Maior prejuízo financeiro é do Standard Chartered
28-06-2020 | Fonte: Jornal de Angola

O maior prejuízo financeiro (resultado líquido negativo) do exercício económico de 2019 relatado até aqui pelos bancos comerciais do sistema bancário angolano é do privado Standard Chartered Bank, com 821,5 mil milhões de kwanzas negativos.
 
Apesar disso, os Fundos Próprios de 8,6 mil milhões de kwanzas apurados revelam solidez do banco e a sua capacidade de operar, uma vez estar acima dos 7,5 mil milhões de kwanzas regulamentados pelo Banco Nacional de Angola.


Com estes números, o Standard Chartered Bank supera quase em dobro os -441,3 mil milhões de kwanzas contabilizados no público Banco de Poupança e Crédito (BPC) e os pouco mais de 500 mil milhões de kwanzas negativos do Kwanza Investe. No caso destes dois, há a necessidade de ambos aumentarem os seus capitais, pois estão abaixo dos exigidos.

De acordo com o parecer com reservas emitido pela Ernst & Young Angola, Lda, na auditoria não foi também possível obter respostas ao pedido de confirmação de saldos e outras informações por parte de três partes relacionadas, relativamente a saldos credores incluídos na rubrica de “outros passivos” no montante de 49 milhões de kwanzas, em Dezembro de 2019, contra os 388 milhões de 2018. Também não foi possível executar os necessários procedimentos de auditoria alternativos que pudessem proporcionar prova de auditoria suficiente e apropriada.

Já nas respostas obtidas, o auditor diz não ainda assim obtido as conciliações necessárias de saldos de contas a receber e de contas a pagar registadas em “outros activos” e “outros passivos”, que de acordo com os registos do banco ascenderam, em 31 de Dezembro de 2019, a 408 milhões de kwanzas e 5,2 mil milhões de kwanzas. Os referidos indicadores, no período homólogo de 2018, estavam contabilizados em 555,3 milhões e 2.3 mil milhões, respectivamente.

Quanto às diferenças líquidas apuradas entre os registos do banco e os saldos reportados, o Chartered apurou no seu balanço um valor de 265,2 milhões de kwanzas, o que traduz uma potencial subavaliação do passivo do banco.

É ainda entendimento dos auditores que o activo do banco encontra-se sobrevalorizado no montante de 1,7 mil milhões de kwanzas, porquanto as rubricas “outros activos” e “outros passivos” incluem saldos relativos a operações de crédito documentário de importação naquele montante. Os verificadores de contas lembram que a natureza destas operações, trata-se de garantias de pagamentos em relações comerciais cujo os desembolso estão por ocorrer.
 

 
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