Preço do barril cai para 22 dólares
30-03-2020 | Fonte: Jornal de Angola

O preço do barril de Brent manteve hoje a tendência de baixa, com a cotação a cair 8,44 por cento face a sexta-feira.
 
O petróleo do mar do Norte está a encaminhar-se para os 22 dólares por barril no mercado de futuros de Londres, atingido pela perspectiva de uma forte contracção da procura global devido à pandemia da covid-19.  O petróleo Brent, de referência na Europa, chegou hoje a cair cerca das 7:45 TMG para 22,77 dólares no International Exchange Futures, menos 8,44 por cento que no encerramento de sexta-feira, quando terminou a 24,87 dólares.
 
A procura internacional de petróleo tem estado a contrair-se devido às restrições, em especial do transporte, impostas a nível global para travar a pandemia da covid-19, que estão a provocar uma crise económica.
 
À contracção da procura global junta-se a guerra de preços iniciada pela Arábia Saudita, que desceu o valor das suas exportações e ameaçou aumentar a produção para ganhar quota de mercado em relação a outros grandes produtores, como a Rússia ou os Estados Unidos.
 
A tendência de queda do preço de petróleo acentuou-se com o fracasso de uma tentativa de acordo, no princípio deste mês, entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e a Rússia, no sentido de chegar a acordo sobre um corte adicional na produção para travar a situação.
 
"A partir de 01 de Abril, tendo em conta a decisão de hoje, ninguém - nem os países da OPEP, nem os da OPEP+ (seus aliados) - tem a obrigação de baixar a produção", declarou aos jornalistas o ministro da Energia russo, Alexandre Novak, após longas negociações em Viena.
Durante as reuniões, a Rússia recusou a proposta da OPEP de um corte colectivo suplementar de 1,5 milhões de barris por dia até ao fim deste ano.
 
O impasse nas negociações levou a uma forte descida do preço do petróleo nos mercados.
A OPEP tinha proposto à Rússia e aos outros nove países parceiros um corte colectivo adicional de 1,5 milhões de barris por dia para não deixar que a diminuição na procura provocada pela epidemia de Covid-19 prejudique os esforços feitos nos últimos três anos para manter os preços, num mercado onde a oferta é excedentária.

 
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