Bispos da CEAST deploram casos de intolerância politica
07-03-2007 | Fonte: VOA
Os bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé estão preocupados por ainda existir em Angola actos de intolerância Política em várias localidades.

«Nós bispos sentimos um pouco de preocupação, não vamos entrar em pormenor, não é o caso com certeza, mas houve intolerância que revela uma certa tensão psicológica e social, isto é preocupante, nós pretendemos todos um clima de paz, de democracia, de tolerância para as eleições e se houver um clima de tensões, de violência, de intolerância, isso pode dar mau resultado», disse Dom Francisco da Mata Mourisca (na foto), na conferência de imprensa terça-feira última que marcou o fim da primeira Assembleia Anual Ordinária da CEAST que decorreu em Luanda.

Para não fazer descambar o processo político no país os bispos católicos no comunicado final lançam um apelo a todas as forças vivas do país, para que façam tudo que é possível para criar um clima de tolerância, de compreensão e de liberdade autêntica dos cidadãos.

Os bispos constataram também o relançamento lento do país no campo da economia, do comércio e do desenvolvimento em geral, persistindo ainda uma grande falta de emprego, elevado custo de vida e aumento dos casos de VIH-Sida, principalmente nas zonas fronteiriças.

«A intenção dos bispos é de constatar que em toda a extensão do território nacional está a haver uma caminhada no sentido de dotar o país de estruturas que permitam o relançamento do desenvolvimento o que de facto é um dado, é ainda lento e não somos nós que o dizemos, isso não anula que em toda a extensão do território nacional esteja a haver infra-estruturas que indiquem precisamente isso, o que nós dizemos é lento e uma das constatações que mais veio à tona é o facto de que não pode haver realmente desenvolvimento se não se apostar muito seriamente sobre as vias de comunicação, concretamente as estradas».

O bispo Gabriel Bilingue disse acreditar que um dos factores que terá contribuído para este relançamento lento é a precariedade em que se encontram as vias de comunicação.

Dom Francisco da Mata Mourisca respondeu a preocupação colocada sobre a Diocese de Cabinda, considerando ter havido algumas melhorias.

«No conjunto é verdade que as coisas têm melhorado, embora ainda haja acontecimentos a lamentar e sei que o senhor bispo está a fazer tudo quanto é possível para levar esses padres a uma atitude de comunhão eclesial para poderem ser integrados nas suas funções normais de sacerdotes.»

Dom Francisco da Mata Mourisca disse estar esperançado que as coisas melhorem na Diocese de Cabinda e que realmente se chegue ao estado a comunhão completa entre o clero e o seu Bispo.
 
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