TAAG adquire novo Boeing 777, revela VOA
28-09-2007 | Fonte: MultiPress
A TAAG, transportadora aérea nacional, pretende adquirir um terceiro avião de longo curso Boeing777-200ER à construtora norte-americana, reforçando assim a sua moderna frota de aviões adquiridos a pouco menos de um ano.

Desde aquela altura, a direcção da companhia aérea de bandeira tem vindo a trabalhar com a Boeing na elaboração de um estudo para a solicitação de um financiamento com respaldo do EXIM-BANK dos Estados Unidos da América.

Para o efeito, será apresentado formalmente no próximo dia 3 de Outubro, em Washington, às entidades do EXIM-BANK o referido estudo que vai permitir adquirir o terceiro Boeing 777-200ER de longo curso, caso as autoridades financeiras americanas estejam de acordo com o estudo.

Altas individualidades do governo angolano integrarão a comitiva que vai manter o frente a frente com as entidades americanas, além de funcionários da TAAG à qual deverá ainda fazer parte a embaixadora de Angolanos Estados Unidos da América, Josefina Pitra Diakité.

A fonte da Voz da América não precisou os valores que envolverão mais esta compra milionária, ficando apenas a referência de que as seis aeronaves adquiridas há sensivelmente um ano à Boeing orçaram em 990 milhões de dólares americanos.

Estas aeronaves foram adquiridas com o fito de fazer a ligação de Angola com destinos na Europa, apenas, enquanto se aguarda pela autorização para cruzar o Oceano Atlântico em direcção ao continente americano, onde a TAAG ainda opera com o Boeing 747 na ligação com o Brasil.

A abertura de novas ligações também entrava nos projectos da expansão da companhia angolana, mas a proibição de sobrevoar o espaço da Europa comunitária inviabilizou, por exemplo, a frequência que a TAAG havia negociado com a British Airways.

Estas aeronaves poderão eventualmente ser rentabilizadas quando a companhia estabelecer acordos com as congéneres de Dubai e da China, países com os quais Angola mantém um frenesim em matéria de transporte aéreo motivado pelos negócios com o primeiro e, com o último, o transporte de mão-de-obra chinesas que participa do esforço de reconstrução nacional, onde várias empresas detêm importantes obras de engenharia civil.

A aquisição destas seis aeronaves foi visto como o virar de página da história da aviação civil angolana, cuja frota não era renovada havia mais de vinte anos e as suas aeronaves já apresentavam problemas técnicos decorrentes de deficiente manutenção, por um lado, e mesmo do elevado tempo em operação, por outro.

Um dos aviões Boeing 737 adquiridos naquele período teve dificuldades de aterrar em segurança no aeroporto de Mbanza-Kongo, província do Zaire, resultando na morte de seis pessoas que iam a bordo e a destruição da aeronave.

As aeronaves adquiridas recentemente apresentam-se com melhores performances técnicas pois estão equipadas com tecnologia de ponta que garantem mais segurança e eficiência, requisitos necessários a operar num mercado cada vez mais exigente em matéria de segurança aeroportuária.
 
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