em direção ao interior, a cidade apresenta um layout muito interessante, com avenidas largas e muitas rotatórias. Embora o socialismo instaurado com a independência já tenha dado lugar a um capitalismo pragmático, aqui e ali ainda se notam resquícios da era pró-soviética – como as avenidas Lenine e Ho Chi Minh, o cinema Karl Marx e a implicância da polícia com qualquer pessoa de posse de uma câmera fotográfica. Arquitetonicamente, a cidade (assim como aconteceu com Havana, perdoe a insistência) parou na época da revolução – no caso de Angola, em 1975.

Se por um lado o Estado nunca teve dinheiro para a manutenção dos prédios residenciais que já existiam, por outro lado também não conseguiu enfear a cidade com a horrorosa arquitetura institucional comunista. Dificilmente, no entanto, Luanda vai escapar agora da horrorosa arquitetura corporativa capitalista – os arranha-céus vêm aí.

Descontados os problemas de infra-estrutura (os elevadores que pararam de funcionar há 20 anos, os cortes freqüentes de luz, o caos do trânsito, a necessidade de visitar supermercados de todas as redes para fechar a lista de compras), os "expatriados" não vivem mal, não. Há bons restaurantes – o melhor deles é o Bahia, do qual Flávia Virgínia, uma das filhas de Djavan, é sócia –, um clube noturno muito bacana, o Palos, e os ótimos bares de praia da Ilha. A propósito, vai-se à praia em Luanda com um conforto e uma mordomia que nós só encontramos no Brasil em pousadas de altíssimo luxo à beira-mar.

O melhor desses clubes de praia, o Miami, faz todos os domingos uma Noite das Músicas com cantores e bandas locais. Domingo passado um dos convidados especiais foi um compositor-cantor-produtor chamado Heavy C. Com o porte do Ed Motta e a inteligência de um Eduardo Dusek, Heavy C é autor de letras satíricas geniais. Eu estava sem papel e caneta, de modo que não consegui anotar toda a letra de uma canção que começava com o verso "Eu quero ser um corno feliz", em que Heavy pede à namorada que lhe poupe de saber. Nem de "A higiene é um dom", sobre a tragédia de uma noie de amor prejudicada pela falta de asseio da companheira. Procurei por discos dele, mas não achei. Agora vou em busca de pelo menos um mp3.

O povo – e nós que vivemos no Brasil, decididamente, não temos moral nenhuma para criticar – não tem acesso a nada disso. Se falta luz para os ricos, falta tudo para os pobres. Mas já esteve muito pior, é o que todos dizem. Se hoje a guerra é uma desculpa para todos os males que ainda afligem o país, até 2002 a guerra era uma realidade de todos os dias. O problema mais visível da cidade é o lixo que se espalha por todo canto. Mas a se acreditar no que nos contam, há dois anos havia pilhas de lixo mais altas que os jipes. Se isso continuar a evoluir no mesmo ritmo, daqui a dois anos Luanda vai estar mais limpa que Zurique :)

Todo mundo adverte o tempo todo para o problema da segurança, mas não vi muito motivo. Como não existem táxis e quase não há comércio (o primeiro shopping ainda está para ser inaugurado), nenhum visitante tem possibilidade ou motivo para andar sozinho pela cidade. Ainda assim, com exceção de disputas entre flanelinhas para vigiar o carro (alguém por acaso nunca passou por isso no Brasil?), não vi nada que pudesse indicar um ambiente hostil. Na vida real, pelo que notei, o medo maior é o de ser achacado pela polícia.

Depois de muito insistir, acabei sendo levado a uma área normalmente off-limits (eu poderia dizer "vedada", mas off-limits é tão mais proibido, não é?) a estrangeiros: o Roque Santeiro, o maior mercado negro do mundo. São quilômetros e mais quilômetros de barracas montadas diariamente no alto de uma colina, onde se encontra de pasta de dente a metralhadora.

Existem quarteirões inteiros dedicados a artigos como jeans, perfumes, móveis e telemóveis (celulares). Lá dentro dá para ir ao cinema, jogar videogame, obturar uma cárie ou trepar em francês com putas importadas do Congo.

Por sinal, quase tudo no Roque (e em Angola) é importado – das Havaianas falsificadas na Nigéria aos sachezinhos de uísque fabricados na África do Sul.

Vende-se muita coisa produzida no Brasil. Cerca de um terço dos passageiros do meu vôo da South African de São Paulo para Joanesburgo era de muambeiros (muambeiras, sobretudo) de Angola. Em São Paulo, a fila do guichê de excesso de bagagem é quase tão grande quanto a fila do check-in. (Parênteses: é incrível que a Varig não esteja numa rota movimentadíssima como esta.) Entre Joanesburgo e Luanda, a South African coloca um Jumbão, juntando as sacoleiras que vieram do Brasil às que só foram até a África do Sul. No aeroporto de Luanda, o desembarque de bagagem dura quase duas horas. Cada muambeira traz cinco, seis malonas. Boa parte dessa mercadoria vem parar no Roque.

(Eu sei, você quer saber a origem do nome. Ouvi duas versões e ainda não decidi em qual acreditar mais. Uma vertente dá conta de que o mercado começou na época da primeira exibição da novela em Angola. Outros dizem que o nome vem do fato de sempre terem vendido muitos produtos brasileiros por ali.)

"Pode descer com a câmera, eu garanto". O segurança me pegou de surpresa. Eu tinha levado a máquina só para fotografar o mercado por fora. Já estava conformado em deixar o equipamento no carro. Claro que não precisei de nenhuma insistência para colocar a alça em volta do pescoço e me embrenhar com a minha Canon pelo Maracanã dos camelódromos. Tão logo começamos a descer – nosso grupo: dois brasileiros visitantes, um brasileiro residente, três seguranças angolanos – deu para ver que barra não era tão pesada assim. Quem pinta o Roque como um lugar apavorante certamente nunca pulou o carnaval em Salvador (naquele momento em que você resolve sair do bloco e precisa atravessar a pipoca). Eu posso imaginar vários outros lugares – a bilheteria do Pacaembu em dia de venda de ingresso para decisão, por exemplo – em que aqueles três seguranças se fariam mais necessários.

No início eu fotograva timidamente, sem querer enquadrar ninguém em primeiro plano. Mas de repente comecei a ouvir "Amigô, tira foto!", "Amigô, filma a minha barraca!", "Amigô, a minha também!". Se o resto do grupo não estivesse com pressa, eu poderia passar a tarde inteira fazendo lambe-lambe do povo do Roque.

Nossos guias acabaram errando a saída, e demos numa altura da avenida um pouco longe do ponto em que a van tinha ficado. Enquando procurávamos o lugar certo, eu aproveitava que estávamos no ponto mais alto do mercado e me postava em cada vão livre para tirar fotos daquela mar de barracas com o Atlântico ao fundo. Foi então que ele apareceu – o policial. Aos berros, ele dizia para um dos nossos seguranças (exatamente o que tinha dito que eu poderia levar a câmera) que era proibido levar estrangeiros ao Roque sem escolta policial – e terminamentemente proibido tirar fotografias. Eu olhava para a minha Canonzinha e temia pelo pior.

Ela não estava nem há seis meses na minha mão, tadinha. Pensei rapidamente numa maneira de fingir que estava apagando todas as fotos, mas ainda não aprendi sequer a manejar os botões certos, que dirá os errados. O segurança resolveu engrossar a voz com o polícia, e o resultado é que fomos parar todos na "esquadra" – um cercadinho com chão de terra batida que fazia as vezes de distrito policial. Ali, sob um sol senega... ops, angolano, eu fiquei bem uns 20 minutos com o kimbundo na mão, enquanto os seguranças chegavam a bom termo com os polícias. Não sei como se entenderam, não quero saber, e se soubesse, talvez não tivesse como publicar. O fato é que saí inteiro, de posse de minha câmera e cheio de fotos do Roque para postar. (Se bem que, assim em close, o Roque Santeiro não é muito diferente de qualquer feira que se possa fotografar nos grotões do Brasil.)

É divertido ouvir os angolanos. A elite angolana fala igualzinho aos portugueses. Já o povo tem um sotaque diferente – os nasais são agudos, espanholados (Luánda, Án-gola, páo, máe); alguns "e" e "o" são fechados (dêla, côla). Nos meus ouvidos autocentrados, eles soam como estrangeiros falando o português do Brasil. Mas a surpresa é quando cantam. Se a música for angolana ou portuguesa, o sotaque é português. Mas se o cantor ataca de música brasileira, o sotaque se torna carioca da gema, com todos os dji, tchi, amorrr e forrrrça a que se tem direito.

O Brasil é adorado por aqui. Quer dizer: graças à exibição diária do "Cidade Alerta" pela Record Internacional, o Brasil não é mais idealizado, mas é de qualquer maneira queridíssimo. A identificação cultural é enorme. (E não estou falando de candomblé, vatapá ou acarajé – coisas, a propósito, inexistentes por aqui.) É triste ver que o Brasil não esteja mais presente em Angola neste momento tão fundamental. Portugal será, na melhor das hipóteses, um bom padrasto – enquanto o Brasil está fugindo às suas obrigações de irmão mais velho. O que tanto estamos fazendo na Venezuela, quando existe um país inteiro de fãs do Martinho da Vila precisando da nossa força (e oferecendo imensas oportunidades)?

Assinado por Ricardo Freire Foto: Miami Beach(em cima), Roque Santeiro(baixo esquerda), Centro de Luanda(baixo direita)


05 Apr 2005
Fonte: AngoNotícias    [Comentar]

Comunidade angolana on-line (By Angola Acontece)

Registe-se no Ponto de Encontro e faça amigos, nós já aderimos!



Comentários
Ricardo    
Texto maravilhoso, bem esclarecido e exposto com linguagem perfeita, Parabens amigo!

jose luis    joseluisfernandes_3@hotmail.com
sinceramente eu que vivi em luanda ate 75 realmente ao ler este post nao posso sequer imaginar as privacoes por que passa esta saudosa e amada cidade,ja que embora fosse no tempo colonial os luandenses nao viviam tao desorganizados,e hoje morando no Brasil e EUA nao consigo esquecer que foi la que me educou do jeito que eu sou hoje.Obrigado ao irmao brasileiro que ate por momentos me fez sonhar.JOSE LUIS

Isabel Maria    Portugal
E DIZ ROTO PARA O ESFARRAPADO... Nasci em Portugal e fui com cinco anos para Angola .Após a descolonização estive 10 anos no Brasil portanto se alguém que pode comentar sou decerto eu... O Brasil é sem dúvida um país onde a mãe natureza foi bem generosa e as pessoas são simpáticas mas, infelizmente também tem tantos problemas sociais que nem sequer vale apena falar deles ou será que vale? A falta de respeito pela vida Humana com assassinatos constantes (Que tal uma visitinha à baixada fluminense no Rio de Janeiro? vai lá vai que até a barraca abana...)são sem dúvida os mais flagrantes é uma pena que seja assim num País que tem tudo para ser Bom mas infelizmente está longe de o ser por isso penso que Angola não tem nada a copiar e sim a superar, a superar um guerra que deixou tantas marcas, culpa de nós Portugueses? Talvez de alguns... eu sou Portuguesa e sempre vi os meus colegas de banco de escola como iguais e tenho imensa pena por tudo o que Angola passou, o caminho pois é para a frente e por favor não queiram imitar o Brasil nas desigualdades sociais onde uns estragam e outro não tem que comer.Pois é Brasileirinho que tal te veres ao espelho primeiro antes de falar de outros? Isa

ate 2006    aqi mesmo
ops desculpem-me mas esqecime de perguntar pelos pelos mendigos principalmente pelos do primeiro de maio? ou o brazuca nao passou por la?? duvido! ta ver como e que ele e nosso camba embarrou os cegos e os mutilados muitos com farda do exercito que andam ai a diambular pelas ruas.

chingange    dombe grande
bom vamos fazer um botiquim mais simpatico e sem dizer babuzeiras que vem da mente frustada e deixar o coracao se exprimir amigavelmente , todos nos sabemos que sonhamos em portugues.....amigavelmente digo que o problema do brazil ( pais irmao ) e que o homem da provincia ou da ( rossa) como eles chamam foram todos viver para ha grandes cidades e ai o governo brazileiro nao tem capacidade de promover emprego ou ajuda mecanica aos sem terra eles que ate ganham ha duplicar ( o salario minimo ) ezercendo o trafico ate aposto ser devido a infulencia vizinha geograficamente....um policia da forca especial brazileira nao ganha o suficiente do trabalho que exerce. ele tambem tem de fazer mafia , assim colaborando com os mafiosos das favelas ou ( cidade de deus ) ate fica perigoso um jornalista estrangeiro ir para o morro tirar fotos so com dois guias ..ha mais prostituicao em cidades como sao paulo que e bem abitada como nova york , e o rio nao fica de parte ...lembro-me que ate o ronaldo foi assaltado mas antes de lhe levarem ha viatura de marca os bandidos o pediram autografos , tao ha intender..etc o brazil edentifica-se com angola por ordem biologica ...portugal e o berco do palop e dai que nos mais temos que aprender e solidificar , porque ate sempre foi ha porta do nosso passo largo ..eu particularmente penso que os problemas do brazil e angola e ha falta de amor proprio ou amor ao proximo ...que tal mudar de mentalidade e amar, amar o conterranio , o pais, ser amigo , fazer crescer ha comunidade de espressao portuguesa ( palops) fazer o coracao falar e dar ha volta ha alma faminta so assim o coracao falara mais alto internacional mente.....do bem aja....

ALOF    Brasil
muito bom o texto, porém a uma asneira sem tamanho nos comentários!!! A POlícia Militar Paulista é a melhor polícia da américa latina e uma das cinco melhores do mundo. Podemos reclamar de muitas coisas no Brasil, mais não da Polícia de São Paulo!!!

Vunda    America
Um apelo para os Angolanos. Nao queremos padastros nen Irmaos mais velhos. Pois sim, foi Portugal que escravizou Angola e uma boa parte de Africa, pois sim, foi o Brazil onde os nosso povo caloriou na escravatura. Um povo que te colonisou nunca te pode ajudar nao. Tal ves eles ajudan a filha do dito Preidente da Replublica.

Anónimo    Olho Clínico!
Esta foi uma "Radiografia" da cidade que teimam em rotular Capital de Angola!!! Apesar da precisão do autor deste postal, não lhe dá o direito de coparar o Brasil que ascendeu a independência em 1822 ou seja ha 183 anos!!! É um grande disparate da parte dele!!! Insinuar que o Brasil é irmão mais velho de Angola??? Em que? Nas Telenovelas tudo bem, o resto é o que muita gente sabe. Já agora, porque razão foi retirado do ar o programa "Cidade Alerta" da TV Record???? Ali mostravam "alguns dos podres do Brasil". O Brasil é um péssimo irmão para Angola. Não tem bons exemplos a serem seguidos pelos Angolanos. Veja alguns ítens: Grande parte da sua População vive na mais absoluta Miséria, os Direitos humanos são sistemáticamente violados, a Justiça social muito deficiente, o que resulta na elevadíssima taxa de Criminalidade, Prostituição aberta ou camuflada e exportada ou seja são "capeões da violência". A imagem sensual cultivada nas telenovelas é totalmente falsa. As Cidades do Rio e São Paulo, são auténticos "campos de batalhas" dos diferentes "Gangs" das cidades, assaltos à Bancos, à pessoas, etc, etc!!! A Polícia (Militar) é das mais violentas do Mundo (matam sem pestanejar)! O brasil, salvo erro, é o único país do Mundo em que as tarefas da Polícia (normal) foram "usurpadas" pela Polícia Militar!!! Isto não é normal para um País dito federado.Se em mais de 180 anos não coseguiram o Brasil ao nível das cidades mais calmas deste Mundo é porque algo está errado ali. São as falhadas políticas sociais traduzidas na exclusão social do cidadão comum. As pessoas vivem desesperadas pois já perderam a esperança e pegam em qualquer negócio limpo ou sujo para sobreviverem. Quem acha que o Brasil é um "mar de rosas", está redondamente enganado!... Por isso Angola não deve de maneira nenhuma, imitar o Brasil pois é um péssimo exemplo de governação de um País!...

dragon    
wow isto parece ja um bestseller wow e muito realistico aprecei continua com a tua visita a uma das filhas da mae negra ainda tens muito por ver e ouvir desde os rios majicos ou conto de arrepiar faca isso nao te iras de arrepender mas cuidado com olhos castanhos da preta angolana nao da quela ja consumida pelos vicios europes mas sim aquela natural boa mulher como as Mumuilas aida ficas por la

ate 2006    aqi mesmo
e uma pena que tenha que vir um estrangeiro para descrever tao bem a nossa cidade, o que me leva a imaginar o que ele escreveria se fosse a outros pontos do pais, o brazuca foi ironico sim e verdade, mas, o pior e que ate a ironia dele foi bem enqadrada tudo bem certinho, o que e uma pena para os nossos homens das letras nomeadamente jornalistas e escritores, bom mais os escritores por os jornalistas eu sei que quem tentar perde o emprego ou e impressao minha??

Desconhecido    
Foi sem dúvida uma grande narração sobre o pouco, digo pouco e repito de Angola( porque como ja foi salientado pelos outros comentadores) pouco ou nada sabes de Angola, isto porque Angola não é so Luanda como muita gente, e até mesmo os proprios governantes acham. Para conheceres melhor aquilo e daí fazeres uma boa matéria, tens que visita-la de cabinda ao Cunene e também do mar ao leste. Ja agora, quando tiveres que fazeres uma nova matéria sobre Angola, não te esqueças de focar também algumas realidades, isto é, não te limitas a penas a falar da pobreza porque parecendo que não, disto o povo e o mundo inteiro esta cansado de saber. Fala de realidades como a má governação, o elevado grau de corrupção, a desigualdade entre as provincias, em fim. Quem sabe de "ti" por não seres angolano serão ouvidas!!!?. Va-la ajuda este povo a sair das garras de uma serpente, que não sabe como libertar-se. Contamos contigo

ngila    
Parabens amigo Ricardo pelo corajoso e realista artigo, nota 10. Agora convido-te a passares pelo menos seis meses em Angola , acredito escreverias um livro que garanto-te que seria um autentico " best seller ", não só pelas maravilhas que irias escrever assim como as histórias arrepilantes que irias contar. Não Precisarias de andar por todas as provincias de Angola, Aconselho-te dese já ires ao Huambo (ex-Nova Lisboa) e que consigas contar o que foi e o que é o Huambo actualmente, vá ao Kuito, Cunene, Zaire e conheça o Soyo que tirando a base do Kwanda o resto é areal e matongué, Uige (depois do marburg não vá o capeta aprontar-te uma partidinha), vá tbem á Malange e conheça as maravilhosas quedas de Kalandula, o resto escreva o que encontrares na realidade, estas são algumas das provincias que te indico para visitares, tbem podes ir aos Kwanzas N e sul aí poderás contar a história da bela e a fera, já agora informo-te que o actual embaixador(???)de Angola na Itália foi o mais recente governador do Kwanza Norte, escreva tbem sobre a governação deste senhor. Tenta entender o pq que a ponte sobre o rio cavaco (isto em Benguela) caíu trés (3) vezes. Amigo Ricardo se eu continuar a dar dicas acabo escrevendo o teu livro, venha vc mesmo e fique mais tempo em Angola não só em Luanda e depois vc é que sabe ou muitos postais ou um livro. Ainda sobre o teu postal escrito sobre Luanda faltou explicar onde foi parar o asfalto do bairro rangel, o porque que o cara que mora no golfo 2 tem que sair de casa antes das 5.45 da manhâ, o porque que as estradas diminuiram quando os bairros crescem assustadoramente, porque demoras mais de uma hora ( eu já fiz duas horas) para passar a estrada do roque santero (o nome foi dado quando passou a novela, assim como o mercado do asa branca), o porque que o "Pica Pau" virou lagoa e a rua do fundão agora é rio do fundão, e a rua lino amezaga virou mercado (com nome esquisito), o porque que em frente do shopryte agora tem lagoa??????? são muitas perguntas que faltaram no teu postal, e garanto-te que vamos continuar para escreveres muitos postais sobre Luanda. Agora gostaria que neste fórum os as pessoas fossem mais objectivas nos seus comentérios porque Luanda pode vir a ser aquilo que todos nós sonhamos isto se apontarmos os culpados do estado calamitoso em que ela se encontra e colaborarmos na busca das soluções. Eu volto....

Budoka    NL
Na minha opinião, foi um artigo bem escrito e neutro que retrata a realidade de Luanda. Só não entendo porquê que não se deve tirar fotos em Angola? Já parece a Corea do Sul(ditadura). E é assim que o governo fala de democracia? Qual é o receio do Mpla(esconder o sofrimento do povo)? Alguém me responda, porque não se deve tirar fotos em Angola?

Lumeje    Br
Ricardo Freire, percebi claramente que vc escreveu exatamente o que sentiu e o que viu. Nada além disso. Também penso que vc não tinha nenhuma idéia já pré concebida sobre ANGOLA. Não achei ofensivo o seu artigo. Achei excelente, adorei as fotos. Enfim vc ainda diz no seu artigo que viu possibilidades de melhoras e a curto prazo. Muitas pessoas questionaram o trecho - "pedi um táxi para IR Á PRAIA e a recepcionista achou graça". Ficou claro pelo menos para mim, que vc não estava subestimando quem quer que seja, apenas o fato de ir á praia ...ou seja fazer TURISMO é a GRANDE PIADA! Infelizmente. Mas de tivermos o positivismo que vc teve, logo logo isso será uma REALIDADE. PARABÉNS, mesmo porque você NÃO FOI INFLUENCIADO por NINGUÉM E NEM POR NADA. VOLTE NOVAMENTE MAS AGORA VÁ ADIANTE, VÁ PARA BENGUELA, NAMIBE...e nos dê suas impressões. Talvez até fosse bom ir até ao HUAMBO e começar a ter uma idéia REAL do que uma GUERRA É CAPAZ.

Mel    Franca
Esta de "trepar em frances com putas importadas do Congo" acabou cmg, sem falar da recepcionista.Quem consegue ler entre as linhas deu conta que a da "recepcionista" 'e uma critica ao Turismo e Hotelaria.Nao posso negar que foi um retrato fiel a nossa cidade.Fico contente em saber que o "zuca" sabe que o Brasil ja nao 'e um pais idealizado como outrora, gracas as parabolicas aquele "cartao postal" para os angolanos ja nao existe, a prova esta em que o "zuca" consegue ir de ferias a Luanda, tirar pic a tdo mundo, e eu MORRO DE MEDO de por o pe no Brasil.Ha de chegar a vez que um de nos vai para la melhor equipado que uma Cannon sem medo de errar os botoes.

petrangol    usa
este artigo serve de exemplo para reflexao de todos angolanos que vive fora de angola e que continua com a esperanca de um dia voltar,podendo criticar e falar mal de todos e tudo, tenho lido muitos artigos e comentarios neste espaco mas nunca vi nenhum angolano a disponibilizar-se para fazer alguma coisa por angola, sei que muitos de nos nao quer voltar para angola , mas no fundo tem um pinco de vontade no coracao de um dia, um dia voltar e viver em angola, pois terra como a nossa so nos a conhecemos. por favor 'e altura de fazermos alguma coisa para salvar o nosso pais , mesmo que nao seja para nos , mas que seja apenas para as proximas geracoes, e ai teremos orgulho de termos feito alguma coisa, parem de falar do governo que gere mal o pais , formem grupos para trabalhar em prol de todos e nao ficam por ai a se esconder na esperanca de um dia voltar. se o M ja nao este "em pe la" nem ca, e se a unita ja nao 'e unida, devemos pensar em grupos com outra visoes de futuro, outras formas de organizacao, existem muitos angolanos com muitas boas ideias de gestao politica e que vivem fora de angola, esperando um dia voltar , para encontrar o que os outros farao?por favor vamos nos unir por angola sabiam voces que os politicos estao caducados ,os deputados ja nem deviam existir, vamos salvar angola,para brazuca ver. gostei do artigo, pelo menos ainda existe gente com boa no brazil.

Tchinó    
Cadé os angolanos no terreno? Não vêm em desefa da sua Capital???. Ou a crítica feita por nativos ou portugueses tem outro sabor???!!!!Não deve ser aceite?? O Autor destas linhas teve o cuidado de pôr os respectivos paliativos. MAs como angolana não aceito que ele "zombe" de nós dizendo que em 2 anos Luanda estará mais limpa que Zurique. Qdo os residentes criticam ou reclamam da situação eles estão a espera de acção, estão a espera que se tome medidas p/ melhorar o aspecto da cidade e não só. Não podemos nós conformar com a situação que Luanda vive mesmo qdo comparada com gandes cidades, nós só estamos a caminhar p/ igualarmos Luanda ao Matongué. 3 anos em PAZ há que reconstruir, criar emprego noutras cidades p/ descongestionar Luanda e aí então reestruturá-la.

lingandum    zangado
este zuca falou mesmo da minha luanda, da minha banda. uma coisa me despertou humor, do portugues falado pela elite complexada do nosso pais, ate ai demonstram o ridiculo q sao em se agarrar com toda forca em valores posticos, precisamos de um eca de queiros na nossa praca literaria para expor as comiquices deste grupo.fez-me tambem dar conta do defice de estruturas de entertinimento, tanto para turistas como nacionais, mas essa factura temos de passar a nossa classe empresarial q so se preocupa com restaurantes e lanchonetes, o lucro instantaneo, nao se ve ninguem a pensar em construir salas de cinema, saloes de exposicoes, parques aquaticos, parques de fim de semana, zonas verdes com comercio virado ao entertenimento, pacotes de excursoes a locais turisticos na nossa terra(coisa q temos a dar com o pau), etc etc.

Zandre E Campos Finda    Lisboa
È bom saber que se começa a olhar para o nosso país. Infelizmente, e por muitas das vezes, não da forma que mais nos agrada. De qualquer forma, toda a ajuda é pouca para poder reconstruir a nossa Nacão. Espero que o Brasil, assim como todos os outros paises interessados na reconstrução da nossa terra, possa de qualquer forma ajudar, a reconstruir e valorizar, aquela que é a mais linda Nação desse mundo! Um bem haja para este brasileiro atento!

Kwanza    Brasil
Para nós angolanos, é melhor termos um Bom Padrasto como Portugal que está presente para nos ajudar, como agora na febre de Marburg, do que um irmão mais velho falador e demagogo como o Brasil que está sempre ausente. Chega de "gogó" Brasil, o que é preciso é ação sempre presente!!! Samba e futebol também já temos em Angola, embora com outros nomes...

osvaldo    frança
acho a materia muito boa,ela è real.sou angolano e conheço muito bem a realidade no brasil,pois la estive longos anos.a diferença nao existe com relaçao os musseques e as favelas.se notarmos o carioca da zona sul do rio a se expressar è difernte do pessoal do suburbio ou das favelas da zona norte,visto q na zona sul a maior parte dos habitantes è da elite ou tem melhor nivel de vida.estes e outros sao semelhanças do grande contraste social q temos em comum.è valido ver aqui uma narraçao real do nosso quotidiano,feito por um estrangeiro,isto pode nus dar uma visao diferente de ver as coisas,mesmo porque ela nao è ironica.

nuno    houston
essa de ligar p/recepcionista p/pedir um taxi e achar graca me matou! hahahahaha... ainda n tao habituados hahahahahaha

Xyiame    
Simplicidade e objetividade é fundamental quando se pretende uma narrativa que atinja todos os quadrões literarios,algo que pude notar é que lhe esta inbutido uma dose grande de esperança, isto é bom, mas é necessario que nao ficamos so por ai....tens a simplicidade tipica de um bom brasileiro, e isto eu conheço bem a quase dez anos de minha vivencia por cá....as similitudes e comparações sao funadamentais para mostrar que determinados problemas nao sao exclusividades nossas, porém, nao podemos ficar neste consolo.....angola é uma mae e como tal tem os braços abertos e no seu coracao sempre a espaço para mais um filho....parabens; que pena que nao que é reportado assim por meio de informação como a televisao que possuem grande abrangencia, mas de qualquer isto nao lhe tira o merito da sinceridade e simplicidade....

********    Aveiro
Nada mas simples, adorei este texto, acho que é de uma coerência pouco vista. É bom ler um texto que diz que Angola tem muitos problemas mas que também é um País lindícimo... Simplesmente adorei...!

nkama    Grecia
Pelo meu ver este actor quero ganhar fama, aproveitando-se da situaç~so vivida no nosso Pais pós guerra, Ele quer comparar a vida de um rato domestico e o da mata. Ele que compare o seu Brasil com outros pontos do mundo com o mesmo tempo de Paz e transicao do poder. Tambem vejo muitos documentarios Brasileiro aqui e não foge muito do nivel angolano na visão internacional.Afinal de contas estamos todos na lista dos paises em via de desenvovbimento.

Anónimo    Não interessa!
"Ola Berlin". Para a sua informação a "Barragem de Cambambe" fica na província do Kanza-Norte e foi construída pelos "Colonos Tugas" e não pelos "Brasukas". Estes últimos participaram ou participam na construção da "Barragem de Capanda", para min devia escrever-se "Kapanda" (nome original Kimbundu) e fica localizada na província de Malange, cuja entrada em funionamento tem sido um verdadeiro "quebra Cabeças" para os técnicos do sector, para desespero dos clientes da Edel e ou Ene!!!... Por isso aqui fica a correcta INFO. Quando não se sabe do assunto não se deve comentar, é Burrice!...

Anónimo    Não é da sua Conta!
Este é o retrato descomplexado de um "Mano Brazuca" na nossa Banda, bué da fixe ou da tuji!!!??? O nosso "Mano" tem toda zazão: A violência urbana do Brazil é de longe superior a da nossa "Banda"!!!

nzinga,canada    
sabe enquanto o governo nao der valor a outras cidades luanda sera piore ainda. é preciso criar metodos que fassa com que a econpmia do pais seja no pais enteiro. é como ali no brasil o turismo nao é so no rio de janeiro mais no norte e nordeste até amazonas wmbora o estado mais rico é sao paulo.

Arco Iris    Aveiro
Nota: O autor do “excelente” artigo fez questão de salientar de que “Flávia Virgínia, uma das filhas de Djavan” é sócia do restaurante Bahia mas esqueceu-se de focar o nome da proprietária do clube de praia Miami. Será por esquecimento ou falta de informação? Para finalizar, se me é permitido faço das palavras do comentador Pensador1 – Londres as minhas.

MaLuKu    
Artigo bem escrito, descreve muito bem Luanda e a situacao socio-economica que se vive nesta linda Provincia(capital) de Angola. Bateu uma saudade muito grande mas tambem senti uma tristesa (pena) deste povo e deste pais que merece muita coisa boa.

IVO    
Assim mesmo, brasileiro! Mostre ao mundo as verdades da cidade de Luanda, porque o tal de PR sempre diz que por aqui tudo anda bem. O que o Sr fotografou é realmente uma das coisas mais vividas em Angola.

Ola    Berlim
Eu não sei qual è mensagem escôndida no seu "POSTAL ESCRITO".Mas mostra que você conhece bem Luanda e sabes que tem problemas sèrios mas para ti è normal pois daqui a 2 anos serão resolvidos alèm disso Brasil tambèm tem os mesmos problemas. Os Angolanos não querem ser uma cópia dos Brasileiros naturalmente queremos boas relações com Brasil e outros povos do mundo mas o nosso ponto de vista è diferente e è bom assim!.Tu dizes que daqui uns 5 anos os problemas serão resolvidos? não se esquece que antes de tu ja muitos Brasileiros visitaram Angola muitos deles trabalharam em Angola na construção do Hotel Presidente, Barragem de cambambe e etc. falavam assim como tu mas os problemas atè o momento não foram resolvidos. Alèm disso todo Angolano cresceu sensibilizado que daqui uns "anitos" Angola esta boa, hoje são 30anos nem sequer Luanda onde houve sempre paz melhorou, eu aposto contigo depois de 5 anos vais para Luanda encontraras conforme deixaste.Mas não queremos assim, por isso è que se fala mais de política que outros temas com esperança que um dia estes problemas sejam democraticamente resolvidos. Mas seja como for, foi engraçado ler o teu artigo! Força aí.

Europe    
Entendo que o Martinho Da Vila, viu o suficiente que podia ver em Angola e acho eu que estes comentarios sao recentes, na qual gostaria de abordar que ele esqueceu-se de comentar da epidemia Virus Marburg, que esta a fazer o desaparecimento fisico do povo angolano. E uma coisa que ele evitou neste comentario e criticar o governo em poder pela esta desorganizacao que existe no pais. De uma maneira ou outra estes comentarios tambem podem servir para os nossos governantes mais as vezes temos que ser direitos para que eles dao-se conta que fala-se deles. Levo muitos anos fora do pais, mais nao queira dizer que nao sei o que se passa dia tras dia em Angola e especial em Luanda, estou melhor informado que muitos dos governantes que vivem mesmo dentro da cidade de Luanda, sempre levei "Angola" no meu coracao e ainda tenho aquela ambicao de um dia fazer o melhor para um povo que necessita de um apoio. As minhas noticias nao tenho sido sempre atraves de Angonoticias, mais sim das pessoas que vivem esta realidade e mais do que o Martinho De Vila, passou em um dia. Muito obrigado. Angola no coracao e nao durmo so de pensar o que o meu povo passa e apesar de tudo, mais vamos ter a esperanca que o pais sera salvo um dia.

ALTAMIRA    
EU QUERO FELICITAR O ESTE TRABALHO PARA SER SINCERA EU NUNCA TIVE VONTADE NEN TEMPO PARA LER CERTAS COISAS Q APARECEM POR AQUI NESTE JORNAL, SOBRE TUDO QUANDO SE TRATA DE MENTIRAS MAS O TEU TRABALHO E PURO E VERDADEIRO NAO SEI COMO ESPRESSAR A ALEGRIA Q SENTI AO LER ESTE TEU COMENTARIO MAS VALEU APENA FORCA VE SE Q E UM TRABALHO PURO E SO DEUS SABES COMO ESCREVESTE APESSAR DEU VIVER FORA DE ANGOLA MAS ACHO Q O NOME ROQUE SANTEIRO VEIO NO TEMPO Q A NOVELA ESTAVA A PASSAR EM ANGOLA E NAO PODE TER OUTRA EXPLICACAO E SOBRE A PROIBICAO DOS ESTRANGEIROS ISSO DEVE SER MENTIRA PORQ OS CHINESES E VIETINAMITAS ANTES VENDIAM TBM NO ROQUE SANTEIRO TU TENS E Q PEDIR EXPLICACAO NOS VENDIDORES ANTIGOS DO ROQUE SANTEIRO SERNHOR ESTAS DE PARABENS VALEI A PENA

Don Corleone    por aí por aí
o artigo é bonito, simpático e anestesiante! mas, nao nos conformemos com isso!nao creio que seja essa a Angola que queremos! nao comparemos pobreza com pobreza, nao vale! queremos um Roque santeiro, urbanizado, com cámaras frigoríficas donde as pessoas possam deixar as vimbambas no final do dia..limpo todos as noites...perfumado,etc...nao queremos os miúdos a vender nas ruas...devem estar nas escolas ou, nos mercados..etc,etc...enfím, a muito por se fazer....

Paulo Braga    paulobraga73@hotmail.com
Esta coberto de razao.Mas tambem vendem chicletes. O mais horrivel e quando estamos a seguir o carro em que esta o comprador e o sinal passa para a luz verde...

Cardoso    Londres
Depois de tantos anos fora de angola, me eh dada uma visao clara de algo sobre Luanda, pela mao de um estrangeiro. A escrita eh simples e clara. Como uma mera conversa. Por outro lado gostei nao so do estilo, mas tambem da honestidade na comparacao com o Brasil e da despretensao do cronista. Que os nossos jovens escritores tomem nota: nao basata escrever, eh preciso fazer-se entender.

chingange    dombe grande
gostei mas tinhas de vir conhecer o dombe grande e nossos orichas..axe muito axe , um grande candando para o cota martinho da vila ..eu chamo a isso conexoes..

Anónimo    
engraçado mesmo .neste site não se comenta nada que não se fala do Mpla.problemas politicos não é o mesmo que social e economico.valeu a cronica,continua escrevendo assim

Pensador1    Londres
Luanda tem um espirito esquisito. Gostaria de volatr a ler um artigo similar do memsmo autor depois de viver seis meses em luanda em condicoes locais. Seguramnete que o titulo nao seria "postal"

Anónimo    
Penso que é angola vista por alguem que tambem vive num país cheio de miséria e que por isso n~~ao encontrou grandes diferenças com certos locais do seu país, visto por um individuo ocidental a opinião seria mais do genero "oh god!many garbage", mas o artigo esta bonito e é agradavél de se ler.

Ambundo-kuanza-norte    
Sim ele descreve a realidade que muitos dos angolanos temem ele foi até ao roque onde segundo ele é proibido a entrada de turistas(estrangeiros)sem segurança o que a 1ºvista parece uma vergonha mas é para sua segurança todavia devemos concordar com isso???È verdade sim o que ele disse e bem a realidade de Angola não é mais do que espelho da realidade do brasil o que estão a fazer em Luanda é o que estão a fazer no rio esconder a pobreza por meio de aranha céus.O centro comercial é mesmo roque santeiro onde encontras e hoje em dia sobrevive-se em Angola através das vendas ambulantes. Gostei do que li aos olhos de um visitante que não conhecia Angola se calhar ouvia e temia visitar o país contudo caro amigo Angola não é so Luanda temos outras províncias.A província do Uíge temos a nascente negaje(desculpem se errei no nome da nascente)temos a província da Huíla com as cascatas temos Bengo onde atravessam os rios muita verdura temos a barra do kuanza com um restaurante onde se come bem e não é português não sim angolano,temos ainda cabo ledo lindooo por isso não pare so em Luanda porque Angola é grande não mais que o Brasil mas é linda a minha terra e ja agora venha conhecer kuanza-norte. Para os MPLAmaníacos vão tratar-se.

Ricardo Queirós    ricardo.queiros@ieee.org
Queria apenas dizer que gostei de ter lido este artigo. Acho que resume relativamente bem a situação em Luanda.

Angolano    
O autor descrevo muito bem a realidade angolana, resultado das más condições de vida a que estamos submetidos. O regime ditatorial de Dos Santos tem apenas a capacidade de administrar os seus bens particulares. O resto não significa nada para este governo composto por malfeitores.Se essa gente quiser sonhar com dias melhores, então tem que pensar muito bem antes de colocar o "X" no talão de voto. O MPLA tem que virar oposição.