Trabalhadores do porto do Lobito partem para greve
14-11-2008 | Fonte: VOA
Os trabalhadores do Porto do Lobito deverão entrar em greve no próximo dia 17 do corrente mês caso as exigências constantes do caderno reivindicativo não forem satisfeitas pela entidade patronal até ao dia 14 de Novembro.

A principal divergência entre os portuários e a direcção da empresa reside no aumento salarial dos funcionários como ponto principal do caderno reivindicativo apresentado a três de Outubro do presente.

Fonte da direcção do Porto do Lobito contactada pela Voz da América disse que um incremento salarial no fim do ano torna-se complicado por ser uma altura em que se está a efectuar o balanço e preparação do orçamento do próximo ano, enquanto que os operários alegam que esta revindicação resulta do não cumprimento do que foi estabelecido pela empresa a 9 de Setembro de 2008, em função das reclamações apresentadas pelos trabalhadores do sector de guindastes.

Eles exibiam um documento saído duma reunião do conselho de direcção que concordava com a fixação do salário mínimo de 60 mil contra os 18 mil Kwanzas que auferem actualmente.

Consideram que o aumento da produtividade que o Porto tem registado nos últimos anos deve ter reflexos na melhoria das condições de vida dos mais de 2 mil funcionários afectos à empresa e acreditam na sua capacidade para efectivação deste acréscimo já que o número de efectivos de 2008 é inferior ao de 2007.

À volta do Porto do Lobito giram vários interesses políticos e económicos nacionais e externo e uma eventual paragem terá sérios reflexos na vida dos importadores e exportadores, bem como do cidadão comum na qualidade de consumidor, segundo alguns especialistas.

Os custos da greve ainda não são precisos, mas empresas petrolíferas como a multinacional norte americana Chevrom-Texaco e brasileira Petrobras que gastam cerca de 25 mil dólares dia por cada navio, terão prejuízos imediatos, com a paralisação das suas operações.

A exportação de petróleo de Angola constituiu a principal fonte de receitas do país. Actualmente o petróleo representa cerca de 80% da exportação angolana.

As exportações de petróleo para a China renderam a Angola US$ 10,6 biliões, apenas superadas pelas norte-americanas, que atingiu US$ 12,8 biliões.

No ano transacto foram registos no porto do Lobito cerca 1 milhão e 500 navios de mercadorias diversas contra os cerca de um milhão 300 movimentados em 2006. Esta prevista para o presente ano económico uma ascensão de cerca de 2 milhões. O director geral do Porto do Lobito, Carlos Gomes minimizou a crise e prometeu falar à Voz da América na próxima semana.
 
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