Fase preliminar da Refinaria de Cabinda concluída
03-06-2020 | Fonte: Angop

A  fase preliminar de construção da Refinaria de Cabinda terminou em Maio último, com a conclusão da desminagem, limpeza e tratamento de 38 hectares do local onde está a ser implantada a infra-estrutura, cuja conclusão está prevista para 2023.
 
De acordo com uma nota de imprensa dos promotores do projecto chegada hoje à Angop, foram fechados o “layout” e o estudo de engenharia, onde se inclui o design de uma unidade de destilação de 30 mil barris/dia de petróleo bruto, um tratamento de merox de querosene para Jet A1, tanques de armazenamento e infra-estruturas de apoio.
 
Entretanto, a Gemcorp, na qualidade de accionista e parceira da Sonaref no projecto, decidiu adicionar mais USD 30 milhões ao investimento inicial (500 milhões de dólares) do projecto de construção da Refinaria de Cabinda, valor destinado a um sistema de pipeline e boias de amarração, para permitir a atracação de navios de grande porte junto da refinaria, visando abastecer o mercado interno e para exportação.
 
A Gemcorp assinou em Janeiro de 2020 um acordo com a Sonaref, empresa subsidiária da Sonangol, para a construção da refinaria na planície de Malembo, 30 quilómetros a Norte da cidade de Cabinda.
 
Fontes ligadas ao projecto admitem que o início formal da construção possa arrancar em Agosto próximo.
 
Se assim for, a primeira fase da construção poderá estar pronta até ao final de 2021 e a Refinaria de Cabinda arrancará com uma capacidade de refinação inicial de 30 mil barris/dia.
 
A segunda fase aumentará a capacidade de refinação para 60 mil barris/dia e permitirá a reformação da nafta obtida no processo de destilação em gasolina.
 
Na terceira fase passará também a produzir gasóleo/diesel, o que significa que no final de 2023 a Refinaria de Cabinda estará pronta para fornecer ao mercado nacional e regional gasolina, gasóleo/diesel, combustível para aviões e nafta, contribuindo decisivamente para o abastecimento do mercado doméstico e para a dinamização das exportações angolanas.
 
Reginald Crawford, da Gemcorp Capital LLP, sublinha a importância deste momento e afirma que enquanto responsáveis pelo projecto estão “a trabalhar em estreita articulação com as autoridades angolanas e com empreiteiros nacionais e estrangeiros para que a entrega da obra ocorra nos prazos previstos.
 
Uma vez em funcionamento, a Refinaria de Cabinda criará valor acrescentado para a economia angolana e, em particular, reduzirá a sua dependência da importação de combustíveis do estrangeiro”.
 
A refinação do petróleo em Angola é um dos aspectos críticos do sector, uma vez que o país importa a totalidade dos combustíveis que consome.
 
A entrada em pleno funcionamento da Refinaria de Cabinda permitirá desenvolver a área de “downstream” assim como exportar combustível para os mercados regionais, impondo-se como mais uma fonte de receitas para o Estado Angolano.
 
Acresce que a sua construção vai também gerar empregos directos e indirectos, maioritariamente para a população local – estima-se que durante a fase de construção sejam criados cerca de 1600 postos de trabalhos entre directos e indirectos.
 
Uma vez operacional, a Refinaria de Cabinda devera gerar à volta de mil e 500 postos de trabalho entre directos e indirectos.
 
 
 
 
 
 
 
 

 
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