Prevêem-se melhorias no fornecimento de energia à Luanda até ao final do ano
23-10-2006 | Fonte: Folha 8
A china vai concluir até ao final do ano o investimento de 85 milhões de dólares para recuperar e expandir os sistemas eléctricos em Luanda, através da empresa estatal chinesa Companhia Internacional de Construção de Maquinas que em 2002 iniciou, em cooperação com o governo angolano, a recuperação da rede eléctrica de Luanda, que deverá estar concluída, até ao final deste ano.

Com o fim da guerra civil em 2002, após 27 anos de combates, Angola tenta recuperar a rede eléctrica nacional, uma vez que só na capital, planeada para um máximo de 500 mil residentes, vivem mais de 4 milhões de pessoas.

Xiong Zhijun, director da CMEC em Angola, confirmou que o investimento total nas três fases do projecto de Reabilitação e Extensão do Sistema Eléctrico de Luanda está em bom caminho.

A primeira e segunda fase, revela o semanário Folha 8 citando Xiong Zhijun, envolveu a recuperação e extensão de redes de energia de baixa e média voltagem em 192ª áreas residências e a terceira fase, a concluir até o final do ano cobrirá 24 áreas residências e estenderá 40 quilómetros de linhas de transmissão de alta voltagem.

Recorde-se que, o governo chinês concedeu a Angola, através do Banco chinês de exportações e importações (Eximbank), um crédito adicional de dois mil milhões de dólares, para o programa de reconstrução e desenvolvimento nacional.

Este crédito, acrescentou o Folha 8, junta-se ao empréstimo de 2,4 mil milhões de dólares que a China concedeu a Angola em Março de 2004 para a reconstrução do país. Angola foi, no primeiro semestre de 2006, a maior fonte chinesa de crude, uma vez que a China tem vindo a tentar diversificar os seus fornecedores petrolíferos procurando afastar-se das regiões de produção de instabilidade politica, como o Médio Oriente.

Angola exportou para China 94 milhões de barris de petróleo nos primeiros seis meses de 2006, ou 18,2 por cento do total das importações petrolífera chinesas no mesmo período.

Recorde-se que, a china é a segunda importadora e consumidora mundial de petróleo, atrás dos Estados Unidos, com o volume das importações petrolíferas chinesas a duplicar nos últimos cinco anos, devido ao crescimento económico médio anual de 8,9 por cento.
 
Comentários
Quer Comentar?
Nome E-mail ou Localização
Comentário
Aceito as Regras de Participação