“BANC era um saco sem fundo”
28-07-2020 | Fonte: O País

Kundi Paihama que vai enterrar esta quarta-feira, na sua terra natal, Quipungo contou que certo dia, que já não se recordava, o homem forte do seu banco foi procurá-lo em sua casa e lamentou que o Banco Nacional de Angola (BNA) não aceitava vender divisas ao BANC, segundo revela o Jornal o País.

Segundo a fonte, o general pergunta  qual era motivo e o José Aires respondeu tratar-se de inveja que tinham do general”, recordou na altura o malogrado.

Inconformado,  foi, em companhia de José Aires, ao BNA para se inteirar do que se estava a passar. E acabaram por ser recebidos em audiência por José de Lima Massano, governador do banco.

Segundo a fonte de O País, ele recordou que o governador do banco central disse-lhe que o “seu banco era um saco sem fundo, porque não honrava os compromissos, não tinha liquidez, capital próprio e tinha crédito mal parado”.

Embora não soube precisar a data, Paihama referiu que isso aconteceu na época em que era governador provincial do Huambo.

Afirmou ao tribunal a 5 de Junho, 49 dias antes da sua morte, que tentou apurar o que se passava, mas a administração do banco não permitia.

Os administradores lusos impediam-o de manter contacto com terceiros que lhe podiam prestar informação.

Por outro lado, Paihama manifestou que desconhecia a parceria que o seu banco havia estabelecido com a empresa Poltec, proprietária dos condomínios Boavida, infinity i e ii, entre outros.

Contou que certo dia, em data que já não se recordava, foi abordado por um cidadão, cujo nome não precisou, sobre o preço de uma casa no seu condomínio. Ficou surpreso com a pergunta e respondeu que não tinha condomínio, mas a pessoa que falava consigo insistiu que o BANC possuía condóminios.

 
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