N´Gunu Tiny: o “menino de ouro” angolano das finanças
28-07-2020 | Fonte: Negócios ( Celso Filipe )

N’Gunu Tiny recebeu o epíteto de “menino de ouro” das finanças após ter fechado uma parceria com um membro da família real do Abu Dhabi. Lidera o Emerald Group e é sócio de José Maria Ricciardi e Jorge Tomé na Optimal Investments.
 
O que têm em comum o site de “fact-checking” Polígrafo, a venda da Frulact ao grupo francês Adrian ou a compra de 100% do capital da Toys ‘R’ US Ibérica por parte do grupo português Green Swan em parceria com o Management Team?

A resposta é N’Gunu Olívio Noronha Tiny, advogado, que a publicação Africa Intelligence classifica como o “menino de ouro angolano das finanças”. Os negócios de Tiny, filho de Carlos Tiny, um antigo ministro das Relações Exteriores de São Tomé e Príncipe fazem-se em torno do Emerald Group e continuam a crescer.

Através desta holding, N’Gunu Tiny é um dos cinco sócios da Optimal Investments, uma empresa de assessoria financeira. Os outros são José Maria Ricciardi (ex-BES), Jorge Tomé e Luís Paulo Tenente (ex-Banif) e António Simões (ex-Sovena). A Optimal montou, entre outas, as operações Frulact e Toys ‘R’ US Ibéria. No Polígrafo, a presença de N´Gunu Tiny, materializa-se através do Emerald Group, sediado no Dubai, o qual detém uma participação de 30% deste site lançado no final de 2018.

O epíteto de “menino de ouro” nasce da sua parceria recente com o xeque Hamad bin Khalifa bin Mohammed Al Nahyan, um parente afastado da família governante de Abu Dhabi, a qual se materializou na constituição da HBK Emerald Investments, uma empresa de consultoria vocacionada para o investimento nos setores das finanças, petróleo e infraestruturas.

A sua rede empresarial é também composta, entre outros, pelo Banko Financial Group, Next Gen Mining, Nino Oil, Makeba (prestação de serviços financeiros através de telemóvel), Optimal Investments e Diaar Limited (imobiliário).

Bolsa e Sonangol
 
N´Gunu Tiny afirmou-se em Angola quando entrou no escritório de advogados de Carlos Feijó (CFA), o qual conheceu na Universidade Nova de Lisboa, onde se formou em Direito. A CFA, entre outras atividades, prestava serviços de consultoria à Sonangol, então liderada por Manuel Vicente. Feijó, que chegou a ser ministro de Estado e chefe da Casa Civil de José Eduardo dos Santos, nomeou-o em 2011 como membro da comissão de estruturação e gestão da comissão do mercado de capitais do país.
 
Embora tenha nascido em São Tomé, o advogado obteve em 2010 a cidadania angolana. Feijó e Tiny foram coautores do livro “A Regulação do Gás Natural em Angola”, lançado em 2019.

N´Gunu Tiny chegou a deslocar-se a Portugal em 2018 para depor no âmbito do chamado caso Fizz, onde o então vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, era acusado de alegadamente ter corrompido o procurador Orlando Figueira.

Em sentido contrário a outras “estrelas” angolanas que empalideceram, N’Gunu Tiny continua a brilhar no firmamento empresarial.
 

 
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