By Angola Acontece

Comboio chega a Ndalatando Jun 2008




Madeira em Cabinda Jornal de Angola (Alberto Coelho)

Estamos no "reino" da madeira - a floresta do Maiombe, considerada ainda virgem. A seguir, toda a história: as contribuições para o OGE, os constrangimentos, a falta de crédito aos empresários, o garimpo, a invasão do mercado pelos estrangeiros, a história do complexo Pau-Rosa, etc. Tudo, ou quase tudo, sobre a exploração da madeira, a segunda maior riqueza da província mais ao Norte do país, depois do petróleo.

As potencialidades florestais da província de Cabinda abrangem uma área de aproximadamente 250 mil hectares, das quais 175 mil correspondem à densa floresta do Maiombe. A sua densidade média varia entre os 40 e 50 mil metros cúbicos, com uma reserva de, pelo menos, 20 milhões de madeira em pé. Quem viaja no sentido Sul-Norte da província de Cabinda vislumbra, logo à primeira vista, que a maior parte da região é ocupada por florestas de clima equatorial pluvioso e húmido (floresta densa húmida), com diversas manchas que partem desde as regiões do Tando-Zinze, Cacongo e Necuto até à zona Norte do município de Belize.

Significa dizer que Cabinda é uma zona de Angola com grandes potencialidades florestais por excelência. Nas regiões do Norte e Leste encontram-se densas florestas tropicais, onde se destaca a floresta do Maiombe que, refira-se, é das mais vastas do mundo e uma das mais ricas do continente africano.

Maiombe, que comporta vários andares dominados por árvores dispersas e de elevada estatura, resguarda um espantoso número de espécies de excelentes madeiras, entre as quais se destacam o Numbi, Takula, Banzala, Wamba, Vuku, Limba, Kungulo, Pau-Rosa, Tolas Branca e Chinfuta, Lifuma, Kali, Kâmbala, Ndola, Livuite e Pau-Preto, além de guardar ciosamente milhares de espécies de animais.

Actualmente, a sua taxa de crescimento anual, segundo dados a que o jornal de Angola teve acesso, é de 0,4 metros cúbicos de hectares por ano, o que pressupõe a um crescimento total da floresta de 114 mil metros cúbicos de área exportável.

Em entrevista ao Jornal de Angola, o director provincial do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), Simão Zau, deixou transparecer que presentemente se desconhece a verdadeira potencialidade da floresta do Maiombe, bem como o seu crescimento anual, por falta de um inventário propriamente dito.

"Não temos nenhum inventário actualizado. A maior parte dos trabalhos existentes sobre a floresta do Maiombe datam do tempo colonial." Com efeito, dados disponíveis indicam que o último inventário feito a nível da floresta do Maiombe, sob responsabilidade das autoridades portuguesas, data desde o ano de 1964.

Para se determinar o contingente das espécies do Maiombe é necessário, em primeiro lugar, conhecer-se o inventário florestal, o que não é feito neste momento, por falta de recursos financeiros e outros meios apropriados para executar esta actividade.

Nas décadas de 60 e 70, a floresta registou uma sobre exploração, cujo grosso da produção se concentrou no município de Cabinda. Apesar deste elevado índice de remoção da sua cobertura, do ponto de vista de exploração, Maiombe é ainda considerada uma floresta virgem.

Dados estatísticos da exploração de madeira, na era colonial, indicam que a cifra atingiu mais de 484,55 metros cúbicos. No período pós- independência (1978 a 2004), foram exploradas em média cerca de 505,5 metros cúbicos, tendo a maior exploração sido feita pelos cubanos, com uma cifra avaliada em cerca de 120 mil metros cúbicos por ano.

Actualmente, a exploração da madeira em Cabinda não chega a 20 mil metros cúbicos por ano, um valor bastante insignificante, atendendo as potencialidades florestais que a província detém, o que significa que a floresta de Cabinda não foi devastada e está em condições de dar ao mercado local e não só a quantidade de madeira necessária.

Neste momento, a actividade de exploração florestal na província concentra-se na zona do Maiombe, concretamente nos municípios de Buco-Zau e Belize, onde a parte produtiva é de aproximadamente 3.150 Km2, ou seja 44,3 por cento da superfície total da província.

No município de Cabinda, esta actividade está interdita, devido à exploração indiscriminada que sofreu durante o período colonial. A medida visa permitir uma regeneração natural, de modo a repor os maciços já explorados, sobretudo, nas zonas onde o desaparecimento do coberto florestal determina situações críticas.

As estatísticas indicam que, em 1973, a floresta de Cabinda forneceu ao mercado nacional e internacional cerca de 285 mil metros cúbicos de madeira em toro, o que constituiu, na altura, mais de 50 por cento da produção de madeira a nível de todo o país.

Apesar dos poucos meios, a actividade de exploração florestal dos madeireiros tem sido rigorosamente acompanhada pelo IDF, de forma a evitar-se o abate de espécies não classificadas, bem como evitar que espécies de diâmetro elevado e consideradas como árvores-mães sejam abatidas, isto para garantir a reprodução de novas sementes.

O trabalho de fiscalização tem conhecido pouca eficiência, por falta de disponibilidade financeira, meios materiais e humanos capazes de acompanhar a par e passo a actividade desenvolvida não só pelas empresas exploradoras, como também pelos garimpeiros, em toda a extensão da província.

Cabinda, pelo que tudo indica, não quer perder a hegemonia. Os responsáveis do IDF tudo fazem para repor o verde natural naquelas áreas onde o desaparecimento do coberto florestal é considerado preocupante.

Com efeito, as prioridades do IDF estão viradas às acções de repovoamento florestal, criação de um viveiro permanente, na localidade de São Vicente, assim como a criação de infra-estruturas técnicas e humanas para o desenvolvimento de programas de investigação e experimentação florestais aplicadas, cujos projectos estão avaliados em 979 mil dólares.

Embora o sector seja considerado o segundo maior na economia da província, os seus níveis de produção decrescem consideravelmente, devido a factores ligados ao desajustamento das taxas de exploração, ao facto da exportação de 90 por cento da madeira ser feita em toros, a falta de condições portuárias para a exportação da madeira, a baixa produção e a fraca capacidade dos madeireiros enfrentarem um mercado complexo e cheio de intermediações.

Apesar disto, durante o ano passado, foram exportados para França, Marrocos, Portugal e Estados Unidos da América 9.553,639 metros cúbicos de madeira em toro, enquanto para o mercado nacional foram vendidos 5.400,349 m3.

No exercício económico do ano de 2004, o IDF em Cabinda arrecadou cerca de oito milhões 871 mil e 663 kwanzas, através da emissão de licenças de exploração florestal e multas por transgressão ao regulamento florestal.


12 Jun 2005
Fonte:Jornal de Angola (Alberto Coelho)    [Comentar]

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Comentários
santos, a    brasil/sao paulo
Cabinda não é Angola. Hoje compreendi que aqui no Brasil nada se sabe da guerra em Cabinda e na injustiça que as petroliferas e o governo de Angola estão a perpetrar contra o povo Cabindês. Então vamos começar a divulgar dia-a-dia esse crime inominável e trazer um pouco de luz sobre a questão da independência de Cabinda. Angola vai espernear muito, pois perder 60% do seu petroleo de uma hora a outra é coisa de quebrar um governo já tão arraigado na corrupção e atraso de suas politicas comunistas e incompetentes. Viva Cabinda. Nós, brasileiros, te saudados. Avante Flec!

Anónimo    portugal
Trata-se de um território muito rico. Para além de petróleo, o subsolo de Cabinda possui urânio, ouro, diamantes, fosfato, manganês, ferro, entre outros minérios, isto para não falarmos da agricultura. O território de Cabinda reúne todas as condições para várias espécies de pecuária. Ao longo da sua costa e em alguns rios e lagoas tem uma invulgar riqueza piscícola. O Maiombe é um "mar vegetal" sem fim de verdura, um entontecimento de beleza singular em África, de obsessão verde, aliada a centenas de espécies diferentes de lepidópteros que entusiasmam qualquer pessoa. A sua riqueza é, de longe, superior, na sua globalidade, à do KUWAIT. Mas as populações cabindenses vivem de extrema pobreza irremediável. O nível de vida é tão alto que nem com Luanda se compara. Quem visita cabinda, chega a conclusão que é um poço de sustento que aguentou a sangrenta GUERRA de trinta anos de Angola e fonte das contas "BANCÁRIAS GORDAS" no exterior, do ELITE do governo do MPLA. Como se pode compreender que Cabinda não tenha um PORTO, um AEROPORTO, sem ESTRADAS mesmo no centro da cidade, sem ÁGUA POTÁVEL, sem PETRÓLEO DE ILUMINAÇÃO e GÁS BUTANO, sem COMBUSTÍVEL, sendo um produtor de mais de 75% de produção diária de CRUDE praticado em Angola !? Como se pode perceber que Benguela e Luanda tenham REFINARIA DE PETRÓLEO e GÁS BUTANO respectivamente e Cabinda como produtor de petróleo não!? Qual a razão que a escola Básica de petróleos que deveria estar em Cabinda se encontra no SUMBE? Porque que vários projectos propostos pela Petrolífera CHVERON, nunca foram implementados em cabinda? Isto entende-se para melhor dificultar aquelas populações. As populações de Cabinda são vítimas de toda a poluição de exploração de petróleo e não beneficiam nada do petróleo. Perante este cinismo imperturbável, do Governo de Angola “MPLA” porventura, relativamente ao seu cometimento e suas sanguinárias consequências (sem termo) para com o nosso Povo, Filhos e Quadros, com coragem, NÃO PODEMOS DEIXAR DE CLAMAR pela efectiva solução do “CASO CABINDA” , ignorado por muitos. [Caros leitores, gostaria de vos oferecer uma notável peça "histórica e jurídica" com meridiana claridade de expressão, que torna ainda mais convincente o perfeito encadeamento dos argumentos, deste depoimento que vai desdobrando perante os leitores os princípios, as situações, os factos e os acontecimentos em que se evidencia o direito de Cabinda a uma Independência separada a de Angola] Considero que, no contexto histórico em que se celebrou, o Tratado de Simulambuco deve ser considerado como um Tratado de «Protectorado colonial», a exercer por Portugal. Em face das declarações dos Príncipes, Governadores e Notáveis de Cabinda, de aceitarem «a soberania de Portugal», também é possível, durante a, vigência da administração de Lisboa, uma interpretação favorável à integração dos Cabindas na nação portuguesa. Mas, ao dar a independência aos povos do seu Ultramar, Portugal, à luz do Direito Público Internacional, dos compromissos assumidos pelo Tratado de Simulambuco e da prática internacional adoptada em casos idênticos, não podia declarar Cabinda como parte integrante de Angola nos Acordos de Alvor e deixá-la na dependência do governo de Luanda, com absoluto desprezo pela vontade das suas populações. [Fontes: “Biblioteca Nacional Ultramarina e Torre de Tômboa”] Apesar da sua maioria dos outorgantes não possuírem habilitações literárias, e se as noções de «soberania», «súbdito da Coroa Portuguesa», «Protectorado», «Domínio útil» [ou Direito Directo] e «Domínio eminente » e lhes tivesse escapado por mais conscienciosa que tenham sido as explicações dadas, todavia, é de duvidar que todos os outorgantes não tivessem compreendido que Portugal lhes assegurava, pelo menos, a manutenção da sua autoridade e a integridade territorial do seu país. Claro, isto era simples e fácil de entender. Não exigia competência jurídica nem muita instrução escolar. Seja qual for a controvérsia que possa surgir entre os JURISTAS sobre o carácter de Protectorado, de «direito internacional» ou «de direito interno» do regime instituído pelo Tratado de Simulambuco, em qualquer hipótese, não é duvidoso que os outorgantes entenderam que Portugal garantia a integridade do seu território e a continuação da sua autoridade. O doloroso acto anexatório dos ACORDOS de ALVOR de 1975 por Portugal (com o MFA-"Rosa Coutinho, Pezarat Correia, etc..."), e a cobiça de Angola nascente (com o MPLA, FNLA e UNITA), por outro, resultaram no reforço impiedoso da consternação do Povo de Cabinda que, (não tendo sido descolonizado), o jogou, fazendo-o prostrar, sob um outro jugo neo-colonial, o de Angola, por injustiça. Da serena, minuciosa, exaustiva e pertinente argumentação usada nestes ACORDOS se conclui, sem o mínimo espaço para DÚVIDAS, que os signatários dos Acordos do Alvor (de resto declarado suspenso antes da independência de Angola) praticaram um acto INCONSTITUCIONAL, ILEGÍTIMO e sem qualquer validade, ao declarar Cabinda parte integrante de Angola. Para concluir que Cabinda não fazia parte integrante de Angola, pode-se ler nestes ACORDOS o texto lido por Senhor, MELO ANTUNES, então ministro sem pasta do governo de Portugal que leu a declaração nos Acordos de Alvor de 1975, que visava a integração de Cabinda em Angola, com estas palavras: [... dadas as condições actuais e neste contexto, Cabinda é parte integrante e inalienável de Angola...]. [Fontes:“Biblioteca Nacional Ultramarina e Centro de Documentação da Universidade de Coimbra”] A linguagem é tão clara e que não carece de conhecimentos científicos para entender o conteúdo gramatical. Aqui, o português está correcto e gramaticalmente também correcto. Em qualquer hipótese, desde 1963 que o Povo de Cabinda faz-se representar pela FLEC, oriundo da UNIÃO dos três movimentos a citar: (MLEC, CAUNC, e ALLIAMA) como único representante das populações de Cabinda, no seu desejo de independência. E isto, tanto em relação a Angola como a Portugal. Entretanto, também surpreende aos Filhos de Cabinda o facto de constatar que a incorporação de Cabinda em Angola fosse declarada no artigo 3 do referido Acordo de 15 de Janeiro de 1975, corresponde bem a uma exacta e judiciosa interpretação, quando a própria constituição portuguesa, na enumeração dos territórios portugueses, distinguia Cabinda de Angola.( Ver os artigos 1 e 2 da constituição portuguesa de 1933, aos quais, de resto, se hão-de fazer novas alusões.)[Fontes:“Centro de Documentação da Universidade de Coimbra, Torre de Tomboa”] Na verdade, todos estes factos nos surpreendam. Mas trata-se de factos, que nos cumpre enfrentar e apreciar nos seus aspectos jurídicos. Acresce o facto de que os CABINDAS reclamaram, em numerosas ocasiões, que se organizasse um REFERENDUM em Cabinda, sob a autoridade e garantia da ONU ou da OUA, para se averiguar se os Cabindenses verdadeiramente desejam a independência, em relação a Angola. Pela primeira vez, em público, o presidente angolano sugeriu uma consulta popular sobre o futuro de Cabinda. Numa entrevista à rádio «Voz da América», José Eduardo dos Santos admitiu que, no processo de revisão constitucional em curso, a questão do Enclave de Cabinda pode ser abordada pelos angolanos. Mas, Eduardo dos Santos, não chegou de utilizar a palavra REFERENDO preferindo o termo «consulta popular», fez uma ressalva: será uma consulta dirigida não só apenas aos cabindas mas a todos os angolanos. Foi absurdo ouvir este discurso do Presidente de Angola. O que é que isso? Quem disse que essa ferramenta é utilizada até a outra parte do conflito? Neste contexto, para o caso de Timor Leste, deveria consultar também o Povo Indonésio!!? Seria disparidade! Tudo isto, os Filhos de Cabinda levam uma indignação.“NÃO PODEMOS DEIXAR DE CLAMAR” Em apoio desta conclusão, invoca-se a divergência das circunstâncias em que Angola e Cabinda entraram na posse de Portugal, as diferenças étnicas, culturais e linguísticas existentes entre as populações dos dois territórios, a sua separação geográfica e a própria legislação portuguesa, que sempre referiu Cabinda como território diferente de Angola, sendo a união administrativa dos dois territórios efectuada apenas a partir de 1956 e somente por meras conveniências de ordem burocrática. (Fontes:“Biblioteca Nacional Ultramarina, Centro de Documentação da Universidade de Coimbra e Torre de Tômboa”) Apesar dos Cabindas pertencerem à vasta família dos Povos Bantos, fazendo parte ao grupo linguístico vulgarmente conhecido como "Grupo Linguístico Kicongo" em que fazem parte alguns povos do norte de Angola (Zaire e Uíge), a parte sul da região de Boma - República do Congo (Kinshasa), algumas regiões do sul da República do Congo (Brazzaville) e na região sul da República de Gabão, não sustenta a tese que muitos angolanos defendem que Cabinda faz parte de Angola, por este facto, ou seja por pertencer a vassalagem do reino do Congo. É bastante absurdo. Neste contexto, os povos que faziam parte do reino do Congo deviam pertencer todos ao território angolano!!!??? Porque que Muanda, Boma , Matadi, Ponta-Negra não fazem parte de Angola? Mas são todas regiões que pertenciam ao Reino do Congo! A pior desgraça do Povo de Cabinda é de ter sido protectorado de Portugal e este ser colono de Angola. Dai começou tudo. Caros leitores o reino do Congo era como a antiga UNIÃO Soviética. Desintegrado, as repúblicas que compunham a SAIUZE, tornaram independentes. Quem sabem a história da antiga Rússia que comente. Aceito sermos todos africanos e da mesma região, mas nada nos une a começar pela língua, hábitos e costumes, tradição, etc. É mais fácil confundir-se com um Zairense de Muanda ou Boma ou um Congolês de Ponta-Negra ou da Sul de Gabão com um Cabinda em termos de língua, hábitos e costumes do que com um angolano do Uíge (Mozombo) e Zaire (Mussolongo). Cada povo é mestre da sua história. I. P. R.

Anónimo    portugal
Trata-se de um território muito rico. Para além de petróleo, o subsolo de Cabinda possui urânio, ouro, diamantes, fosfato, manganês, ferro, entre outros minérios, isto para não falarmos da agricultura. O território de Cabinda reúne todas as condições para várias espécies de pecuária. Ao longo da sua costa e em alguns rios e lagoas tem uma invulgar riqueza piscícola. O Maiombe é um "mar vegetal" sem fim de verdura, um entontecimento de beleza singular em África, de obsessão verde, aliada a centenas de espécies diferentes de lepidópteros que entusiasmam qualquer pessoa. A sua riqueza é, de longe, superior, na sua globalidade, à do KUWAIT. Mas as populações cabindenses vivem de extrema pobreza irremediável. O nível de vida é tão alto que nem com Luanda se compara. Quem visita cabinda, chega a conclusão que é um poço de sustento que aguentou a sangrenta GUERRA de trinta anos de Angola e fonte das contas "BANCÁRIAS GORDAS" no exterior, do ELITE do governo do MPLA. Como se pode compreender que Cabinda não tenha um PORTO, um AEROPORTO, sem ESTRADAS mesmo no centro da cidade, sem ÁGUA POTÁVEL, sem PETRÓLEO DE ILUMINAÇÃO e GÁS BUTANO, sem COMBUSTÍVEL, sendo um produtor de mais de 75% de produção diária de CRUDE praticado em Angola !? Como se pode perceber que Benguela e Luanda tenham REFINARIA DE PETRÓLEO e GÁS BUTANO respectivamente e Cabinda como produtor de petróleo não!? Qual a razão que a escola Básica de petróleos que deveria estar em Cabinda se encontra no SUMBE? Porque que vários projectos propostos pela Petrolífera CHVERON, nunca foram implementados em cabinda? Isto entende-se para melhor dificultar aquelas populações. As populações de Cabinda são vítimas de toda a poluição de exploração de petróleo e não beneficiam nada do petróleo. Perante este cinismo imperturbável, do Governo de Angola “MPLA” porventura, relativamente ao seu cometimento e suas sanguinárias consequências (sem termo) para com o nosso Povo, Filhos e Quadros, com coragem, NÃO PODEMOS DEIXAR DE CLAMAR pela efectiva solução do “CASO CABINDA” , ignorado por muitos. [Caros leitores, gostaria de vos oferecer uma notável peça "histórica e jurídica" com meridiana claridade de expressão, que torna ainda mais convincente o perfeito encadeamento dos argumentos, deste depoimento que vai desdobrando perante os leitores os princípios, as situações, os factos e os acontecimentos em que se evidencia o direito de Cabinda a uma Independência separada a de Angola] Considero que, no contexto histórico em que se celebrou, o Tratado de Simulambuco deve ser considerado como um Tratado de «Protectorado colonial», a exercer por Portugal. Em face das declarações dos Príncipes, Governadores e Notáveis de Cabinda, de aceitarem «a soberania de Portugal», também é possível, durante a, vigência da administração de Lisboa, uma interpretação favorável à integração dos Cabindas na nação portuguesa. Mas, ao dar a independência aos povos do seu Ultramar, Portugal, à luz do Direito Público Internacional, dos compromissos assumidos pelo Tratado de Simulambuco e da prática internacional adoptada em casos idênticos, não podia declarar Cabinda como parte integrante de Angola nos Acordos de Alvor e deixá-la na dependência do governo de Luanda, com absoluto desprezo pela vontade das suas populações. [Fontes: “Biblioteca Nacional Ultramarina e Torre de Tômboa”] Apesar da sua maioria dos outorgantes não possuírem habilitações literárias, e se as noções de «soberania», «súbdito da Coroa Portuguesa», «Protectorado», «Domínio útil» [ou Direito Directo] e «Domínio eminente » e lhes tivesse escapado por mais conscienciosa que tenham sido as explicações dadas, todavia, é de duvidar que todos os outorgantes não tivessem compreendido que Portugal lhes assegurava, pelo menos, a manutenção da sua autoridade e a integridade territorial do seu país. Claro, isto era simples e fácil de entender. Não exigia competência jurídica nem muita instrução escolar. Seja qual for a controvérsia que possa surgir entre os JURISTAS sobre o carácter de Protectorado, de «direito internacional» ou «de direito interno» do regime instituído pelo Tratado de Simulambuco, em qualquer hipótese, não é duvidoso que os outorgantes entenderam que Portugal garantia a integridade do seu território e a continuação da sua autoridade. O doloroso acto anexatório dos ACORDOS de ALVOR de 1975 por Portugal (com o MFA-"Rosa Coutinho, Pezarat Correia, etc..."), e a cobiça de Angola nascente (com o MPLA, FNLA e UNITA), por outro, resultaram no reforço impiedoso da consternação do Povo de Cabinda que, (não tendo sido descolonizado), o jogou, fazendo-o prostrar, sob um outro jugo neo-colonial, o de Angola, por injustiça. Da serena, minuciosa, exaustiva e pertinente argumentação usada nestes ACORDOS se conclui, sem o mínimo espaço para DÚVIDAS, que os signatários dos Acordos do Alvor (de resto declarado suspenso antes da independência de Angola) praticaram um acto INCONSTITUCIONAL, ILEGÍTIMO e sem qualquer validade, ao declarar Cabinda parte integrante de Angola. Para concluir que Cabinda não fazia parte integrante de Angola, pode-se ler nestes ACORDOS o texto lido por Senhor, MELO ANTUNES, então ministro sem pasta do governo de Portugal que leu a declaração nos Acordos de Alvor de 1975, que visava a integração de Cabinda em Angola, com estas palavras: [... dadas as condições actuais e neste contexto, Cabinda é parte integrante e inalienável de Angola...]. [Fontes:“Biblioteca Nacional Ultramarina e Centro de Documentação da Universidade de Coimbra”] A linguagem é tão clara e que não carece de conhecimentos científicos para entender o conteúdo gramatical. Aqui, o português está correcto e gramaticalmente também correcto. Em qualquer hipótese, desde 1963 que o Povo de Cabinda faz-se representar pela FLEC, oriundo da UNIÃO dos três movimentos a citar: (MLEC, CAUNC, e ALLIAMA) como único representante das populações de Cabinda, no seu desejo de independência. E isto, tanto em relação a Angola como a Portugal. Entretanto, também surpreende aos Filhos de Cabinda o facto de constatar que a incorporação de Cabinda em Angola fosse declarada no artigo 3 do referido Acordo de 15 de Janeiro de 1975, corresponde bem a uma exacta e judiciosa interpretação, quando a própria constituição portuguesa, na enumeração dos territórios portugueses, distinguia Cabinda de Angola.( Ver os artigos 1 e 2 da constituição portuguesa de 1933, aos quais, de resto, se hão-de fazer novas alusões.)[Fontes:“Centro de Documentação da Universidade de Coimbra, Torre de Tomboa”] Na verdade, todos estes factos nos surpreendam. Mas trata-se de factos, que nos cumpre enfrentar e apreciar nos seus aspectos jurídicos. Acresce o facto de que os CABINDAS reclamaram, em numerosas ocasiões, que se organizasse um REFERENDUM em Cabinda, sob a autoridade e garantia da ONU ou da OUA, para se averiguar se os Cabindenses verdadeiramente desejam a independência, em relação a Angola. Pela primeira vez, em público, o presidente angolano sugeriu uma consulta popular sobre o futuro de Cabinda. Numa entrevista à rádio «Voz da América», José Eduardo dos Santos admitiu que, no processo de revisão constitucional em curso, a questão do Enclave de Cabinda pode ser abordada pelos angolanos. Mas, Eduardo dos Santos, não chegou de utilizar a palavra REFERENDO preferindo o termo «consulta popular», fez uma ressalva: será uma consulta dirigida não só apenas aos cabindas mas a todos os angolanos. Foi absurdo ouvir este discurso do Presidente de Angola. O que é que isso? Quem disse que essa ferramenta é utilizada até a outra parte do conflito? Neste contexto, para o caso de Timor Leste, deveria consultar também o Povo Indonésio!!? Seria disparidade! Tudo isto, os Filhos de Cabinda levam uma indignação.“NÃO PODEMOS DEIXAR DE CLAMAR” Em apoio desta conclusão, invoca-se a divergência das circunstâncias em que Angola e Cabinda entraram na posse de Portugal, as diferenças étnicas, culturais e linguísticas existentes entre as populações dos dois territórios, a sua separação geográfica e a própria legislação portuguesa, que sempre referiu Cabinda como território diferente de Angola, sendo a união administrativa dos dois territórios efectuada apenas a partir de 1956 e somente por meras conveniências de ordem burocrática. (Fontes:“Biblioteca Nacional Ultramarina, Centro de Documentação da Universidade de Coimbra e Torre de Tômboa”) Apesar dos Cabindas pertencerem à vasta família dos Povos Bantos, fazendo parte ao grupo linguístico vulgarmente conhecido como "Grupo Linguístico Kicongo" em que fazem parte alguns povos do norte de Angola (Zaire e Uíge), a parte sul da região de Boma - República do Congo (Kinshasa), algumas regiões do sul da República do Congo (Brazzaville) e na região sul da República de Gabão, não sustenta a tese que muitos angolanos defendem que Cabinda faz parte de Angola, por este facto, ou seja por pertencer a vassalagem do reino do Congo. É bastante absurdo. Neste contexto, os povos que faziam parte do reino do Congo deviam pertencer todos ao território angolano!!!??? Porque que Muanda, Boma , Matadi, Ponta-Negra não fazem parte de Angola? Mas são todas regiões que pertenciam ao Reino do Congo! A pior desgraça do Povo de Cabinda é de ter sido protectorado de Portugal e este ser colono de Angola. Dai começou tudo. Caros leitores o reino do Congo era como a antiga UNIÃO Soviética. Desintegrado, as repúblicas que compunham a SAIUZE, tornaram independentes. Quem sabem a história da antiga Rússia que comente. Aceito sermos todos africanos e da mesma região, mas nada nos une a começar pela língua, hábitos e costumes, tradição, etc. É mais fácil confundir-se com um Zairense de Muanda ou Boma ou um Congolês de Ponta-Negra ou da Sul de Gabão com um Cabinda em termos de língua, hábitos e costumes do que com um angolano do Uíge (Mozombo) e Zaire (Mussolongo). Cada povo é mestre da sua história. I. P. R.

Futugo De Belas    Ediçao CABINDA
Os mendigos Angolanos devem evitar assinaturas de contratos ilegais em Cabinda. Cabinda nao é Angola. Por voces nao serem mesmo de Cabinda, nao sabem os dados atuais da Floresta. Sou militar da Flec. Um dia estava de civil duma operaçao de rotina nas áreas do Dinge. Logo que vinha me aproximar a 150 metros do Dinge,fui intercetado pela tropa cubana.Eles patrulhavan aquela zona devido dum forte ataque que levarao nas áreas da rotina da Flec-Fac. Eu mantive o silencio de civil. A minha sorte é nao estava fardado. Ha dois metros, só assustei o cano na barigo e o HAALTO!!! Eu disse vou a Lavra.contestou o maior! aonde está está lavra e aonde vives? Eu lhe disse de sinal na orelha como quem diz, nao entendo o que dizes.Ele aproximou mais apertando o cano da arma HAKA-heM na minha barriga. Eu, apesar que estava silencioso tentando lhes convencer que sou civil, estava também perplexo de pensar como tinha que me desviar da morte!!! Só sei falavam Espagnol. A minha sorte é um deles pronunciou indicando o dedo indicador FLEC. Eu pensei o seguinte: Se eu entrar no Dinge com eles, vou me perder. Entao pensei na possibilidade de os levar na Flores. Entao indiquei o dedo na mata. Eles entenderam que ias lhes mostrar donde estava o Flec. Fui acampanhado cercado. Eu estava na minha direita e na minha esquerda cercado dum linha infinita de tropa cubana. Ao um certo ponto encontrava-se outra tropa espalhada cunbana que pelo que entendi, era a mesma patrulha. Entao ha minha trás estava muito perto as costa estava um militar preto cubano. Eles subiavan, isto é dando o sinal ao outro grupo para dizer erao os memos. Quando chemos ha beira duma lagora foi aonde os cubanos viram fumo. Nós nas nossas linhas chamamos MUYCI CHIBONGA. Quer dizer : O MAKIZAR. Entao recordei uma ediçao do nosso PRESIDENTE nZITA HENRIQUES TIAGO: O Mpla só poderá acabar com a FLEC, se cada folha do Maiombe for um militar do Mpla. Nao será por isso que está no plano do Mpla derrubar toda a Floresta de Cabinda? Nao vai conseguir.OS angolanos teem que sair de Cabinda. Cabinda nao é Angola.

Anónimo    
muita madeira?? É algo que nao pode dar muito dnheiro, e se começa a abater muita madeira, em pouco tempo acaba. Vamos cultivar o cacau. Olha que a costa do Marfim ja foi um dos melhores paises de Africa so por cauusa do cacau. Que até os Europeus designavam de caso unico e de sucesso em Africa. Depois nao se queixam, quando nao tivermos mais nada.

kam's/Los Angeles    
Prefiro abordar essa notícia noutro ângulo. Para mim, a noticia implicitamente indica que existem outros recursos, para além do petróleo e diamantes, a serem explorados por fins pessoais. O sector das pescas e outros recursos escondidos dentro das quintas dos manda-chuvas no interior são exemplos patentes. Não e salutar a pratica de roubo constante. As riquezas deveriam servir para melhorar o bem-estar do povo Angolano, inclusive os ibindas (já são ainda portadores de BIs Angolanos). Porem, que as riquezas não sejam motivos para maltratar ou tirar a vidas de todos aqueles que Deus abençoo. Muitos menos as mesmas riquezas deveriam servir de pretexto para dilatar o diálogo desse caso eternamente pendente, chamado: "Caso Cabinda." Que tipo de caso que não tem uma solução? Será que o petróleo vale mais do que as vidas humanas? E pena o "Double standard" da comunidade Internacional face aos abusos dos direitos humanos e saques do erário pública.

Keba Monho    keba_monho@hotmail.com
Deiaxm os cabindas em paz. Deixam a riqueza dos Cabindas. É por causa dessa riqueza que são massacrados, roubados, violados, turturados e saqueados até dizer chegam. Por causa das suas riquezas, os cabindas são angolanos. Se não tivessem riquezas nunca seriam parte integrante de angola. O que é que os cabindas fizeram? Porque não têm direito a liberdade?

ZINDUNGU BUÉÉÉ    Luanda
É melhor parar já com isso,nas Lundas os diamantes estão a acabar,agora querem mais acabar com a madeira de Cabinda? Por favor deixam um pouco para as nossas gerações vindouras.Ainda não estão cheios das riquezas já acumuladas???Não se pode esgotar todos os recursos num só dia,é preciso pensar sempre no futuro.SERÁ QUE ESTÃO A CORRER COM O TEMPO SE NÃO OS DONOS VÃO ACORDAR E VOS SURPREENDER A ROUBAR???? Qual e´a vossa preocupação??Deixam a madeira onde está e pirem-se já daí.Fuiiiih

marcal     england
realmente nos tambem somos ricos em madeira. Nos tyemos um patrimonio em madeira de qualidadew rara que so nos temos.E bom que ase ponha a frente desta riquesa pessoas com bastantes conhecimentos tecnicos para que se realmente se possa persevar esta grande reliquea de \angola. Agora que nqo se faca como dfizemos ao nosso cafe , em que eramos os segundos produtores mundiais e conseguimos dar cabo desta requesa. Facam tudo como deve de ser e trabalhando para os verdadeiros destinos e interesses do povo angolano.Olhem que toda a gente(o colono e o povo), sempre resoeitaram esta riquesa, como tal nao devemos ser nos os angolanos que vamos dar cabo desta riquesa.

a hora é este    Paz
Quem é o flec para probir a corte de madeira,ne na mata ne nas cidade eles mandar, o problema de estragar anatureza todos nos estamos comtra ,o zita é um ngundeiro zinho na franca anda de arasca ele é que vai mandar em cabinda,ele vai morre com esse sonho de presidente

FURIOSO DO BUKO ZAU    MAIOMBE
Parece que estamos já em idade de tirar proveito dos nossos erros passados. Estou a ler aqui nos comentários que se explora pouco madeira em Cabinda...Acho é que não se devia explorar nada...Onde está a floresta tropical do Gabão? Acabou! E se incentivarmos os abates em Cabinda tambem vai acabar...Porque não levantamos os enormes impostos das importações de madeira? Porque não deixar importar livremente madeira de pinho, eucalipto etc? É que estamos a fazer cadeiras , caixoes (com madeira nobre...) Quantas coisas não se fariam com madeiras originarias de florestas industriais? Madeira de pinho é barata , a de eucalipto tambem mas preferimos utilizar madeira nobre para a construção. Assim não estamos a preservar as nossas florestas. Esses individuos da Flec em vez de se andarem a exibir nas Europas deveriam e se amam a nossa terra é apresentar propostas para evitar o seu saque... Mas o que acontece é que vêm pouco e não falam senão de petroleo...Já me começo também a cansar do vosso papo!

pedrocas kandongueiro    petrangol
A única coisa sensata que um Governo patriótico poderia fazer era proibir o corte de ávore do Maiombe. Pura sensatez. Nosso caro e Exmo. Presidente da República e Nosso Chefe: proiba o corte de árvores sem Cabinda. E faça, exa. isso já! Ponha ponto final nisso que temos outros recursos de sobra e não podemos estafar o que não se renova.

Paup'errimo    
Este dinheiro arrecadado da venda interna e da exportacao da madeira,onde 'e q ta???n seria bom se se impregassem em grandes projectos msm dentro do ambito do caso MAIOMBE?OU ta se a esperar dinheiro de onde?Quando esse dinheiro resultado da venda etc,n for implantado no msm meio(Maiombe) entao n ha nada pra esperar...