By Angola Acontece

País ganhará novos hotéis Aug 2007




Continua a demanda para acesso ao ensino médio O País

O director nacional para o ensino médio técnico profissional, António do Nascimento Alexandre, considerou, quarta-feira, 3, a ânsia da inserção no mundo do emprego por parte dos jovens como sendo a causa das enchentes para a inscrição nos institutos politécnicos.

“Depois de terminado o ensino secundário do I ciclo, o jovem quer uma formação que, logo a seguir, lhe garanta um emprego. Isso justifica o grande número de estudantes que acorrem ao ensino médio técnico”, explicou.

Outra causa apontada pelo responsável é o facto de esses estabelecimentos de ensino estarem bem localizados no centro da cidade, para além de possuírem muitos cursos.

António Alexandre salientou que o grande problema das enchentes nesses estabelecimentos escolares se regista mais em Luanda, não só pelo facto de ser a província que concentra um número considerável de escolas do ramo, mas também por ser a cidade que alberga uma grande população angolana basicamente jovem.

Recorde-se que o Instituto Médio industrial de Luanda (IMIL), Instituto Médio de Economia de Luanda (IMEL) e o IGCA (Instituto de Geodesia e Cartografia de Angola) ainda continuam a ser os mais procurados da capital, ao ponto deste ano lectivo terem registado entre três e cinco mil candidatos a concorrerem para menos de 601 vagas em cada uma das referidas escolas.

Quanto à política de inserção de alunos, o responsável socorreu-se do despacho número 145/09, de 30 de Dezembro, que suporta as orientações do Ministério da Educação (MED), segundo o qual a admissão de novos alunos tem a ver com determinadas idades e médias nas disciplinas nucleares do curso pretendido.

As idades contempladas vão dos 14 aos 16 anos de idade, enquanto as médias tidas como aceitáveis são de 14 a 20.

Curiosamente, com a implementação do sistema de Reforma Educativa que tem a 9ª Classe como a última do ensino secundário do I Ciclo, nenhum aluno vai chegar à 10ª Classe com os precisos 14 anos, já que para a Iniciação e 1ª Classe se recomendam os 5 e 6 anos de idade respectivamente.

Por causa disso e tendo em conta as recomendações da Reforma Educativa, que recomendam menos de 36 alunos por cada sala de aulas, António Alexandre recordou a possibilidade do curso nocturno.

“Na indisponibilidade de vagas, o aluno pode passar para o período póslaboral”, ponderou.

O director reconheceu que as direcções de escolas têm enfrentado grandes dificuldades para cumprir com esses parâmetros, devido à pressão a que são submetidos em cada início de mais um ano lectivo.

Mesmo assim, o número um do ensino médio técnico profissional orientou aos directores das escolas sob a sua jurisdição a vencerem as fortes pressões e cumprirem cabalmente com o recomendado, de modo a contribuírem para a qualidade do ensino.

“Não devemos encher as salas para pôr em causa a qualidade de ensino dos jovens que vão servir a área técnicoprofissional desse país”, disse, acrescentando que o seu sector tem a máxima responsabilidade de atribuir aos formandos qualificações técnicas aos profissionais que irão ao mercado de emprego.

78 Institutos, pouco para muitos

António do Nascimento Alexandre admitiu que o seu sector possui poucas escolas para atender a demanda dos alunos que pretendem qualificar-se no ramo das tecnologias.

O nosso interlocutor precisou a existência de 78 institutos médios técnicos em todo país, um número que ele ainda considera ínfimo para atender a demanda.

Segundo António Alexandre, de 2006 a 2010 o MED entregou à sociedade 34 escolas médias técnicas construídas de raiz, no âmbito da Linha de Crédito da China.

“Só a província de Luanda possui 19, isso contando com outras que já existiam, mas que foram reconstruídas e apetrechada”, precisou António Nascimento, tendo assegurado que “nem isso garante o acesso a todos jovens que procuram essas instalações”.

De acordo com o dirigente, Luanda precisa de mais escolas para sair desse quadro que nem mesmo outras escolas do ensino geral e de formação de professores consegue evitar.

Em relação às escolas do ensino particular que pretendem dar o seu contributo no sector que dirige, António Alexandre explicou que para entrarem no sistema de comparticipação as escolas privadas têm de cumprir com alguns parâmetros.

“A prioridade vai para as escolas localizadas em zonas onde o próprio Estado tem dificuldades de se instalar. Mas para o nosso ramo tem de se inspeccionar os aspectos técnicos, laboratoriais e da qualificação do corpo docente”, esclareceu, tendo indicado dois exemplos em Viana, nomeadamente o complexo escolar Ilíada e Elsamina.

Outras escolas têm os processos a serem apreciados junto do gabinete jurídico, apurou O PAÍS junto da mesma fonte, que anunciou a aprovação desses documentos caso reúnam as condições necessárias.

Alternativas à vista

Para o caso particular de Luanda, sempre chegaram registos referentes às enchentes nos grandes institutos como IMIL, IGCA e IMEL, mas dificilmente chegam informações do género em relação a outras instituições do ensino médio técnico, nos municípios da periferia, como Cazenga, Cacuaco e Kilamba-Kiaxi. Por isso, António Alexandre encoraja os jovens a baterem as portas dessas escolas.

“Em todos os municípios, temos institutos médios técnicos implantados que oferecem quase os mesmos cursos, mas a maioria da juventude só quer estudar no IMIL”, lamentou, tendo referenciado a existência de outras opções fora de Luanda.

Actualmente, o Governo está a criar uma política de incentivo nas outras províncias onde existem os cursos politécnicos ligados ao ramo industrial, agrário e de administração e serviços, vulgo cursos económicos.

António Nascimento defende que a maior parte dos jovens que aflui às escolas de Luanda sem sucesso, a seu tempo, deverá ingressar nesses estabelecimentos.


09 Feb 2010
Fonte:O País     [Comentar]

Comunidade angolana on-line (By Angola Acontece)

Registe-se no Ponto de Encontro e faça amigos, nós já aderimos!



Comentários
anonimo    luandense
os da republica democratico do congo sao congoleses, os da provincia do zaire sao zairenses, nos da provincia de luanda somos luandenses

Malanjino nervoso    
Não existe demanda e sim oferta ao acesso do ensino médio. Atualmente existem salas de aula, com cadeiras vagas.

Pedro    lisboa
o termo económico é Demand em inglês e em português é procura, se eu comentei é pq percebo e se calhar melhor do q tu q n sabe a diferença de uma palavra em português e em inglês e que queres traduzir aumentado uma silaba no fim. a palavra demanda n esta na gramática portuguesa, nos n podemos inventar palavras.

ALGUEM DISSE TOLERANCIA ZERO?????    ENTAO JA PODE COMEÇAR COM ESTA MATERIA....
Uma comissão do Senado americana ouviu na passada sexta-feira detalhes sobre a movimentação de milhões de dólares de vários países africanos, incluindo Angola, em esquemas relacionados com o desvio e lavagem de fundos do governo. O Senado americano está a estudar legislação para reduzir o uso de instituições americanas por dirigentes e funcionários corruptos. Numa audiência realizada ontem vários casos envolvendo Angola voltaram a ser abordados, nomeadamente a transferência de milhões de dólares por Pierre Falcone, o empresário a cumprir pena de prisão em França por tráfico de armas para Angola e que juntamente com os seus familiares terá usado 29 contas diferentes no Bank of America entre 1989 e 2007 para movimentar milhões de dólares em fundos que o relatório considera de suspeitos. O comité do Senado que investigou a questão localizou 60 milhões de dólares em actividades que considera de suspeitas acrescentando que entre 1999 e 2007 Pierre Falcone esteve envolvido em inúmeras transacções suspeitas. O Bank of America encerrou as contas de Falcone em 2007. William Fox, do Bank of America admitiu que o banco deveria ter actuado de melhor maneira no caso de Pierre Falcone que entre 1999 e 2003 recebeu em diversas das suas contas mais de seis milhões de dólares de clientes que não foram identificados. Outro caso que esteve em discussão foi um envolvendo uma tentativa do antigo presidente do banco nacional de Angola e antigo vice primeiro ministro Aguinaldo Jaime de transferir 50 milhões de dólares para uma conta privada através de bancos americanos. Arvind Ganesan, director para questões empresariais na organização de direitos humanos Human Rights Watch acompanhou o caso e disse à Voz da América que Aguinaldo Jaime "tentou transferir 50 milhões de dólares do banco central para os Estados Unidos sob pretexto de que se tratava de fundos para ajuda humanitária". "O banco nos Estados Unidos considerou a operação de suspeita e devolveu o dinheiro. Dois meses depois em Agosto de 2002 ele tentou a mesma coisa em conjunto com vários outros indivíduos. Mais uma vez o banco considerou isso de suspeito, disse aquele especialista da Human Rights Watch. Ganesan disse que neste caso dois bancos americanos o Bank of America e o Citibank consideraram a operação de suspeita. O Citibank acabou mesmo por fechar os seus escritórios em Angola. Outro banco que teria estado envolvido nas tentativas de Aguinaldo Jaime para transferir dinheiro foi o HSBC que teria sido também usado para a compra de títulos do tesouro americano por entidades angolanas. Na audiência de ontem Wecher Mandemaker, director para controlo de lavagem de fundos no HSBC, não pode contudo responder a questões sobre as relações do seu banco com o banco central de Angola e sobre actividades em bancos nas Bahamas. O HSBC disse não poder responder a perguntas sobre o uso de contas em bancos fora dos Estados Unidos pelos seus clientes devido entre outras questões às leis de segredo bancário que existem nas Bahamas. Mandemaker disse ao comité do senado não saber se o HCB tem ligações com o Banco Nacional de Angola nas Bahamas algo que desagradou visivelmente a alguns dos senadores. O senador Carl Levein disse ontem que a corrupção deve ser combatida em todos os locais porque destrói a lei, o desenvolvimento económico e a sociedade civil. Arvind Ganesan disse que a transferência ilícita de fundos afecta também o bem estar das populações dos países visados: Dando como exemplo o caso de Angola Ganesan recordou que a num relatório publicado pela sua organização em 2004 indicou que entre 1997 e 2002 - na altura em que Aguinaldo Jaime era ou director do banco central ou vice primeiro ministro - 4220 milhões de dólares desapareceram. Nesse mesmo período o gasto total para questões sociais e humanitárias em Angola foi de 4270 milhões de dólares. "Durante esse mesmo período todos os principais padrões de desenvolvimento caíram. Quer seja saúde, ou educação ou outro serviço essencial ou necessidade poderiam ter sido melhorados se os quatro mil milhões de dólares que desapareceram tivessem sido investidos no povo angolano em vez de terem sido esbanjados, mal administrados ou roubados," disse o especialista. Arvind Ganesan da Human Rights Watch disse ainda apoiar medidas para que os corretores de propriedades sejam obrigados a saber a proveniência de fundos usado na compra de propriedades nos Estados Unidos.

gabriel    gabriel.luis@gmail.com
os da republica democracratico do congo sao congoleses, os da provincia do zaire sao zairenses, os de malange sao malanginos

Mensageiro    Do Senhor
O que e que JESUS CRISTO disse acerca da sua segunda vinda em Sao Mateus 24:36-39 Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai. E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, E näo o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.

Kadietuji    luanda
ESTE CIDADÃO NASCIMENTO, FOI MEU PROFESSOR NO IMIL.REALMENTE É UM GRANDE PROFESSOR.PARABENS PELA TUA ASCENSÃO COMO DIRECTOR NACIONAL

Ano.    Luanda
Em primeiro lugar,é muito bom existir uma procura nas inscrições nas escola,mostra vontade,e acima de tudo uma preocupação em evoluir.Penso que o grau de exisgência nas escolas devia ser maior,pois apesar do esforço a qualidade final é ainda muito fraca.A criação de unidades de ensino profissional,seria muito bom para um País em desenvolvimento,onde o sector primário e secundário virão a ser uma grande aposta.Os jovens hoje em dia não devem pensar que só um Dr ou Eng é que são alguém na vida,e muitos deles têem,por certo,outras caracteristicas que lhes podem vir a ser muito melhores alternativas.A maioria desses "botecos à beira da estrada" (desculpem a expressão) que vende cursos de tudo e mais alguma coisa,são de qualidade mediocre e só servem para ganhar dinheiro com pessoas que têm vontade de obter formação.Não têm qualquer supervisão estatal (aprovação ou certificação do ministério da educação) logo não têm qualquer validade prática.Ou seja,qualquer um que ache que sabe alguma coisa,dá cursos de formação...Não pode ser pois o resultado final é mau.Quem quer aprender deve procurar entidades que ofereçam cursos com certificação,só assim podem garantir que a formação ministrada é de qualidade.De resto,com o tempo chega-se longe é preciso vontade e espirito critico e construtivo.

Anónimo    LUANDA - Cabinda ao Cunene
Sr. Director Geral António do Nascimento Alexandre, quanto a esta Notícia é muito enriquecedora e realmente se for posto na prática como diz, então aí vai facilitar à vida aos estudantes que realmente pretendem estudar. Mas, temos que admitir que a principal causa insatisfatória que leva a juventude a não alinhar numa maioria ao ensino é a falta de bens alimentares, Saúde, vestuário, calçado e educação que esses pais não têm e nem podem transmitir e dar aos seus filhos. Então seria bom o Governo criar um Subsídio Escolar de forma ajudar estes jovens desprotegidos das suas famílias por dificuldades das mesmas. Assim, seria mais uma força e incentivo para chamar mais jovens às escolas a fim de Angola formar Quadros em todas às áreas para o futuro do País. Quem sabe deixemos de ter despesas com Países da Ásia, Ocidente e Europa daqui há 40 anos. Pois este dinheiro pode reverter a favor do Povo Angolano criando mais Escolas, que como diz não existem (o que não faz sentido pois, deixem de construir muitos condomínios para a ralé e família dos Srs. Governantes e privilegiados). Então só assim criando também bases para às suas famílias na questão da Habitação, saúde e Bens Alimentares só assim será possível deixar, de vermos os nossos Angolanos marginalizados e fora do contexto da Sociedade. Os meus Parabéns pelo seu Trabalho e um bem-haja.

Pedro Lisboa!!!    
Quando nao sabes de algo evite escrever lixo. Demanda nao e termo brasileiro, mas sim economico.

Pedro    lisboa
pra essa mrda de demanda ja inrrita, é procura n invemtem termos isso é a convivencia com os vossos camaradas brasileiros.